sábado, 30 de maio de 2026

REVISTA DE ESTUDO SOBRE O AMOR DE DEUS

 Palavra do Comentarista

 

A origem do pecado na história da raça humana foi à desobediência a Deus. Adão no Jardim do Éden transgrediu voluntariamente dando ouvidos à insinuação da serpente, de que, se comesse do fruto proibido tornar-se-ia igual a Deus. Através deste ato Adão abriu a porta de acesso ao pecado no mundo. Consequentemente trouxe para si e para a humanidade a natureza sombria do pecado, seus efeitos nocivos e males terríveis, a morte. Deus na sua sublime misericórdia amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho, seu unigênito, para que todo o que nEle crer tenha a vida eterna. O próprio Deus, por amor, providenciou um plano de escape. Jesus Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Deus tornou pecador por nós Aquele que não tinha nenhum pecado, para que nEle tornássemos a justiça de Deus. Deus realizou uma obra perfeita de libertação para nós. Ofereceu um remidor, um substituto que pudesse levar sobre si o nosso pecado. Salvador prometido desde a fundação do mundo.

 Onésimo Paula Silva

Seminarista FABAT

Seminário do Sul – Rio de Janeiro

 Dados do Comentarista

 Membro 1ª Igreja Batista São Carlos – SP; bacharel em Administração de Empresas, escritor e professor da EBD, Líder Ministério de Homens de Coragem da PIBSC


 

Lição 01

 

O Principio da Criação

 

Texto Áureo

 

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele, nada do que foi feito se fez”. Jo 1.3

 

Verdade Aplicada

 

A criação de todas as coisas não foi obra do acaso. Foi vontade absoluta do Criador, partiu dEle como uma graça especial.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender a origem da criação.

 

Ø Destacar o ensinamento bíblico sobre a criação.

 

Ø Reconhecer que Deus existe por si mesmo, pois Ele é a fonte da vida.

 

Glossário

 

Magnificência – Qualidade de Magnificente.

Magnificente – Liberal, Esplêndido, Suntuoso, Grandioso.

Transcendente – Que transcende; superior; Mundo elevado.

 

Hinos Sugeridos

Ø 41, 124 e 396

Textos de Referência

Gn 1.1 No princípio criou Deus os céus e a terra.

Gn 1.2 – A terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas.

Is 45.12 – Eu fiz a terra, e criei o homem. As minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.

Is 45.18 – Pois assim diz o Senhor que criou os céus, ele é Deus; foi ele que formou a terra, e a fez, ele a estabeleceu; ele não a criou para ser vazia, mas que fosse habitada. Diz ele: Eu sou o Senhor, e não há outro.

Is 40.29 – Não sabes? Não ouviste? O Senhor é o eterno Deus, o Criador dos fins da terra. Ele não se cansa nem se fadiga, e não há quem esquadrinhe o seu entendimento.

Leituras complementares

Segunda       Terça        Quarta

  Gn 1.1        Gn 2.7       Sl  90.2

 Quinta          Sexta        Sábado

  Is 43.7        Zc 12.1      Ap. 4.11 

Esboço da Lição

     Introdução.

1. A Soberania de Deus.

2. Porque Deus criou?

3. Cenário Histórico de Gênesis.

4. O Princípio da Criação.

     Conclusão.

Introdução

 

      Gênesis é o primeiro livro da Bíblia. No grego a palavra “Gênesis” significa “origem”, “nascimento”, “criação”. Gênesis é o nome dado pela Septuaginta, ao passo que seu título no original hebraico “Bereshith” que se traduz por “No princípio”. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é atribuída, a Moisés. Gênesis narra a história da criação do Universo, não como teoria, mas como “DEUS” o Supremo Criador de todas as coisas. O assunto é importante e ensina verdades fundamentais que a vida não é obra do acaso e sim criação de Deus.

1. A Soberania de Deus

      Define-se a Soberania de Deus como o exercício de Sua supremacia. Deus é o Ser supremo e independente. Somente Ele, em todo o universo, tem o direito e o poder de fazer absolutamente o que Lhe agrada. Não há perigo de Deus perder Seu trono, nem precisa da permissão de ninguém para reinar. Ele é o único que tem o direito de agir para Sua própria glória. A soberania de Deus significa que Ele faz o que Lhe agrada. Ele até faz com que a ira do homem O louve, e aquele que não O louva, Ele não permite. Sl 76:10.

      Gênesis 1.1 é o primeiro versículo da Bíblia, é o ponto de partida. Nele encontramos o Deus Soberano, tal perspectiva, mostra seu domínio, reino e regência.

 

1.1 Domínio

 

      Domínio é transcendente, ele não somente mostra todo universo, mas inclui toda a criação. Deus tem controle sobre tudo de acordo com Sua vontade e para o louvor de Sua glória. Jó 25. 2; 38.33; Dn 7.14; 1 Pe 4.11

 

1.2 Reino

 

      Reino é exercido pelo seu poder, por sua vontade, sua palavra e suas obras. Pelo seu poder de governar, Deus de forma criativa, decide e estabelece seus desígnios. Pela sua palavra, Ele fala e a criação passa existir, e o seu Espírito demonstra o seu poder ilimitado. Sl 22.28; Dn 4.17

 

1.3 Regência

 

      Regência esta na sua preexistência e santidade para governar com autoridade. Ele estava lá antes da criação, “No princípio”. Assim, como Criador, Ele merece ser Soberano. Todo o poder e autoridade emanam dEle. Ef 1. 19 – 21; Ap 19.1

2. Porque Deus Criou?

 

      Voltarie pensador francês afirma: “Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo”. Com seu estilo irreverente, mostra-nos a necessidade de um Ser Criador; sem Ele nada seria possível. Deus não criou o Universo por necessidade ou por acaso. A criação partiu como um ato livre da parte de Deus. Sl 115.3; 135.6

 

2.1– A pessoa do Criador  

 

      A revelação de Deus é tão clara e objetiva, que podemos declarar que há um Criador soberano no Universo capaz de criar todas as coisas.

 

Deus é Criador - Todas as coisas foram criadas por Deus. Negar a existência de um plano elaborado e executado pelo Criador é negar a própria lógica do Universo estudada pela Ciência. Gn 1.1; Jr 10.12; Pv 3.19,20

 

      Criador onipotente – Significa que Deus é perfeito em poder. O poder de Deus não admite nenhuma restrição ou limitação. Que pode tudo; Que tem poder ilimitado; Todo Poderoso. Ser superior, capaz de dirigir todas as coisas existentes. Jó 42.2  .  Is 40.21 - 28; 42.5; Jr 27.5

      Criador onipresente Significa que Deus está em todos os lugares, em todos os momentos. Seu centro está em toda parte.  Sua circunferência não está em lugar nenhum. Jr 23.23,24


      Criador onipresente Significa que Deus é perfeito em conhecimento; Ele sabe tudo. Ele tem conhecimento perfeito de tudo aquilo que vai acontecer entre as famílias humanas e as nações. Is 46.9, 10

 

       Deus criou o Universo pelo seu próprio poder.

 

2.2 – Métodos da Criação

 

      Criou Deus – No original hebraico são usados três vocábulos para descrever os atos da criação no livro de Gênesis.

 

1.        Barah – Deus usa o verbo “criar” do hebraico “Barahalgo invisível, metafísico, abstrato, algo que não pode ser visto. Gn 1. 1, 21, 27

 

2.        Asah – Significa “fazer”. Já o verbo asah tem significado de “criar a partir de alguma coisa”. Gn 1.3

 

3.        Yatzar – Significa “formar, construir, preparar, edificar”. A ideia é que Deus construiu algo a partir de matérias pré-existentes. Gn 2.7

3. Cenário Histórico de Gênesis

 

      Quero ser cuidadoso ao abordarmos o primeiro capítulo de Gênesis. À medida que estudamos o livro de Gênesis, parece-me que nós, evangélicos, temos cometido grandes erros na maneira como interpretamos Gênesis nos últimos anos. Esses erros consistem frente ao ataque da evolução ateísta, da religião comparativa e da crítica literária. Falhamos ao estudar Gênesis dentro do seu contexto histórico.

 

      O autor de Gênesis não escreveu o relato da criação para a ciência, física, astronomia, etc., apenas ele incentiva-nos a ver o relato do Criador por detrás dEle. Gênesis foi escrito para o povo de Deus, não para os descrentes.

  

      Há diversas interpretações para os três primeiros versículos de Gênesis 1. Abordaremos as três interpretações mais populares sustentadas por nós evangélicos.

 

3.1 A Teoria da Recriação

 

      1ª Interpretação Esta opinião sustenta que Gênesis 1:1 descreve a criação original da terra, anterior à queda de Satanás. Em consequência da queda de Satanás a terra perdeu seu estado original de beleza e glória e se encontrou no estado de caos de Gênesis 1:2. Essa “lacuna” entre os versos 1 e 2 não só ajuda a explicar o ensino a respeito da queda de Satanás, mas também permite um considerável período de tempo, o qual ajuda a harmonizar o relato da criação com as modernas teorias científicas. Esta teoria sofre de uma série de dificuldades. Is 14.12-15; Ez 28.12

 

3.2 A Teoria do Caos Inicial

 

      2ª Interpretação Brevemente, esta opinião sustenta que o verso um seria uma frase introdutória independente. O verso 2 descreveria o estado da criação inicial como sem forma e vazia. Em outras palavras, o universo é como um bloco bruto antes do escultor começar a moldá-lo. A criação não está em mau estado em consequência de alguma queda catastrófica, mas em seu estado informe inicial, como um monte de barro nas mãos do oleiro. Os versos 3 e seguintes começam a descrever o trabalho de Deus transformando-a do caos no cosmos.

 

3.3 A Teoria do Caos Pre-Criação.

 

      3ª Interpretação – Nesta opinião o verso 1 ou é entendido como uma oração independente “Quando Deus começou a criar...” ou como um enunciado introdutório independente e resumido “No princípio criou Deus...”. Sustentada pelo Dr. Waltke.

 

      O relato da criação resumido no verso 1 começa no verso 2. Esta “criação” não é “ex nihilo” (do nada), mas por causa das coisas existentes no verso 2. De onde isto vem não é explicado nesses versos. Em consequência, esta opinião sustenta que o estado caótico não ocorre entre os versos 1 e 2, mas antes do verso 1 numa época não especificada. A origem absoluta da matéria é, então, não o objeto da “criação” de Gênesis 1, mas apenas o princípio relativo do mundo e da civilização como a conhecemos hoje.

 

4. O princípio da Criação

 

      Moisés, no livro de Gênesis descreve de maneira harmoniosa a ação divina que se estendeu por seis dias na criação.

 

4.1 Primeiro dia

 

      Deus criou a luz cósmica. Como bom arquiteto, começou pela iluminação do seu campo de ação. Pelo poder da sua Palavra fez aparecer a Luz Cósmica. Trouxe as existências, às coisas não vistas. O universo estava debaixo da escuridão total, fez o Criador surgir à luz. Ainda não é a luz solar, mas sim a luz cósmica presente no espaço sideral. Gn 1. 3 -5.

