quarta-feira, 4 de junho de 2014

Aprendendo com a mulher do fluxo de sangue.

Certa mulher, não tinha nome, ela era conhecida por seus problemas. Certas pessoas são conhecidas pelas suas tragédias que acontecem em sua vida. Como você gostaria de ser lembrado pela bênção ou pela maldição? Indo de mal a pior. Essa mulher era rica, contudo perdeu todos seus bens devido à doença, vivia cada vez de mal a pior.

Infelizmente há pessoas que manifestam a fé após uma tragédia em sua vida ou família. Não se manifesta fé através do jejum, oração, vigília... Devemos a todo tempo mostrar a nossa fé no Senhor. A Bíblia diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb. 11.6) e outra vez diz: “ A fé vem pelo ouvir  e ouvir  pela Palavra de Deus” (Rm. 10.17). Ao praticar essas verdades são vencidos os medos, fracassos e tudo mais que porventura nos impediria de chegar até Jesus. E foi o que esta mulher sem nome, anônima até o momento fez! Ela manifestou a fé de 4 maneiras:

1 . Saiu de Casa
2. Ouviu falar de Jesus
3. Foi ao encontro de Jesus
4. Tocou em Jesus.

Ela considerou em seu coração que bastava tocar na orla das vestes de Jesus que seria curada, porém, como aproximar-se de Jesus sem contaminar a multidão? E o que faria a multidão se descobrisse que uma mulher imunda havia saído no meio do povo, e deliberadamente tocou e se esbarrou em todos? "Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado" ( Lv 5:3 ).

O que há de tão importante no milagre da mulher com um fluxo de sangue que levou três evangelistas a narrarem o milagre? No que implicava uma mulher sofrer hemorragia constante àquela época? Como dimensionar a fé daquela mulher em Cristo?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O Cego de Jericó

Texto: Mc. 10.46 – 52
Introdução.
                 A notável cura do cego de Jericó, Bartimeu, filho de Timeu, foi uma demonstração emocionante do poder divino e uma expressão vibrante da terna compaixão do Senhor para com a humanidade. É, ao mesmo tempo, parábola da obra indispensável de Jesus de dar vista espiritual aos homens, na relação de uns para com os outros e dos homens para com Deus. “Nele (Jesus) estava à vida, e a vida era a luz dos homens”, João 1.4.
                    Chegando perto de Jericó (v. 35): Jericó foi “a cidade das palmeiras” (Deut. 34.3), situada 28 quilômetros ao nordeste de Jerusalém.
                             Era em Jericó que morava Raabe quando recebeu os espias, Js. 6;
                            Josué pronunciou uma maldição sobre o homem que tentasse reedificar a cidade, Js. 6.26, e a condenação caiu, 500 anos mais tarde, sobre Hiel, de Betel, 1Reis 16.34.
                           Havia ali uma escola de profetas no tempo de Elias e Eliseu, 2 Reis 2.4 -18.
                          A cidade foi tomada pelos caldeus, mas repovoada depois da volta do cativeiro, 2 Reis 25.5; Esd. 2.34; Neem. 3.2.
                           No tempo de Cristo era Jericó a segunda cidade da Judéia.
                           Foi na estrada, caminho de Jericó, que os israelitas demonstraram a sua fé, rodeando a cidade e derribando os muros rentes ao chão.
                            Foi na estrada, caminho de Jericó, que Zaqueu subiu a árvore para ver Jesus, ato que resultou em recebê-lo, não somente em casa, mas no seu coração.
                          Foi na estrada, caminho de Jericó, que os filhos dos profetas perderam o ferro dum machado nas águas e que Eliseu o fez flutuar.
                            Foi na estrada, caminho de Jerico, que certo homem se achava gravemente ferido e para morrer e o samaritano o socorreu.
                           Foi na estrada, caminho de Jericó, que dois cegos clamaram à Jesus e receberam a vista.
                       A estrada, caminho de Jericó, é a estrada da oportunidade, estrada que passa na frente de nossa casa, nossa oficina, nossa loja, de nossa igreja. Há sempre nessa estrada, “um homem – Jesus” a quem pode servir.

terça-feira, 4 de março de 2014

Vida Contagiante começa com Amor de Deus

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3.16  NVI – Nova Versão Internacional

Introdução

A Igreja é composta de todos os tipos de pessoas, dotados de várias maneiras. Cada um de nós é dado à capacidade de amar os outros. Alguns fazem isso com um amor que vem naturalmente. Eles fazem todos ao seu redor se sentir aceito. Eles fazem todos ao seu redor se sentir o amor de Cristo. Porque o amor de Deus é contagioso, porque nós experimentamos o amor de Deus. Estamos chamados a amar uns aos outros. Essa é a descrição do trabalho de cada cristão. Sabemos que Cristo fez em nossas vidas.

“Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde. Te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho”.

O trecho deste poema, extraído de uma das falas de Patch Adams, sintetiza o tema central de todo o filme: amar indistinta e indiscriminadamente a todos. Isto simplifica; O amor de Deus é contagioso.

Vamos definir o termo contagiante:

Que contagia; que se propaga por contágio. Que se espalha, passando de lugar para lugar ou de pessoa para pessoa por sua influência, intensidade, ou por outras características próprias (sorriso contagiante, emoção contagiante).

Contagiar: Propagar, por meio de contágio, doença epidêmica ou males morais a; comunicar, pegar: A Reforma contagiou o mundo.

 Contagiar é transmitir uma doença por contato mediato ou imediato. Nesta série de mensagens, você será contagiado a levar, de forma criativa e intensa, o amor de Jesus por meio de relacionamentos. Aprenderá as ferramentas adequadas para impactar vidas e levá-las aos braços de Jesus.

Quero dar um tema a esta mensagem: “Vida contagiante começa com o Amor de Deus”.

O Amor de Deus, naturalmente, é um atributo de Deus; mas permeia todas as coisas, de tal modo que é legitima a declaração de que Deus é Amor. Todas as demais qualidades de Deus são atributos baseados no amor divino. Portanto a bondade de Deus se baseia no seu amor como também na sua misericórdia.

            O que é Amor? Quantas vezes já foram pronunciadas esta pergunta e de quantas diferentes maneiras foram respondidas!

            Somente encontraremos a resposta correta, se seguirmos os pensamentos do Amor de Deus. Ele criou o mundo como prova de seu amor. Ele preparou o paraíso na terra para que os homens vivessem nele em comunhão, mas a criatura desprezou o criador, pisando seu amor com os pés, destruindo a obra de Deus pelo pecado e pela difamação.

            Porque Deus me ama? Para esta pergunta não existe resposta. É um mistério profundo. O Amor de Deus me é revelado somente pela minha aceitação. Não posso conquistar este amor, nem o posso adquirir. Ele não me ama pela minha bondade, caridade ou religiosidade. Ele simplesmente diz: “Eu Te Amo”. Ele me ama, pois Ele é amor. A única condição que Ele propõe é que eu o aceite, incondicionalmente, é neste ponto que começa a nossa dificuldade, pois achamos humilhante aceitar este Amor de Deus, portanto será necessário admitir que somos carentes deste amor e que não podemos adquirir nem merecer. Deus nos presenteia com seu amor e apenas espera que recebamos este presente.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quem é o meu próximo?

Texto: Lucas 10. 25-35

Antes de tecermos algum comentário sobre esta belíssima parábolas do Bom Samaritano convêm explicarmos o que significa uma parábola. Parábola é uma narrativa, imaginaria ou verdadeira que se apresenta com o fim de ensinar uma verdade.

Difere do provérbio neste ponto: não é a sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender.

E difere também da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder, e, de viver.

Também difere da fábula, visto como aquela se limita ao que é humano e possível. O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga.

Os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homilias. A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer os Seus ensinamentos, referindo-se à vida comum e aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45; Lc 20.19). As parábolas do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral, outras uma profunda verdade espiritual, como esta que será motivo de nosso estudo.

Num mundo essencialmente egoísta, a parábola do samaritano é um alerta para nós. Nosso mundo, apesar de grande na extensão territorial, tem sido encurtado dia a dia por conta do avanço tecnológico, da comunicação e dos transportes. As facilidades diminuem a distância entre as pessoas, mas apesar dessas facilidades, fica uma pergunta “quem é o meu próximo e como ele está? ”

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

É tempo de Recomeçar

Quando nos aproximamos do início do Ano Novo, muitas pessoas estão refletindo sobre o ano anterior e como eles viveram suas vidas, e estão fazendo resoluções e determinações para viver melhor no ano que vem o que isso pode significar. O processo parece envolver uma espécie de reorientação para as coisas que são importantes para nós, para que, quando terá chegado ao fim deste próximo ano, vamos olhar ainda mais favorável sobre ele do que a anterior.