 

4.2 Segundo dia

 

      Deus criou o firmamento. Abóbada celeste no qual aparecem as estrelas; céu. Foi a separação da matéria gasosa. Refere-se à grande camada universal onde o Sol, A Lua e as estrelas localizam. Gn 1. 6 – 8

 

4.3 Terceiro dia

 

      Deus criou terra firme, mar e vegetação. Fez a separação das águas, ordenou o aparecimento da terra seca e a terra produziu vegetação. Gn 1. 9 -13

 

4.4 Quarto dia

 

      Deus criou o Sol, a lua e as estrelas. Organizou o sistema solar. O Sol para governar o dia e a lua para governar a noite. A partir do quarto dia tudo estava pronto para a sobrevivência animal. Gn 1. 14 -19

 

4.5 Quinto dia

 

      Deus criou a fauna marinha e as aves. Deus ordenou que as águas produzissem animais de todas as variedades; répteis de alma vivente, aves, grande e pequenos animais aquáticos conforme a sua espécie.  Gn 1. 20 -23

 

4.6 Sexto dia

 

      Deus criou os animais terrestres e o homem. Neste dia Deus criou três grupos animais distintos: animais domésticos; animais selvagens; répteis que rastejam todos conforme o seu gênero  e espécies. Gn 1. 24,25

 

Conclusão

 

      A declaração que Deus é a melhor prova de si mesmo para referendar sua existência é verdadeira. Por mais cético que somos Deus acha-se patente em todas as coisas. Rm 1. 19,20

 

      Inspirado pelo Espírito de Deus, os escritores bíblicos registraram com clareza prova da existência de Deus como o Supremo Criador.      Portanto esta é a verdade sobre a Origem do Universo de acordo com a Palavra de Deus.

 

      “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”. Hb 11.6

 

      Marilyn Huckey diz: “O mundo invisível é constantemente descrito na Bíblia como algo constantemente presente em nosso meio, não como uma realidade distante, mas como algo presente entre nós”.

 

Questionário

 

1. Porque Deus criou o Universo?

R:. A criação partiu como um ato livre da parte de Deus.

 

2. Quais os três vocábulos hebraico que descreve o ato da criação?

R:. Barah, Asah, Yatzar.

 

3.O que significa a palavra hebraica Barah?

 

R:. Algo invisível, metafísico, abstrato, algo que não pode ser visto.

 

4. Quais as três interpretações mais populares sustentadas em Gênesis 1.

R:. Teoria da Recriação, Teoria do Caos Inicial, Teoria do Caos Pre-criação.

 

5. Qual a maior prova da existência do Universo?

R:. Deus.

 

 

 

 

Lição 02

Conhecendo Deus

Texto Áureo

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro”. Ap. 22.13

Verdade Aplicada

No decorrer da história falsos deuses foram criados pelo homem, todavia, o Deus da criação é real, e não pode ser explicada com base na lógica humana.

Objetivo da Lição

Ø Saber e compreender que Deus existe.

Ø Não existe preocupação quanto à existência de Deus para a Bíblia.

Ø Deus existe, e tem revelado ao homem ao longo da história.

Glossário

Insofismável – argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras.

Asseidade – atributo divino essencial e fundamental, que consite precisamente em derivar sua existência de si mesmo.

Paroleiro – Que, ou aquele que diz parolas, parolador; Mentiroso;  Tagarela.

Hinos Sugeridos

Ø 227, 247 e 526

Textos de Referência

Is. 40.21 – Não Sabeis? Não ouvis? Ou desde o princípio não vos foi notificado isto mesmo? Ou não atentastes para os fundamentos da terra?

Is. 40.22 – Ele está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhoto.

Is. 40.26 – Levantai ao alto os vossos olhos: Quem criou todas estas coisas? Aquele que faz sair os exércitos de estrelas, uma por uma, e as chama pelo nome. Por causa da grandeza das suas forças, e da fortaleza do seu poder, nenhuma faltará.

Is. 40.29 – Não sabes? Não ouviste? O Senhor é o eterno Deus, o Criador dos fins da terra. Ele não se cansa nem se fadiga, e não há quem esquadrinhe o seu entendimento.

 

Leituras complementares

Segunda       Terça        Quarta

Ex 3. 14        Sl 14.1      Sl  19.1

 Quinta          Sexta        Sábado

 Sl 53.1        Hb 11.3     Ap 22.13 

 

Esboço da Lição

     Introdução.

1. Origem de Deus.

2. Quem é Deus.

3. A existência de Deus.

4. Motivos para crer em Deus.

     Conclusão.

Introdução

 

     Segundo o comentário de Myer Pearlman, Conhecendo as Doutrinas Bíblicas, “vivemos num universo cuja imensidão pressupõe um Criador poderoso”. Este Criador é a garantia da existência do universo. Sem Ele, não existiria o universo. O conjunto harmonioso deste universo é real e somos testemunhas disso. Portanto o universo foi criado por Deus. Partindo deste princípio, uma vez que Deus é criador de todas as coisas, podemos reconhecer, sem duvida, sua soberania sobre todo o complexo do Universo. Deus Existe!

 

1. Origem de Deus

 

      A mais insistente pergunta para a mente humana está ligada à existência de Deus. Deus existe? Como Ele é? De onde Ele veio? A mente humana, limitada e falível, não pode explicar ou provar a existência de Deus. A Bíblia Sagrada inicia seus relatos partindo da premissa de que a existência de Deus é fato insofismável. “No princípio Deus criou os céus e a terra”. Gn 1.1

 

1.1   – Deus e a Bíblia

 

      Para a Bíblia não existe preocupação quanto à prova da existência de Deus. Para Bíblia Deus sempre existiu e sempre existirá.

 

      “Eu sou o que Sou”. Êx 3.14 O estudo da Pessoa de Deus assim como Ele revelou a humanidade. Deus poderia permanecer em silêncio, porém por amor Ele se deu a conhecer aos homens, podendo não somente saber sobre Ele, mas também ter plena comunhão com o Deus Criador.

 

1.2   – Deus e o Homem

 

      Nos Salmos 14 e 53, mostra a mesma expressão do ímpio dizendo que “não há Deus”. Podemos afirmar que a maior loucura que alguém pode cometer e dizer que “não há Deus”.

 

      No entanto a Bíblia Sagrada despende inúmeras páginas utilizando-se de uma linguagem elevadíssima sintetizando conheci-mento essencial obre o todo poderoso. Deus tem manifestado ao homem de várias maneiras ao longo da história de maneira gloriosa, impossível de ser negada a sua existência através de revelação natural, pessoal e da obra da criação de todas as coisas.

 2. Quem é Deus

      Através da Bíblia Sagrada, Deus criou todas as coisas. Segundo o dicionário da língua portuguesa “Deus” - Princípio que as religiões consideram superior à natureza; ser infinito, perfeito, criador do universo. Alguém declarou que Deus é a melhor prova de si mesmo. É tão obvio a existência de Deus que podemos acha-lo patentes em todas as coisas. Gn 1.1; Rm  1.19.

 

      Quem é Deus? A melhor definição encontrada é: “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”. O nome “Deus”, na Bíblia, expressa mais que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Êx 6.3; Gn 12.8; Dt 28.58

 

2.1 Definição Linguística

 

      A palavra Deus é a tradução do vocábulo hebraico “elohim”, no grego temos a palavra “theos”. Elohim é a palavra hebraica utilizada para designar divindades e poderes celestiais, em especial Deus na Bíblia. Estudiosos e gramáticos judeus e cristãos têm afirmado que a forma plural, tendo em vista determinados contextos, encerra este princípio: a existência da Santíssima Trindade.

 

2.2 Definição Teológico

 

      Em nosso Dicionário Teológico, damos a seguinte definição: Ser Supremo, absoluto, infinito por excelência; criador dos céus e da terra; eterno e imutável; onipotente, onisciente e onipresente. Deus é Espírito. Ser incriado é a razão primeira de tudo quanto existe. Gn 1.1; Is. 26.4; Jó 42.2; Sl. 139; Jo 4.24.

 

3. A existência de Deus

 

      Deus existe? Esta pergunta tem acompanhado o homem durante a sua existência. O sentimento religioso leva-nos a uma conclusão de que a existência de Deus é fato real. Deus existe! Ele é o ponto de partida. Se de um lado disseram os néscios no seu coração: “Não há Deus” Sl 14.1. Por outro lado: “Os céus manifestam a glória de Deus”. Sl 19.1

 

      Deus também revelou sua existência ainda na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Sendo Deus, veio ao mundo humanizado, doando sua vida e derramando o seu precioso sangue em resgate ao mais vil pecador, ressuscitou, apareceu a muitos, subiu ao céu e assentou adentra de Deus. Fato histórico de que ninguém pode negar. Hb 11.6

 

3.1 Sua existência declarada

 

      A Bíblia em parte alguma trata demonstrar ou prova a existência de Deus. Porque em toda a Bíblia subentende-se sua existência. Tal verdade é tão significativa que podemos afirmar que sem a Bíblia existiria Deus, porém sem Deus não existiria a Bíblia, uma vez que a Bíblia é o relato magnífico de que Deus é o Ser Supremo, Criador de todas as coisas.

 

      Em Isaías 14. 12-15 Satanás a mesma serpente que enganou Adão e Eva no Jardim do Éden, declara a existência de um Deus Soberano. “Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus”; “serei semelhante ao Altíssimo”. A expressão, grifo; das estrelas de Deus e semelhante ao Altíssimo, denota a existência de um Ser Supremo.

 

      Da mesma maneira, os reis, profetas, sacerdotes, e servos fiéis nos dizem que conhecem Deus, e essas declarações pressupõem a existência de Deus. Sl 104; 1 Sm 3

 

3.2 Sua existência provada

 

      Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem Ele, o Universo não existiria. Todas as coisas foram criadas por Ele, para Ele, e para a Sua glória.

 

      A expressão “racional” denota aquilo que é de razão ou raciocínio e “lógica” é a ciência que expõem as leis do raciocínio.

      Se a Bíblia não oferece nenhuma demonstração racional e lógica da existência de Deus, porque faremos esta tentativa?

 

1.        Se a pessoa não estiver disposta aceitar a existência de Deus, ela colocará de lado todas e quaisquer evidências.  Lc 16.31

 

2.        A mente humana jamais conseguirá provar a existência de Deus. “Desafio você a me provar que Deus existe”.

 

      Afinal, a fé é o ponto de partida para crer na existência de Deus. Hb 11. 1 - 3.

 

      Finalmente, para enriquecer nosso conhecimento acerca de existência de Deus é necessário ter fé. Essa fé é tão importante que aceitaremos com alegria qualquer fato que evidenciam a existência de Deus.

4. Motivos para crer em Deus

 

      As obras de Deus são completamente percebidas na criação do Universo.  Inclui-se nesta harmoniosa criação a obra máxima o homem – coroa de sua criação. Mediante essas características, encontramos provas que motivam mais a nossa crença em Deus.

4.1 Prova Asseidade de Deus

      A asseidade de Deus é aquela virtude de Deus de acordo com a qual ele existe de e por si mesmo, tendo o fundamento e fonte eterna de existir por si mesmo, não sendo causado ou dependente de nenhum ser fora de si, e sendo, portanto, o ser absoluto e puro, sem qualquer nexo exigível ou necessário de causalidade e efetividade, e vem a ser, na compreensão teológica. Asseidade refere-se ao atributo de Deus concernente a sua auto-existência. Ex 3.14; Sl 33.11; Is 40.13; Rm 11.34-36; At 17.25; Ef 1.5.   

      O apóstolo Paulo quando chegou a Atenas, em quanto esperava, o seu espírito ficou estarrecido vendo a cidade tão entregue à idolatria. De sorte que discutia nas sinagogas e nas praças todos os dias com os judeus e gregos devotos. Paulo após observar a devoção dos atenienses à idolatria apresentou a eles o verdadeiro Deus. Alguns dos filósofos contendiam com Paulo, dizendo ser paroleiro e pregador de deuses estranhos, porém Paulo lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. At 17.16

 

     O que podemos analisar neste texto, na verdade, tanto os visitantes como os habitantes de Atenas, buscavam incansavelmente novas ideias e conhecimentos que realmente preenchessem o vazio que sentiam na alma corrompida pelo pecado.

 

      Prova disso, que Paulo passando e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: “Ao Deus Desconhecido”. Ora, esse que vós honrais sem conhecer é o eu vos anuncio. At 17.23

     

      Nos versículos seguintes vemos a prova sublime da existência de Deus. Paulo declarou que o Deus verdadeiro não pode ser mensurado pelos homens. Ele é o Criador de tudo, portanto Ele não é uma ideia, energia, ou qualquer coisa abstrata. Deus existe! At 17. 24 - 32;  Hb11.6

     

4.2 Prova na criação

 

      A razão argumenta que o universo não surgiu do acaso, como afirma a falsa teoria da evolução. Existiu um princípio, ou seja, todo efeito deve ter uma causa. Considerando o Universo e tudo que nele há, as quais revelam inteligência e desígnios. É natural questionarmos: “Como tudo isso se formou?” A pergunta é natural. Nossa mente limitada espera que todo efeito tenha uma causa. Segundo revelação de Deus ao profeta Isaías, Ele a formara com a intenção de ser habitada. Concluímos que o desígnio e a formosura do Universo é obra de um arquiteto dotado de inteligência e sabedoria suficientes para explicar sua criação.

 

      Esse argumento é exposto, de modo claro e objeto em Genesis 1.1. “No princípio – Deus”.

 

      Deus intervém desde o princípio no Universo, tanto na formação da Terra quanto na criação do homem.

 

Conclusão

 

      Deus infelizmente não pode ser compreendido pelo homem, em face de nossa limitação. Compreendemos de forma racional e lógica que Deus existe. Ele é o Criador de todas as coisas. O Universo que vivemos evidência com perfeição que todas as coisas foram criadas por uma mente suprema, as quais revelam seus propósitos e desígnios e apontam para um sábio legislador. Esse Ser Que Existe Sempre é Deus, O Eterno, a causa e a origem de todas as coisas existente neste Universo.

 

     “No princípio, Deus”. Deus existe! Ele é o ponto de partida. Por toda a Bíblia, há evidências que provam a sua existência. É o Senhor do Universo que “tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele”. Jo 3.16,17

 

Questionário

 

1. Quem é Deus?

R:. A melhor definição encontrada é: “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”.

 

2. Deus existe. Por quê?

R:. Sim. Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem Ele, o Universo não existiria. Todas as coisas foram criadas por Ele, para Ele, e para a Sua glória.

 

3. Como Deus tornou-se conhecido?

R:. Mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo quanto existe. Ele dá vida, alento, alimento e alegria.

 

4. A Bíblia prova a existência de Deus? Cite duas referências bíblicas.

R:. Sim. Sl 104; At 17. 24 - 32

 

5. Onde achamos evidências da existência de Deus?

R:. Na criação, na natureza humana e na história humana.

 

 

 

 

 

Lição 03

 

O Amor de Deus

 

Texto Áureo

 

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis”. Jo 13.34

 

Verdade Aplicada

 

O amor não é um mero sentimento; é poder de Deus que atua na personalidade inteira do homem.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Explicar o real sentido do amor como mandamento divino.

Ø Destacar a supremacia do amor de Jesus Cristo.

Ø Reconhecer que o amor é uma qualidade da alma, que leva a pessoa a considerar seus semelhantes.

 

Glossário

 

ReciprocidadeEstado, Qualidade do que é recíproco; Mutua correspondência.

Homogeneidadesignifica que num determinado meio, as suas propriedades mantêm-se em toda a sua extensão.

Imprescindível – que não pode faltar; indispensável; insubstituível.

 

Hinos Sugeridos

Ø 27, 383 e 545

Textos de Referência

 

Mt 22.34 E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.

Mt 22.35 – E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo.

Mt 22.36 – Mestre, qual é o grande mandamento da lei?

Mt 22.37 – E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

Mt 22.38 –  Este é o primeiro e grande mandamento.

Mt 22.39 –  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Mt 22.40 –  Desses dois mandamen-tos dependem toda a lei e os profetas.

 

Leituras complementares

 

  Segunda          Terça           Quarta

    Dt 6.5        I Co 13.13     II Co 5.14

   Quinta            Sexta           Sábado

   Gl 5.22          Cl 3.14        I Jo 4. 7-21

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. Origem e Conceito.

2. Os Tipos de Amor.

3. As Dimensões do Amor.

4. A Excelência do Amor.

     Conclusão.

Introdução

     A palavra “Amor” resume o caráter de Deus; aparece na Bíblia 245 vezes na versão Revisada e Atualizada de Almeida e 187 vezes na versão Revista e Corrigida de Almeida. Esta virtude caracteriza a magnificência de Deus, foi exatamente por amor que Deus se revelou ao homem tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, “Deus é Amor”. Foi assim que Ele mostrou o seu amor por nós. I Jo 4.8

 

1. Origem e Conceito

 

      Os sábios gregos foram os primeiros a estudar, de modo sistemático e cientifico, os fenômenos em que consiste o “Amor”.

 

1.1 – Origem

 

      O “Amor” é uma palavra usada para descrever um, se não a maioria, experiências potente disponível para os seres humanos. The word love was once *leubh, a word used by the Proto-Indo-Europeans approximately five thousand years ago to describe care and desire. A palavra “Amor” era uma vez * “leubh”, uma palavra usada pelo “proto-indo-europeus”, cerca de cinco mil anos atrás para descrever o cuidado e desejo.

 

 When love was incorporated into Old English as lufu, it had turned into both a noun to describe, “deep affection” and its offspring verb, “to be very fond of”.      Quando o amor foi incorporado como “Lufu” Inglês Arcaico, ele tinha se transformado em um substantivo para descrever, “profundo afeto”. Um dos primeiros usos do “Amor” e sua maior influência foi a religião. Love was used to describe the benevolence and affection of God, as well as the affectionate devotion due to God, “God is loue, and hee that dwelleth in loue, dwelleth in God” (John 4:16).O “Amor” era usado para descrever o carinho e benevolência de Deus, bem como a devoção afetuosa devida a Deus: "Deus é loue, e hee que habita em loue, habita em Deus". A partir deste significado amplamente reconhecido, o amor começou a ser usado para descrever positivamente as instâncias de afeto ou atos de bondade. Jo 4.16

 

(Fonte: The Origin of the Word Love.)

 

1.2 – Conceito

 

      O “Amor” tem sido um conceito difícil de definir. O dicionário da língua portuguesa define “Amor”: Atração espontânea e intensa por alguém ou por alguma coisa; Desvelo, carinho; Objeto do afeto; Pessoa bondosa.

 

      O conceito mais sublime de “Amor” é a personificação de Deus. A definição mais curta e objetiva de amor é Deus, ou seja, “Deus é Amor”.

 

      Podemos definir “Amor” como a mais “profunda expressão pessoal possível”. O “Amor” não é mero sentimento; é poder de Deus que atua na personalidade interna do homem.

 2. Os Tipos de Amor

 

      A chave do amor e do conhecimento de Deus deriva da transmissão dEle para a nossa, então da nossa para a dEle. Quando lemos João 3.16, vemos que Deus amou a humanidade como um todo, independente da nossa natureza pecaminosa, portanto que enviou o seu Filho Unigênito. Nossos pecados e nossa infidelidade entristecem Deus, todavia não impediram o efeito do seu amor por nós. O Amor de Deus é espontâneo. Jo 15.13; Rm 8.35-39

 

      O amor sob suas formas ou manifestações não é teoria, mas uma realidade. O amor sob suas diferentes formas é a maior necessidade do ser humano.

 

2.1 Amor Divino

 

      É expressa pela palavra grega “ágape” que significa “amor abnegado; amor profundo e cons-tante”, como o amor de Deus pela humanidade. Este amor é o mais sublime, e o mais encontrado em toda a Bíblia, prova disto, que Deus mostra o seu amor para conosco em Jesus Cristo que morreu por nós. É o amor capaz amar o próprio inimigo. Jo 3.16; Rm 5.8; Mt 5.44

2.2 Amor Fraterno

 

      É expressa pelas palavras gregas:

 

Philia que significa “amor fraternal ou bondade fraterna e afeição”. É o amor social, amor de amigo, de afinidade, patriótico, cívico. É a necessidade de compartilhar algo com alguém. Envolve afeição, e é o que chamamos "amizade".

 

Storge que significa “afeto paternalé o amor familiar, amor natural de pai para os filhos, do tio para o sobrinho, e vice-versa. Envolve reciprocidade, confiança mútua e homogeneidade.

 

      Esses tipos são essenciais nos relacionamentos interpessoais, é inferior a ágape, portanto depende de uma reciprocidade.