Embora eu esteja alguns dias mais cedo, como nós antecipamos a vinda de 2014 eu quero escrever uma carta aberta do tipo que se concentra nas realidades mais importantes do mundo. E o destinatário da minha carta aberta é você. Não importa quem você é; jovem na fé, um santo experiente, ou não um crente em Jesus, se nós somos bons amigos, tiver apenas falado algumas vezes, ou se eu não te conheço.  Não consigo pensar em nada mais rentável que gostaria de dizer diretamente a você. E talvez o mais interessante distintivo sobre esta carta aberta para 2014 é que não é nada de novo. É a mesma velha mensagem para um novo ano, porque é a única mensagem que é suficiente para transcender todos os tempos e culturas. É o Evangelho de Jesus Cristo. Eu espero que você leia com atenção.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Milagre na Rua Manjedoura

"E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria" Lucas 2:7

 Ao fazer a preparação para esta mensagem, deparei-me com um título de sermão que ficou na minha mente. Alguém pregou sobre este texto usando o título de "Milagre na Rua Manjedoura." Isso é inteligente e cativante, e também é apropriado, pois realmente foi um milagre na rua manjedoura à noite em que Jesus nasceu. A cena retratada em Lucas 2:7 é tão familiar que se tornou inconfundível. A representação do nascimento de Cristo seja com estatuetas ou em uma pintura ou às vezes em peças teatrais com atores retratando José, Maria e Jesus. Normalmente, a definição é bastante pastoral, com Maria e José observando enquanto Jesus dorme no cocho limpo forrado de palha. Às vezes há uma luz brilhante que emana do menino Jesus. A palha é fresco, estrelas cintilam no céu, nas proximidades do gado, ovelhas contente e o burro fiel assiste os pais felizes. E muitas vezes os pastores e os Reis Magos curvar diante do bebê na manjedoura. É uma cena doce e bonita.

Mas o grande problema reside em um fato: O Filho de Deus vem a terra e nasce em um estábulo, porque não havia lugar na hospedaria. Nós ouvimos isso tantas vezes que é um fato, mas não parece certo. Para nos ajudar a pensar sobre este fato do nascimento de Jesus, vamos pensar juntos sobre três perguntas:

1) O que há de errado com este retrato? 
2) Por que Deus permite isso?
3) O que podemos aprender com isso? 

Do nosso ponto de vista, Jesus não deveria ter nascido em um estábulo, mas era Ele – O Filho de Deus. Certamente, este não foi um acidente, mas uma mensagem de Deus aos nossos corações.

sábado, 23 de novembro de 2013

Vaso Esquecido

“Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu”?

Traduzindo “MINHA VIDA É UMA SUCATA”.

Esta é uma expressão muito comum da parte dos jovens. As angústias e inquietações comuns à juventude fazem com que o jovem se sinta “quebrado”, às vezes sem rumo, sem valor e sem perspectivas. Outras vezes se sente sozinho, abandonado, sem amigos. Em outros momentos são as tentações que o confundem e fragmentam.

Novamente, não são apenas os jovens que passam por isso. O rei Davi também se sentiu abandonado e rejeitado pelos que estavam próximos dele. Podemos ler seu desabafo no Salmo 31.12: “Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado”.

Mas é consolador saber que o oleiro não joga fora os vasos quebrados. O oleiro os refaz. Igualmente o nosso Deus não despreza seus vasos quebrados. Ele os refaz. Quando estamos quebrados então estamos prontos para sermos moldados segundo os propósitos de Deus. É consolador saber que “a tribulação produz perseverança” (Rm 5.3). É consolador saber que, “Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida” (Sl 138.7). Mesmo quebrados, Deus nos refaz e nos molda em vasos de bênçãos.

A tribulação também é usada por Deus para nos aperfeiçoar, firmar, fundamentar e fortificar. Este é o contexto em que o apóstolo Pedro diz estas palavras (1 Pe 5.10). Por isso ele também diz: “Não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos...” (1 Pe 4.12). Lembremos que Jesus também foi esmagado em nosso lugar. Ele pode compadecer-se de nossas fraquezas, pois ele foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado (Hb 4.15). Lembremos também que o oleiro sabe quanto o vaso podo suportar. “Deus não permitirá que sejais tentados além das vossas forças” (1 Co 10.13).

Mas também há momentos em que o próprio Deus precisa quebrar-nos. Quando o orgulho e a autossuficiência começam a predominar em nossas vidas; quando não enxergamos mais o semelhante necessitado; quando nos esquecemos dos valores espirituais e eternos; quando não lutamos mais contra o pecado; quando pensamos que somos insubstituíveis no trabalho da igreja, então Deus precisa nos quebrar. Muitas vezes, quando estamos em cacos, então é que começa o nosso valor, pois o oleiro nos moldará pela sua ação graciosa, para os seus propósitos santos.

A Bíblia está repleta de personagens, muitas Histórias, em vários lugares e tempos diferentes. Nela encontramos personagens que são muito conhecidos, como é o caso de Moisés, Noé, Abraão, Jó, Pedro, Paulo..., mas também encontramos personagens, que “sem muita glória” sobre sua vida, ficam escondidos nas entrelinhas bíblicas. Bom, é exatamente de um desses personagens que queremos falar aqui, o seu nome é Mefibosete - O Vaso Esquecido. Sua História não está escrita na Bíblia por acaso, a vida deste homem nos revela muito da vontade de Deus em nossa vida.