 

2.3 Amor Físico

 

      É expresso pela palavra grega “Eros” que representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor físico proveniente dos sentidos naturais, instinto e paixão . É o amor que se liga de forma mais clara à atração física, normalmente compele as pessoas a terem um relacionamento  amoroso. É inferior aos demais,  muitas vezes é usado levianamente. Rm. 7. 5, 14; Tt. 3.3; I Co 6.15, 16

 3. As Dimensões do Amor

 

      O Amor é um atributo de Deus. Todas as demais qualidades de Deus são atributos baseado no amor divino. O amor de Deus, que foi manifestado na vida de Jesus Cristo é um atributo e possui três dimensões:

 

3.1 Dimensão vertical

 

      Amor de Deus - Amar a Deus é nosso maior dever e privilégio. Como fazer isso? De todo o nosso coração, alma, força e entendimento! A palavra coração refere-se ao homem interior, envolvendo espírito e alma. Devemos amar a Deus com toda a plenitude de nosso ser, acima de tudo. Dt 6.5; 30.16; Sl 18.1

 

      De que forma devemos amar a Deus? Amar a Deus com toda essência do Ser; Amar a Deus com amor retributivo; Amar a Deus guardando os seus mandamentos; Amar a Deus amando nossos semelhantes. Dt 5.6; Jo 3.16; 15.10; I Jo 5.3; I Jo 4.20, 21

 

3.2 Dimensão horizontal

 

      Amor ao próximo – “Mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Não conseguiremos amar nosso semelhante, sem primeiro amar a Deus. Paulo nos exorta e explica a necessidade do amor, no entanto, ele nos traz doze características essenciais ao amor. A saber:

 

1.      É sofredor – Ele sofre por alguém, sem ressentimento;

2.      É benigno – Ele compadece com seu irmão que tanto lhe fizeram mal;

3.      Não é invejoso – Ele nunca age por ciúmes, malícia ou mau humor;

4.      Não é leviano – Ele não age, julga, procede com seu irmão com irresponsabilidade.

5.      Não é soberbo – Ele  não age com arrogância e orgulho;

6.      Não é indecente – Ele nunca envergonha, desonra fere e humilha seu irmão;

7.      Não busca seu interesse – Ele não é cobiçoso, egoísta avarento, não busca seu próprio interesse;

8.      Não se irrita – Ele mantém sobre controle, mesmo quando tudo dá errado.

9.      Não suspeita mal – Ele não guarda desconfiança, ressentimento, rancor, sempre perdoa.

10.   Não folga com a injustiça – Ele não folga com o mal, ou infortúnio do seu irmão. 

11.   Folga com a verdade – Ele esta sempre do lado da verdade, mesmo quanto isto traz certo desconforto.

12.   Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, e tudo suporta – Ele por amor defende, confia, persevera e tolera o seu irmão frente as injustiças.  I Co 13. 1- 13

 

      Devemos sempre amar o nosso próximo como a nós mesmo, assim como Deus nos amou. “Ele amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. É mandamento divino. Ef 5.25; Rm 13.8;

 

3.3 Dimensão interior

 

      Amor a si mesmo – Pode parecer estranho, mas o amor ágape inclui amar a si mesmo. O amor a si mesmo reflete o amor de Deus por nós. Este amor leva-nos a preocuparmo-nos com o “eu espiritual”, e a buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, reconhecendo ser a vida eterna mais importante do que nossa existência aqui na terra. O cristão que ama a si mesmo com o amor verdadeiro ágape não só cuidará de suas necessidades pessoais, mas também permitirá que o Espírito Santo desenvolva o seu caráter em nós. Mt 6. 33; I Co 6.19

 

4. Excelência do amor

 

      O amor é uma disposição de caráter que leva a pessoa a considerar seus semelhantes com estima, respeito, justiça e compaixão. O amor é obviamente exemplificado por Jesus Cristo e praticado pelos seus servos, sentimento inspirado pelo Espírito Santo. Foi por amor que Deus enviou o seu Filho ao mundo. O amor é o resumo da Lei e Deus. O amor é a finalidade dos mandamentos. O amor é uma das evidências da regeneração. O amor, em suma, é a essência do Cristianismo. Hb 1. 1 -11

 

4.1 O amor é imprescindível

 

      Por que a Bíblia afirma que o amor é imprescindível? Sem amor nada tem importância, uma vez que todas as coisas se anulam pela ausência dele. Deus é Amor! Aprendemos que o “Amor” é usado para descrever o carinho e benevolência de Deus.  O apóstolo João mostra com clareza este amor. Foi um amor sem reserva, amor sacrificial.

 

4.2 A natureza do amor em nós

 

      O amor deve ser constante na vida do cristão, de acordo com os desígnios de Deus.

 

      Paulo na carta aos Romanos, afirma que somente em Jesus Cristo é que o amor de Deus foi plenamente manifestado, somente podemos desfrutar desde amor à medida que permanecemos em Jesus Cristo nosso Senhor com a certeza de que ninguém poderá nos separar do amor de Deus.

 

      Quero neste momento informar-lhes, que se fracassarmos em nossa sua vida espiritual, jamais podemos culpar Deus, pois não será por falta da graça e amor divino, e sim por negligenciar nossa comunhão com Deus. Jo 15.6; Rm 8. 38, 39; I Jo 1 . 6,7

 

Conclusão

 

      O Dicionário Vine define amor como um exercício da vontade divina, uma escolha deliberada feita sem causa atribuível, a não ser aquela que esta na natureza do próprio Deus.

 

   Max Lucado escreve em seu livro João 3.16: “Deus ama você com um amor sobrenatural. Você não pode ganhá-lo sendo simpático. Você não pode perdê-lo sendo um perdedor. Mas você pode ser cego o suficiente para resistir a esse amor”.

 

     Deus almeja que amemos as pessoas como Ele nos ama. Nunca poderíamos medir o amor humano e limitado, entretanto, à medida que o Espírito Santo desenvolve em nós a semelhança de Jesus Cristo, certamente aprenderemos amar com Cristo nos amou. I Jo 3.1, 13 -23

Questionário

 

1.Qual o conceito mais sublime de e a mais curta de Amor?

R:. O conceito mais sublime de “Amor” é a personificação de Deus. A mais curta é “Deus é Amor”.

 

2. Quais são os tipos de Amor?

R:. Ágape, Philia, Storge e Eros.

 

3. Quais as dimensões de Amor?

R:. Dimensão vertical, dimensão horizontal, e dimensão interior.

 

4. Quais as doze características essenciais ao amor?

R:. Sofredor, benigno, não invejoso, não leviano, não soberbo, não indecente, não busca seu interesse, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, folga com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, e tudo suporta.

 

5. Como o Dicionário Vine define Amor?

R:. Exercício da vontade divina, uma escolha deliberada feita sem causa atribuível, a não ser aquela que esta na natureza.

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 04

 

A Origem do Universo e a Criação do Homem

 

Texto Áureo

 

“No princípio criou Deus os céus e terra”. Gn 1.1

 

Verdade Aplicada

 

Deus criou o mundo porque é livre para criar. Seu propósito baseia-se no fato de sua bondade manifestada na criação.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Esclarecer as razões porque Deus consumou o processo da criação.

Ø Destacar verdades fundamentais na história da criação.

Ø Reconhecer que a criação toda revela o Criador.

 

Glossário

 

Invólucro – O que serve para envolver.

 

Habitat – Lugar onde nasce, cresce e vive o ser organizado; o ambiente natural.

 

Equívoco – Engano; Diz-se de atitude, de posição enganada, errada.

 

Hinos Sugeridos

Ø 10, 18, 459

Textos de Referência

 

Gn 2.4 – Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus,

Gn 2.5 – não havia ainda nenhuma planta do campo na terra; nenhuma erva do campo tinha brotado, pois o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo.

Gn 2.6 – Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a superfície do solo.

Gn 2.7 – E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente.

Gn 2.8 – Ora, plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, ao oriente, e pôs ali o homem que tinha formado.

 

Leituras complementares

 

    Segunda         Terça           Quarta

     Sl 115.3       Sl 134.3        Is 40.28

 

     Quinta           Sexta           Sábado

     Ec 12.1        Is 40.28          Cl 1.15 

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. A criação do Homem.

2. A Constituição do Homem

3. O propósito da Criação.

4. O que diz a Bíblia sobre a Criação.

     Conclusão.

Introdução

 

      Mundo é conjunto de todas as coisas existentes. A Terra. Em teologia cristã, O Mundo conota a ordem corrupta da sociedade fora da comunidade de crentes.

 

      Ao meditarmos sobre a grande do Universo, onde está situado o pequeníssimo planeta Terra, possui cerca de 100 bilhões de estrelas, além do Sol; sendo apenas um entre um bilhão de outros universos existentes. Portanto, Deus a todos conhece, pois todos eles foram criados e são sustentados por Ele. Sl 19.1

 

1. A Origem do Universo

 

      A Bíblia mostra claramente a origem da criação. Do Gênesis a Apocalipse há evidência substancial de que Deus criou todas as coisas. Gn 1.1; Ap 10.6

 

1.1 Deus criou o Universo

 

      A doutrina da criação é ensinada com clareza, afirmando que Deus criou todas as coisas que há neste universo. Tudo que existe a nossa volta revela a grandeza e magnificência da existência de um Ser Criador. O Salmo 8 declara com precisão as obras de Deus. Jo 1.3;

     

1.2 Foi criado de modo organizada

 

        Os relatos no livro de Gênesis, mostra com preciosidade um Deus organizado, que criou todas as coisas de forma bem planejada. Deus confere cada detalhe de sua criação. “E viu Deus que isso era bom”. Esta expressão constitui a fórmula de aprovação divina que ocorrerá por sete vezes com objetivo de enfatizar, a qualidade na criação de todas as coisas.  Gn 1.4, 10, 12, 18, 21, 25, 31

 

1.3 Todas as coisas foram feitas por Deus

 

     Os apóstolos, João e Paulo nos ensina que Jesus Cristo criou tudo isso. Todas as coisas foram criadas através dEle. Ele estava com Deus, em Deus era Deus. Portanto, podemos afirmar que tudo isso veio à existência para glorificar Jesus Cristo. Foi criado para mostrar a Grandeza de Jesus Cristo. Tudo, desde as profundezas do oceano ao topo da montanha, da menor a maior partícula, incluindo eu e você, tudo isso existe para que a grandeza de Jesus Cristo fosse totalmente conhecida. Ele estava no princípio com Deus. Sl 104; Jo 1. 1-3; Cl 1. 14 -20

      A doutrina da criação tem sido atingida por diversas teorias que versa sobre a formação do Universo. Evolucionistas, Naturalistas e outros tentam ganhar terreno impondo suas teorias especulativas. Portanto, especulações, teorias, opiniões e deduções  humanas e científicas não têm nenhum valor diante das afirmações irrefutáveis da Bíblia Sagrada.

 

      A Bíblia não é fruto de especulação, ela é revelação de Deus. Jr 1.12     

2. A criação do homem

 

      Homem – Coroa da Criação. Quando Deus cria o homem, Ele desejava criar um ser distinto das demais criaturas da terra, alguém que pudesse representá-lo sobre a terra. Gn 1. 26,27

 

2.1 Criou do pó da terra

 

      Deus fez o homem do pó da terra, ou seja, da matéria pré-existente, neste caso o barro. A criação do homem foi um ato divino. Ele foi feito diferente das demais criaturas, de maneira especial superior às várias espécies, a semelhança do Criador, e Deus lhe deu fôlego de vida tornando alma vivente. Gn 2.7a

2.2 Criou à Sua imagem e Semelhança

 

      Sabemos que no sentido físico somos diferentes de Deus. Deus é Espírito. Jo 4.24 Deve-se evitar dois sérios equívocos: atribuir a Deus corpo físico, e elevar o homem à classe divina. Portanto, a imagem de Deus esta dividida em duas categorias: racional e moral.

 

1.      Ser racional – O homem possui raciocínio a faculdade da razão.

 

2.      Ser moral – O ato de tornar “coroa da criação” fez dele tão puro como os anjos. Não havia nele imperfeição, até ele que pecou. A formosura e a perfeição do homem dentro deste conjunto harmonioso sem qualquer defeito ou impureza era símbolo da santidade de Deus.

 

      Façamos – Deus estava falando, não somente para aquilo que o Novo Testamento revela como à Trindade, mas para todo o exército dos céus incluindo os anjos. Nossa Imagem refere-se a qualidades tais como: razão, personalidade, intelecto, capacidade de relacionar, ouvir, ver e falar. Isto é característica de Deus que Ele escolheu reproduzir no homem.

 

2.3 Criou para governar

 

      Deus criou um habitat perfeito para receber o homem – coroa da criação. Deus proporcionou o que tinha de melhor. Deus tomou o homem e colocou no Jardim do Éden para guardar e lavrar, ou seja, Deus criou o homem para ser o seu agente em seu Reino, para governa e dominar o resto da criação, inclusive as forças satânicas agressivas, que logo em seguida violaram as leis de Deus. Gn 1. 26

 

3. A Constituição do Homem

 

      Sabemos que o homem não é o resultado evolutivo, e sim criação especial de Deus, fruto do poder criador de Deus. O homem, na verdade, tem um corpo feito do pó da terra, mas Deus soprou nas narinas o sopro da vida; desta maneira dotou-o de uma natureza capaz de conhecer, amar e servir ao Criador. De acordo com Antropologia Teológica, ramo da Teologia Sistemática que estuda a criação, a imagem divina, constituição da natureza e destino final, o homem é composto: espírito, alma e corpo. Embora não seja fácil explicar a tricotomia humana, todavia, ela é uma realidade. I Ts 5.23; Hb 4.12

 

3.1 Espírito

      No hebraico “Ruach” e no grego “Pneuma”. O espírito é a parte mais profunda e íntima do ser humano.  O espírito do homem não é somente o sopro ou fôlego, mas também vida imortal. Ec 12.7

 

      O espírito é tudo aquilo que obtemos através de Deus. Se nos louvamos a Deus, estamos fortalecendo nosso espírito. Se nos fugimos do mal e fazemos o bem, estamos fortalecendo o nosso espírito. Se nos trabalhamos a favor de Deus, estamos fortalecendo o nosso espírito.

 

3.2 Alma

 

      No hebraico “Nephesh” e no grego “Psuche”. A alma humana é dotada de poderes inatos como inteligência, emoção e livre-arbítrio, o que a torna altamente responsável. É preciso saber que o corpo sem alma é inerte, pois precisa da mesma expressar sua vida funcional e racional. Gn 2.7; Sl 34.2

 

3.3 Corpo

 

      No hebraico “basar” e no grego “soma”.  O físico é o aspecto pelo qual o homem é mais bem conhecido. Por ele, o branco se distingue do negro, o grande do pequeno, o obeso do magro e o belo do feio. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra. Gn 3.19; Jó 34. 14, 15

      Podemos ainda aplicar ao corpo humano os seguintes nomes:

 

1.          Tabernáculo ou Habitação Terrena – É a tenda terrena na qual a alma do homem, peregrina, mora durante sua viagem para a eternidade. Com a morte, desarma-se a tenda, e a alma parte. Is 38.12; II Pe 1.13 ,14

 

2.         Invólucro – O corpo é a bainha da alma. A morte é o desembainhar da espada. Ec 12.7,8.

 

3.         Templo – O templo é um lugar consagrado pela presença de Deus – um lugar onde a onipresença de Deus se localiza. O corpo de Cristo foi um templo, porque Deus estava nele. Quando Deus entra em relação espiritual com uma pessoa, o corpo dessa pessoa torna-se um templo do Espírito Santo. I Rs 8.27,28; Jo 2.21; II Co 5.19; I Co 6.19

 

      Escreve Scofield: “Sendo o homem espírito, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com Ele; sendo alma, tem conhecimento de si próprio; sendo corpo, tem, através dos sentidos, conhecimento do mundo”.

 

4. O Propósito da Criação

 

      Sabemos que a história da criação tem seu fundamento na revelação de Deus ao homem. Qual a finalidade de Deus ter criado o mundo? Quanto à criação do homem, obtemos os seguintes ensinos: Foi precedida por um Solene Conselho Divino; foi um Ato imediato de Deus; foi criado Segundo um Tipo Divino, foi Coroa da Criação. A razão pela qual Deus consumou o processo da criação destacam os seguintes:

 

4.1 Para a sua glória.

 

      Deus criou para que fosse glorificado. Is 43.7; 60.21; Sl 19.1

 

4.2 Para a sua vontade

 

      Deus criou todas as coisas porque é livre para criar. Ap 4.11

 

4.3 Para honra pessoal de Jesus Cristo

 

     Paulo a fim de dar prova explícita de Jesus Cristo como “primogênito de toda criação”, descreve que tudo foi criado para honrar a pessoa de Jesus. Cl 1. 15 -17; Hb 2.10

 

Conclusão

 

      O salmista escreve: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem”. Deus é revelado como o Deus da criação. Pela palavra do Seu poder Ele fez surgir o Universo, e com ele o mundo animal, mineral e vegetal, assim como o homem. Tudo o que a Terra contém é Seu por direito, todavia, o homem frequentemente contesta os direitos de Deus e os Seus atos como se a terra fosse sua propriedade exclusiva. Sl 24.1

 

     Qual a finalidade de Deus ter criado o mundo? A resposta está no fato de que a criatura não existe por si própria, existe pelo ato criador de Deus.

 

      Porque Deus criou todas as coisas? Porque existe o mundo? Deus simplesmente resposta, Eu sou livre para criar. Ao criar o mundo, não o fez porque precisasse de alguma coisa, uma vez que, tudo o que existe é dEle. Ele criou para sua glória. Is 6.3;

 

      Portanto Deus o mundo com propósitos específicos e definidos: criou para a sua glória, para satisfação de sua vontade, e para honra especial do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, o restaurador de todas as coisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. Como Deus formou o homem?

R:. Deus fez o homem do pó da terra, ou seja, da matéria pré-existente, neste caso o barro.

 

2. De acordo com Antropologia Teológica, o homem é composto?

R:. Espírito, alma e corpo.

 

3. Qual a definição de espírito?

R:. O espírito é tudo aquilo que obtemos através de Deus.

 

4. Qual o propósito da Criação?

R:. Para a glória de Deus, para a sua vontade, para honra pessoal de Jesus Cristo.

 

5. A expressão “Nossa Imagem” refere-se a quais qualidades?

R:. Razão, personalidade, intelecto, capacidade de relacionar, ouvir, ver e falar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 05

Intervenção Divina na Queda

 

Texto Áureo

 

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16

 

Verdade Aplicada

 

A queda do homem foi o episódio mais triste da história, mas Deus por amor planejou o seu resgate.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender que o homem não foi criado para o pecado, mas por escolha própria e voluntária pecou.

Ø Esclarecer a intervenção divina após o pecado do homem.

Ø Mostrar que Deus deu o que tinha de melhor para promover nosso resgate.

 

Glossário

 

Kósmos – Do grego – κόσμος. Transl. Kósmos – ordem, beleza, harmonia, organização, termos que designa o  universo como um conjunto de tudo.

Calamitosoque envolve calamidade; catastrófico

Perceptivo - que tem a faculdade de perceber

 

Hinos Sugeridos

Ø 89, 291 e 465

Textos de Referência

 

Gn 3.8 Então ouvindo a voz do Senhor, que passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor, entre as árvores do jardim.

Gn 3.9 – Mas chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás?

Gn 3.10 – Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e escondi-me.

Gn 3.11– Perguntou-lhe Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses.

Gn 3.12 – Disse o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi.

Gn 3.13 – Então disse o Senhor à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Gn 3.14 – Disse, pois, o Senhor Deus à serpente: Porque fizeste isto, maldita és entre todos os animais domésticos, e entre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

Gn 3.15 – E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.

Gn 3.21 – Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.

Leituras complementares

   Segunda          Terça           Quarta

  I Co 15.21     I Co 15.46     II Co 11.3

 

    Quinta            Sexta           Sábado

    Rm 5.12        Rm 5. 18      I Tm 2.14

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. Deus procura o homem.

2. O que aconteceu com homem.

3. Intervenção divina da queda.

4. Redenção Prefigurada.

     Conclusão.

 

Introdução

 

      O Plano Divino para a salvação, no sentido original, Deus amou a Ordem ou Kósmos. Sabemos que pelo pecado dum príncipe no passado entrou o pecado. O pecado lançou este mundo num caos ou desordem. Mas Deus propôs pelo seu amor divino um plano de restauração. Deus tanto amou o mundo que deu, grifo “deu”, do verbo “dar”, que siginifica: ceder, presentear; doar. A própria palavra expressa a grandeza do amor de Deus. Ele cedeu, presenteou, doou o Seu unigênito, para proporcionalo o resgate da humanidade. Aqui, de um modo sem igual, sem precedente, este amor divino é a expressão máxima do sacrifício de Deus pela criatura. O amor que excede todo entendimento.

1. Deus procura o homem caído

 

      O homem, em seu estado de inocência, não conhecia o pecado. A capacidade para pecar surgiu com a tentação. Então o homem esta destinado a pecar? Claro que não! Esta capacidade baseava-se em seu livre-arbítrio. O homem poderia certamente manter-se fiel aos limites estabelecido pelo Criador, mas optou-se por desobediência rebelar-se contra esta lei. Mesmo por este ato, Deus não o abandonou. Vejamos:

 

1.1 – Deus chamou o homem

 

      Deus na sua onisciência, onipresença e onipotência já sabendo de tudo que havia ocorrido e onde estava o homem. Por que, então, Deus o chamou?

 

1.              Para restaurá-lo – O propósito de Deus sempre foi este - a restauração. Por iniciativa própria planejou e colocou em prática o seu plano perfeito de redenção lá no Éden. Gn 3. 21; I Tm 2.5, 6

 

2.        Rompimento da comunhão – Deus mostrou a Adão, que o seu ato de desobediência interrompeu a comunhão entre ambos. Is 59.2

1.2 – O homem escondeu-se

 

      A Bíblia não revela quanto tempo o homem viveu em comunhão com Deus, antes de pecar. Mas agora em pecado ele tenta esconder-se de Deus. Qual o motivo? Perderá a comunhão com Deus, fato evidenciado através:

 

1.      Santidade Divina – Quando Deus chamou Adão, escondeu-se porque estava em pecado. Não conseguiu esconder o seu pecado aos olhos do Criador. Todas as coisas estão acessíveis, evidentes aos olhos de Deus. Perante Deus somos colocados no prumo, na balança, frente ao espelho onde tudo é revelado. Onde existe santidade não existe pecado. Deus – Santo; homem – pecador; quebra-se o elo da comunhão. Hb 4.13; Am 7.7, 8; Dn 5.25-28; Jó 31.6; Tg 1.23

 

2.      Sentimento de Culpa – Definição de Culpa – Falta voluntária a cumprimento de obrigação; Qualquer violação de um dever; Falta, erro. É natural o homem, afastar-se de Deus quanto está em pecado. Adão reconheceu o seu pecado, mas quis ocultar. Deus não quer que ocultemos os nossos pecados, mas confesse e os deixe, para receber o perdão Divino. Reconciliando, livramos da culpa e estabelecemos nossa comunhão com Deus. Pv 28.13; I Jo 1.9

2. O que aconteceu com o homem

 

      A Bíblia diz que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte”. A queda de Adão e Eva é apresentada de modo claro e objetivo. Entendemos, por isso que o pecado foi um ato voluntário e consciente de sua vontade.

 

2.1 Pecou voluntariamente

 

      A criação do homem foi a imagem e semelhança de Deus, isto é, quis Deus reproduzir no homem suas características. O homem é um ser racional, possui raciocínio, a faculdade da razão. Embora estivesse em estado de inocência, certamente poderia ter resistido à tentação. Frente o agente tentador surge o teste moral de Adão e Eva, no qual não resistiu e foram convencidos a desobedecerem a uma ordem divina. O homem caiu porque quis, havia outras opções de frutos no Jardim, exceto a “árvore da ciência do bem e do mal”. A essência do pecado está na desobediência do homem à vontade de Deus e na realização de sua própria vontade e determinação. O seu pecado foi um ato voluntário frente ao limite estabelecido por Deus. Gn 3. 1-12; Hb 10.26

2.2 O pecado afetou vida de modo geral

 

      Ordenou Deus ao homem era comer de toda árvore do jardim exceto a árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, pois no dia que dela comeres, certamente morrerá. Quando pecaram, essa comunhão foi interrompida; o corpo venceu o espírito, ali começou esse grande conflito entre a carne e o espírito que tem sido a causa de tanta miséria. A sentença já esta dada caso comesse da árvore proibida. O pecado afetou sua vida física, espiritual e moral. Rm 7. 14-24

 

1.      Física – O salário do pecado é a morte. A morte física tornou-se consequência do seu pecado. Adão não morreu imediatamente, mas provou a deterioração de sua vida física aqui na terra. Rm 6.23

 

2.      Espiritual – Implicou no rompimento imediato e pleno com Deus. Perdeu a imagem divina em sua vida, causando lhe no momento que pecou a “morte espiritual”. Rm 3.23

 

3.      Moral – Herdamos através do pecado de Adão sua corrupção moral. Essa herança pecaminosa foi impregnada em nossa natureza desde então. “A morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Rm 5.12

3. Intervenção divina na queda

 

      Após o pecado, o homem entrou num processo calamitoso. Não tinha força suficiente para erguer sua cabeça e recuperar esta grande perda. Não lhe existia alternativas. Esta sobre a maldição, escravizado e impotente para livrar-se do fardo de pecado. Partindo deste princípio Deus pela sua misericórdia interviu promovendo um plano de redenção. Gl 3.13; Rm 7.14; Sl 49.7,8

 

3.1 Salvação prometida no Éden

 

      Diante do fracasso humano, Deus pôs em prática seu plano de redenção. Prometeu lá no Éden que da semente da mulher viria um redentor, promessa esta que anunciava a vitória da semente da mulher, através dos tempos.  Gn 3.15; Is 7.14; Mt 1.20-23

 

3.2 Salvação prometida a Abraão

 

      Detalhes riquíssimos sobre a salvação foi revelado a Abraão. Vejamos:

 

1.      Abraão e Isaque – foi chamado pai da fé, tinha um filho, que recebeu por milagre, único herdeiro de Abraão. Simbolizam Deus e seu Filho Jesus, assim como Deus é Pai de todos, por todos em todos, gerou seu Filho Jesus, herdeiro de Deus. Gn 15.4; 25.5; Jo 16.15; Hb 1.2

 

2.      Amor de Abraão – Símbolo do amor divino. Deus pediu o seu único filho Isaque e ele entregou sem reserva. Deus por amor, sem reserva entregou o seu único Filho Jesus para morrer por nós. Gn 22.2; Jo 3.16

 

3.      Caminha por três dias – Sobre Isaque pairava o julgamento Abraão, pena que cairia sobre seu filho em obediência a Deus. Jesus por três dia foi julgado e declarado digno para o sacrifício.

 

4. Redenção Prefigurada

     

      Em Gn 3.15 encontramos a primeira e mais gloriosa promessa de salvação. Deus, justo juiz, ao invés de lançar o homem na condenação, pela sua misericórdia abriu espaço para a redenção. No Éden, sabemos de Deus imolou uma vítima, cuja pele serviu para cobrir a nudez de Adão e Eva. Este animal, de modo claro, prefigura a obra realizada por Jesus Cristo mais tarde na cruz do calvário para redimir nossos os pecados. Gn 3.21; I Pe 3.18; Is 53.6

 

      De modo perceptivo não podemos fugir à realidade de que o sacrifício esta no âmago da redenção. A palavra “Sacrifício” significa: aplacar, pacificar ou conciliar (isto é, propiciar); encobrir com um preço ou fazer expiação por (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar). Foi o que Jesus Cristo fez por nós, na cruz Ele removeu o pecado e a ofensa da presença de Deus através do:

 

4.1 Espírito Sacrificial

 

      Jesus Cristo nasceu em um lar humilde; passou os primeiros trinta anos em absoluta obscuridade. Embora soubesse ser Filho de Deus, jamais reclamou direitos reais. A honra e serviço do mundo não foram colocados à sua disposição. Seu serviço à humanidade era servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Antes mesmo da sua vinda já fora determinado que derramasse a sua vida em favor da humanidade.  Is 53.12; Mt 20.28

     

4.2 Ato Sacrificial

 

       “O filho do homem veio para dar a sua vida em resgate por todos”. O amor de Deus ao homem e tão imenso que demonstrou a todos através do ato sacrificial de Jesus Cristo no madeiro. O propósito de Deus era ver o homem resgatado, salvo livre para servi-lo e o adorá-lo, prova disso que sacrificou o seu único Filho, a única opção eficaz para atingir seus propósitos. I Tm 2.3,4

 

Conclusão

 

      No original do Novo Testamento, o termo amor é ágape, amor sem reserva, amor que dedica tudo no altar do sacrifício, amor infinito. O Senhor Jesus é o nosso maior exemplo; tornou-se escravo, foi rejeitado, desprezado pelo homem, foi transpassado, esmagado por causas de nossas iniquidades, foi levado como ovelha ao matadouro, foi eliminada da terra dos viventes, castigado, afligido por Deus, contudo, foi à vontade de Deus fazê-lo sofrer, embora o Senhor Deus tenha feito da vida dEle uma oferta pela culpa da criatura desordenada pelo pecado.

 

      Você entregaria seu filho para salvar alguém? Difícil pergunta, mas Deus entregou o seu único Filho por amor a nós. Pense nisto!

 

 

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. Porque Deus chamou o homem?

R:. Para restaurá-lo e mostrar que a comunhão foi rompida.

 

2. O Pecado afetou de modo geral a vida do homem? Por quê?

 

R:. Sim. Quando pecaram, essa comunhão foi interrompida. O pecado afetou sua vida física, espiritual e moral.

 

3. O que significa a palavra sacrifício?

 

R:. Aplacar, pacificar ou conciliar (isto é, propiciar); encobrir com um preço ou fazer expiação por (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar).

 

4.    O homem pecou  voluntariamen-

te? Por quê?

 

R:. Sim. O seu pecado foi um ato voluntário frente ao limite estabelecido por Deus

 

5. Como Deus interviu na queda do homem?

 

R:. Deus pela sua misericórdia interviu promovendo um plano de redenção.

 

 

Lição 06

 

Conhecendo Jesus

 

Texto Áureo

 

“Por que um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Is 9.6

 

Verdade Aplicada

 

O imensurável amor de Deus revelou-se na pessoa Jesus Cristo, ao nascer neste mundo, para redenção da humanidade.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Entender que anunciação do nas-cimento de Jesus, era o cumprimen-to da promessa feita no Éden.

Ø Compreender que Jesus Cristo é o Filho de Deus.

Ø Reconhecer Jesus - verdadeiro homem, verdadeiro Deus.

 

Glossário

 

Diligente – Zeloso, que tem diligência; Ligeiro, rápido.

Desposada – Contrair matrimônio, casar, esposar.

Precípuo - Principal, essencial.

 

Hinos Sugeridos

Ø 185, 310 e 489

Textos de Referência

 

Lc. 1.26 – No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré.

Lc. 1.27 – a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi. O nome da virgem era Maria.

Lc. 1.28 – Entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada! O senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres.

Lc. 1.29 – Porém ela se perturbou muito com essas palavras, e considerava que saudação seria essa.

Lc. 1.30 – Disse-lhe então o anjo: Maria, não temas, achaste graça diante de Deus.

Lc. 1.31 – Conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

Lc. 1.32 – Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.

Lc. 1.33 – Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.

 

Leituras complementares

 

Segunda       Terça        Quarta

  Sl 2.7         Mt 1.21     Lc 1.35

 

 Quinta          Sexta        Sabado

 Jo 1.14      Fp 2.5-11     I Jo 4.9

Esboço da Lição

     Introdução.

1. Origem de Jesus.

2. Quem é Jesus.

3. Jesus, Verdadeiro homem, verdadeiro Deus.

4. Jesus – sua morte e crucificação.

     Conclusão.

 

Introdução

 

      Durante quatro mil anos, Deus estivera preparando o homem par vinda de seu Filho Unigênito. Ele prometera no Jardim do Éden. Diante do fracasso do homem, Deus pôs em execução seu plano redentor ao prometer que através da semente da mulher viria o Salvador Jesus Cristo que esmagaria a cabeça da serpente, anunciando a vitórias através das épocas. O profeta Isaías chama nossa atenção, sete séculos antes, para a vinda do Salvador. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu”. Dá ênfase à perfeita humanização do Salvador, mostrando conformidade com a promessa do Criador predita ali no Éden.

 

1. Origem de Jesus

     

      Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus. João 1.18 expressa a sua deidade de maneira explicita: “Deus nunca foi visto por alguém, mas o Deus unigênito, que está ao lado do Pai, é quem revelou”. Os versos de abertura do primeiro capítulo do Evangelho de João faz uma declaração da coexistência do Filho com o Pai desde a eternidade. A verdade é Jesus Cristo não somente era pleno Deus, como pleno se humano. Mt 3.17; 24.36.

 

1.1         – Anunciação do seu nascimento

 

      A anunciação do nascimento de Jesus Cristo é um dos fatos mais extraordinário relatado na Bíblia Sagrada, reflete o cumprimento de uma série de profecia referente à redenção do ser humano. Chegado o momento da execução do plano divino, previsto desde a fundação do mundo, na “plenitude dos tempos” Deus envia o anjo Gabriel no sexto mês a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré e anuncia o nascimento de Jesus Cristo a uma mulher e o instrumento da concepção seria o Espírito Santo. O Verbo “Deus Eterno” iria fazer-se homem. O plano de Deus estava preste a se concretizar. Mt. 1 18 -25

 

1.2         – Maria, A escolhida que concebeu o Salvador

 

      Deus escolhe a pessoa certa no lugar e na hora certa, para o cumprimento dos seus propósitos.

A escolha – Deus escolhe Maria por ser ela uma mulher, humilde, submissa, diligente, agradecida, conhecedora das Escrituras, temente a Deus, etc. Era uma serva e o Senhor era com ela. Lc 1.29-55; 2.19

 

Seu nome – Maria no hebraico “Miriã” significa “exaltada”. Fez jus ao seu nome. Deus proporcionou em sua vida o maior privilégio que uma mulher poderia ter: ser a mãe de Jesus Cristo, o Salvador.

 

Estado civil – Estava desposada, estava comprometida, noivada com José. Mt 1.18

 

Sua virgindade – Deus escolheu uma virgem, para cumprir suas promessas de acordo com a profecia revelada a Isaías. Era o cumprimento de Gênesis 3.15, que mostra a vinda do Redentor através da “semente da mulher”, não do homem, sem nenhum pecado hereditário. Maria gerou a partir da operação do Espírito Santo.

 

Agradecimentos – “Salve agraciada”, “bendita és tu entre as mulheres”. Ela encontrou graça diante de Deus, foi escolhida para ser mãe do Salvador, isto não significa que Maria deve ser adorada ou ser a mediadora entre Deus e o homem. Somente Jesus Cristo é o único mediador. Maria não pediu adoração a ela, o seu único mandamento foi: “Fazei tudo quanto Ele vos disser”. Jo 2.5; I Tm 2.5

Submissão – Ela não compreendia o fato de estar grávida, sem ter-se casado, mas se colocou à disposi- cão de Deus, para que o plano glorioso de Deus fosse realizado. Lc 1.38

 

2. Quem é Jesus?

     
      Ele é o filho primogênito de Deus, mesmo assim, Ele veio do trono do Seu Pai ao ventre de uma mulher. Ele se tornou o Filho do Homem para que pudéssemos ser filhos de Deus.  Ele abriu mão de sua posição de rei para se tornar um bebê aqui na terra. Ele era rico, mas por nossa causa se tornou pobre. Durante a infância, Ele surpreendeu um rei. Como um menino, Ele impressionou os teólogos com Seu conhecimento e sabedoria, pois Seu conhecimento vinha diretamente de Deus. A História nunca teve outro homem como Ele. Jo 16.28; Hb 1.5;

 

2.1 Jesus o Filho de Deus

 

      “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esta expressão mostra-nos claramente a natureza divina de Jesus Cristo. Sua procedência revela que o Filho participa da mesma natureza, essência do Pai. Filho desde da eternidade é o que nos ensina o primeiro capítulo do Evangelho de João, o Verbo tornou- se Filho e habitou entre nós. O Verbo participou da criação, o Filho é eterno; sempre existiu; Ele é o pai da eternidade. Vemos em I João 4.9, o Ele já era chamado de Filho de Deus mesmo antes da sua encarnação.  Jo 1. 1-18

 

2.2 Jesus o primogênito de toda criação

 

      Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”. O termo “Primogênito” significa: O Primeiro a ser gerado por alguém. Ao filho primogênito cabiam os direitos de primogenitura, como dupla herança supremacia entre os irmãos e chefia da família. Jesus é chamado "primogênito de toda criatura" em razão da supremacia que o Pai lhe concedeu entre os homens. Cl 1,15; Hb 1,6; Rm 8,29; Dt 21,17.

 

3. Jesus, verdadeiro homem, verdadeiro Deus

 

      Jesus Cristo viveu entre nós, passando pelas mesmas provações que nós, foi tentado, humilhado, sentiu tristeza, chorou, padeceu dores horríveis, portanto podemos aplicar Ele as mesmas qualidades e características humanas, exceto o pecado. Jesus como Deus manifestou todo o seu poder e glória, e ao mesmo tempo mostrou ser o verdadeiro homem perfeito, algo desconhecido no homem devido o pecado cometido no Éden. Fp 2.5 - 8

    

3.1 Jesus – sua natureza humana

 

      Paulo revela sua identidade usado o terno “carne”. Era necessário que Jesus Cristo viesse ao mundo como homem; se assim não fizesse, não sofreria, na padeceria, consequentemente não alcançaria o propósito divino, ser o Salvador da humanidade. A Bíblia revela que Jesus possuía atributo próprio do ser humano, além disso, mostra a sua genealogia. Embora gerado de forma sobrenatural, Ele nasceu de forma natural através de uma mulher, teve irmãos e irmãs, teve fome, sede, cansaço, sono, sofreu, chorou, angustiou-se, passou também pela agonia da morte. Rm 9.5; Mt 1.1-17; Lc 1.35; Mt 12.47; Mc 4.38; Jo 4.6; Hb 13.12

 

3.2 Jesus – sua natureza divina

 

      Rm 1. 4 – A declaração “Filho de Deus” é umas das revelações da divindade de Jesus. Ele mesmo declarou “ser um com o Pai”; isso significa ser a revelação do próprio Deus na pessoa do Filho. A Bíblia ensina com clareza de maneira diretiva a divindade de Jesus. Ele nunca disse “eu penso”, “ eu acho”, “eu imagino”ser o Filho de Deus, mas Ele insistentemente declarou, revelou suas qualidades divinas, demonstrando o seu poder sobre o pecado, o inferno, a morte, a enfermidade, o pecado e sobre a natureza. Devemos ressaltar que Jesus não é metade homem nem metade Deus.

 

      A união das duas naturezas de Jesus Cristo mostra que Ele é o perfeito homem e o perfeito Deus, em toda plenitude “pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Cl 2.9; Jo 10.30; I Jo 5.20

 

4. Jesus – morte e crucificação

 

      Thomas Brooks enfatiza: “O sangue de Jesus Cristo é a chave do céu”. É a garantia de nossa vida eterna. Prevista a queda do primeiro homem, Deus executou seu plano divino de redenção com o precípuo propósito de ajudar no desenvolvimento da salvação do homem. A única esperança de salvação do homem encontra-se no sangue do seu Filho Unigênito derramado ali no calvário. Este ato redentor estava determinado e marcado por Deus antes da fundação do mundo, estava na mente onisciente do criador. Gn 3. 15; Gl 3.13;

 

4.1 Predita no Antigo Testamento

 

      Em Gênesis 3.15, encontramos a primeira referência ao anuncio da sua vinda e morte. Com o passar dos tempos, a salvação foi confirmada a Abraão, predita por Jacó, a salvação garantida na Páscoa, prefigurada no Sacerdócio Levítico, a salvação dos Judeus nos dias de Ester, anunciadas pelos Profetas. Como vimos, já estava predita no Antigo Testamen-to. Gn 3.15; 22.10-18; 49. 8-12; Êx 12. 21-19; Lv 8.1-6; 22-24; Et 3.8-13; Is 53. 1-11

     

4.2 A Crucificação, Sacrifício Vicário

 

      A crucificação de Jesus Cristo não foi um mero incidente histórico. Foi à ação mais corajosa da história. Sua morte nas mãos dos Romanos, no ano 31, foi o maior evento, que repercutiu ao longo da história, provocou um forte impacto nas pessoas, desde aquela época até os dias atuais. Sabem por quê? Ele levou sobre si os nossos pecados, foi pago um alto preço pelo nosso resgate. A morte vicária significa morte substitutiva, Jesus Cristo morreu, derramando o seu sangue, em nosso lugar. Jesus morreu por toda humanidade, a fim de expiar, diante de Deus, todos os nossos pecados. I Co 15.3; Rm 3.25

 

Conclusão

 

      Não há medida de extensão e profundidade que nos ajude calcular o Amor de Deus em Jesus Cristo a dádiva divina. É realmente um grande mistério a vinda de Jesus Cristo ao mundo. Veio por divina revelação essa palavra: “Era impossível o homem se chegar ao Divino, se o Divino não se houvesse humanizado”. Isaías disse: “Porque a nós nos é nascido um menino, e a nós nos é dado um Filho”. Desde o Éden foi prometido um Salvador, que esmagaria a cabeça da serpente, Satanás. Agora se cumpriu a profecia, veio a Dádiva do Amor de Deus.

 

      Jesus Cristo não morreu na cruz como um mártir, Ele morreu por nossos pecados; morreu vicariamente como o único Salvador da humanidade, esvaziando-se Ele de sua divindade, tornou-se tudo semelhante a nós, exceto quanto à natureza pecaminosa e ao pecado, a fim de garantir-nos a salvação.

 

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. Qual a origem de Jesus?

R:. Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus.

 

2. O que indica a expressão Filho de Deus?

R:. Esta expressão mostra-nos claramente a natureza divina de Jesus Cristo.

 

3. O que significa primogênito?

R:. Significa o primeiro a ser gerado por alguém.

 

4. Quais são as naturezas atribuídas a Jesus?

R:. Natureza humana e natureza divina.

 

5.Cite 3 características da natureza humana de Jesus comprovada na Bíblia ?

R:. Nasceu e forma natural, teve sede e fome, teve irmãos e irmãs.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 07

 

Reconciliando com Deus

 

Texto Áureo

 

“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando o seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Co 5.19

 

Verdade Aplicada

 

Diante do desastre causado pelo pecado, e do dilema do homem, Deus se prontificou a reconciliar-se com todo demonstrando a Sua graça. 

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender a importância da reconciliação.

Ø Explicar a necessidade da reconciliação.

Ø Reconhecer que Deus reconciliou o mundo através de Cristo.

 

Glossário

 

Inacessível – Que não é acessível, que não dá acesso; inatingível; Que não é impressionável; insensível.

Indecifrável – Que não se pode decifrar; De difícil interpretação; Inexplicável.

Mediador – Que, ou o que intervém; medianeiro.

 

Hinos Sugeridos

Ø 87, 139, 192

Textos de Referência

 

Rm 5.8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

 

Rm 5.9 – Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

 

Rm 5.10 – Pois se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estamos já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

 

Rm 5.11 – Não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem agora alcançamos a reconciliação.

 

Leituras complementares

 

   Segunda         Terça          Quarta

  Rm 11.15     II Co 5.18    II Co 5.20

 

   Quinta            Sexta          Sábado

   Ef 2.16           Cl 1.20         Cl 1.22

      

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. A Dispensação.

2. O que é Reconciliação.

3. O autor da Reconciliação.

4. O agente da Reconciliação.

Conclusão.

Introdução

 

      O Deus amoroso, justo, criador dos céus e terra, que encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada, não é um ser distante, inacessível e indecifrável. Ao contrário, Deus tem alegria e contentamento em comunicar-se com o homem “coroa de sua criação”. Ele mesmo tomou iniciativa para estabelecer uma comunhão íntima entre o criador e sua criatura. Infelizmente, a humanidade tem escolhido caminhos que afetam essa comunhão com o Criador, entretanto, ao reconhecer seu estado de pecado, o homem poderá através de Jesus Cristo reconciliar-se com Deus. Gn 3.9; Rm 5.11

 

 1. A Dispensação

 

     Dispensação é o período que o homem é experimentado em relação à sua obediência a vontade tanto permissiva como diretiva de Deus.  Sabemos que Deus criou o homem e a mulher debaixo da “dispensação da inocência”, ainda que adultos nos seus entendimentos não existissem malícia, não havia despertado a concepção do “eu”, eram como crianças.  Após a queda, o pecado contra Deus, eles, agora saem da proteção desta dispensação e entram para a “dispensação da consciência”, conhecendo o bem e o mal. Gn 2.25

 

1.1 – Dispensação da Inocência

 

      Foi procedida pela criação. A dispensação se chama “da Inocência”, porque Adão e Eva eram inocentes, não conhecia o pecado. Reflete o estado original em que o homem foi criado. O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu sob a tentação, levando o seu marido, Adão a uma condição lamentável. Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a “dispensação da inocência” terminou com o julgamento e a expulsão do casal. Gn 2. 15-17; 3.5

 

1.2 – Dispensação da Consciência

     

      Com a queda, Adão e Eva adquiriram o conhecimento do bem e o mal. Trocaram sua inocência por uma consciência acusadora. Por sua experiência na dispensação da inocência aprenderam a diferença entre o bem e o mal. Agora a sua consciência livre feito à semelhança de Deus foi deixado em liberdade para obedecê-lo. Isto proporcionou à sua consciência uma boa base para um julgamento moral e correto colocando sob seus ombros a seguinte responsabilidade; fazer o bem e evitar o mal. O resultado desta dispensação trouxe o caos e corrompeu toda a terra. Assim com Deus lançou juízo sobre Adão no Éden, Deus novamente lança juízo sobre a terra. O Dilúvio. Gn 3.7,22; 6.5-12, 7.11,23

 

 2. O que é Reconciliação

     

      Seu significado etimológico é mudança, mas o uso sempre inclui a união de duas ou mais partes pela renovação de bases ou causas de desarmonia. No grego, o verbo "reconciliar" (katallassō, do substantivo katallagē, que significa reconciliação) sugere a ideia de trocar, mudar. Neste caso específico, a inimizade está sendo trocada por relações pacíficas. Esta expressão diz respeito ao reajuntamento das pessoas que estavam separadas, assim como um pai e um filho que se separam por divergências familiares. Para que a relação seja restabelecida, é necessário remover os fatores que ocasionaram a inimizade. Na relação rompida entre Deus e a humanidade, a remoção dos elementos que impediam a sua restauração foi realizada pela expiação. A reconciliação é necessária para por fim à inimizade existente. A doutrina da reconciliação está relacionada com a restauração da comunhão entre o homem pecador e Deus, o Santo Criador, através de Jesus Cristo, o Redentor. Por causa de suas más ações, o homem é declarado inimigo de Deus. II Co 5.18-20; Ef 2.16

 

2.1 Base da Reconciliação

 

      A morte de Jesus Cristo na cruz proporcionou a reconciliação entre o homem e Deus. Jesus Cristo na cruz responsabilizou-se pelos pecados do mundo inteiro. O fato da obra de Jesus Cristo ter garantido a provisão para a reconciliação, não significa que todos os homens estejam bem com Deus. O processo de reconciliação não depende somente da obra do Medidor, mas da disposição do homem de se reconciliar com Deus. O que resta ao homem é aceitar provisão divina, restaurando a comunhão com Deus através do sacrifício reconciliador proporcionado por Jesus Cristo. Cl 1.20-23; Rm 5.10; Gl 3. 13,14

 

2.2 Oferta da Reconciliação

 

      Em sua segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos ensina sobre o “Ministério da Reconciliação”. É uma questão muito bem discutida quando se analisa o conteúdo das mensagens de Paulo. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; Tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação”. Toda pessoa reconciliada com Deus tem o ministério da reconciliação. Antes éramos inimigos de Deus, estávamos perdidos e desgarrados, mas agora reconciliado com Deus, buscamos os perdidos, os ferido e os desgarrados.

Agora, somos instrumentos de reconciliação. II Co 5.11-21

 

3. O Autor da Reconciliação

     

      Veja que interessante! No processo da reconciliação não é o homem caído que toma a iniciativa, mas sim a parte ofendida “Deus” que toma a iniciativa. Deus poderia ter nos tratado como tratou os anjos rebeldes, mantendo-os em estado de perdição eterna. Através do seu amor eterno e incessante por nós, Deus nos providenciou um caminho de volta para Ele. “Eu amei com amor eterno; com amor leal a atraí”. Jr 31.3

 

3.1 A Reconciliação é iniciativa e obra de Deus

 

      A Bíblia Sagrada ensina que a obra redentora de Jesus Cristo foi suficiente para redenção de toda a humanidade. Através de seu sacrifício perfeito, bilhões de vidas miseráveis e pecaminosas foram representadas em Jesus Cristo, e os seus pecados foram perdoados. Apesar das diversas promessas bíblicas, mostram que Jesus Cristo morreu pelo mundo inteiro. Contudo, Ele não pode salvar nenhum pecador que se recuse a crer na obra redentora realizada por Jesus Cristo no Calvário e ser reconciliado com Deus. Toda a nossa salvação é iniciativa e obra de Deus. II Co 5.18; Rm 8.28

 

3.2 Preço da Reconciliação

 

      O preço da reconciliação foi muito alto. Vejamos: Jesus no Getsêmani disse: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal”. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice”. Naquele momento Ele sentiu o peso dos nossos pecados sobre os seus ombros. Não havia outro meio de sermos reconciliados com Deus. Jesus Cristo pelo seu sangue vertido ali na cruz proporcionou a nossa reconciliação. Quando Deus criou o Universo, Ele falou e tudo se fez. Quando Deus criou o homem, Ele formou o homem do pó da terra e o fez a sua imagem e semelhança, soprando em suas narinas o fôlego da vida. Deus quando reconciliou consigo o homem, Ele na pessoa do seu Filho Jesus Cristo esvaziou-se, assumiu a forma humana, chorou, sofreu, foi humilhado, escarnecido e morreu na cruz para nos reconciliar com Deus. Mt 26.38,39; Rm 8.32

4. O Agente da Reconciliação

    

           Deus não pode fazer vistas grossas ao pecado – A justiça violada precisa ser satisfeita. A alma que pecar, essa morrerá. Deus não inocentará o culpado. Max Lucado declara que “por meio de Jesus Cristo, nosso passado foi perdoado e nosso futuro está garantido”. Mediante as palavras deste célebre escritor posso afirmar que por meio de Jesus Cristo, fomos reconciliados com Deus, nossa relação foi restabelecida. Portanto Jesus Cristo é a ponte que nos liga a Deus, é o único mediador, é o “Agente da Reconciliação” entre Deus e o homem. I Tm 2.5; Hb 12.24

 

4.1 Cruz o ponto de reconciliação com Deus

     

     A cruz de Cristo foi o preço que Deus pagou para nos reconciliar consigo. A cruz é o lugar onde o amor e a justiça de Deus se encontrou. A justiça exigia a penalidade de morte pelo pecado, e Seu amor o perdão através do Seu próprio sacrifício para aniquilar o pecado. O Seu amor satisfez as Suas próprias exigências, enviando o seu Filho Unigênito, para morrer em nosso lugar. I Co 1.17; Gl 6.14; Cl 2.15

 

4.2 A Necessidade da Reconciliação

 

      Em seu sentido mais amplo reconciliação é a restauração da comunhão entre o homem caído e Deus ofendido. “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. O pecado foi o maior desastre que aconteceu na história da humanidade. O pecado provocou um abismo espiritual, separou o homem de Deus; provocou um abismo social, separou o homem do seu próximo; provocou um abismo psicológico, separou o homem de si mesmo. O homem é um ser em guerra com Deus, consigo e com o seu próximo. O substantivo grego para reconciliação é “katallagē”, cujo sentido é “cessação de inimizade”. A ideia é que duas partes eram inimigas entre si, e agora são amigas. Deus e o homem, antes inimigos por causa da desobediência, mas agora se tornaram amigos na pessoa de Jesus Cristo. “Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigo dele”. Cristo morreu para levar nossos pecados, portanto não há mais motivos para continuarmos inimigos de Deus. Somos chamados a sermos amigos de Deus. Pense nisto! Rm 3.23; II Co 5.18

 

Conclusão

 

     Que gratidão advém àquele que, desgarrado como estava já foi reconciliado com Deus. Agora como criaturas reconciliadas por meio de Jesus Cristo, recebemos o ministério da reconciliação. Estávamos separados de Deus por causa do pecado, considerados inimigos dEle, porque Ele é Santo. Fomos nós que criamos esta inimizade e Deus por amor tomou medidas para acabar com essa inimizade, a cruz. Em Jesus, Deus nos chama à reconciliação e novamente oferece sua amizade.  A Bíblia ensina que “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” e que o homem é incapaz de salvar-se e de ir para o céu pela própria força, justiça e bondade. Deus proveu a salvação de maneira que a paz e a justiça fossem restauradas. No Jardim do Éden, Deus nos deu a ilustração de um cordeiro expiatório, que simbolizava o verdadeiro Cordeiro de Deus, o único que podia remover o pecado. Rm 3.23; Jo 1.14

 

 

 Questionário

 

1. Quem é Deus?

R:. A melhor definição encontrada é: “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”.

 

2. Deus existe. Por quê?

R:. Sim. Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem Ele, o Universo não existiria. Todas as  coisas  foram criadas por Ele, para Ele, e para a Sua glória.

 

3. Como Deus tornou-se conhecido?

R:. Mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo quanto existe. Ele dá vida, alento, alimento e alegria.

 

4. A Bíblia prova a existência de Deus?

R:. Sim.

 

5. Onde achamos evidências da existência de Deus?

R:. Na criação, na natureza humana e na história humana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 08

Justiça e Graça de Deus

 

Texto Áureo

 

“Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Jo. 3.18

 

Verdade Aplicada

 

Jesus veio ao mundo para trazer a salvação, mas só serão salvos aqueles que aceitarem como Salvador.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender que só alcançare- mos a salvação através da pessoa de Jesus Cristo.

Ø Destacar os ensinos de Jesus sobre a salvação.

Ø Reconhecer que Jesus proporcio-nou a nossa eterna redenção.

 

Glossário

 

Abrolhos – Nome comum a várias plantas rasteiras e espinhosas.

 

Assombroso – Que causa assombro. Espantoso, extraordinário, maravi- lhoso.

 

Delimitar - Fixar os limites de; extremar, demarcar; Circunscrever, restringir.

 

Hinos Sugeridos

Ø 186, 205, 429

Textos de Referência

 

Rm 3.22 Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos [e sobre todos] os que creem. Não há distinção,

 

Rm 3.23 – pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,

 

Rm 3.24 – e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.

 

Rm 3.25 – Deus o propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus;

 

Rm 3.26 – para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

 

Leituras complementares

 

   Segunda         Terça          Quarta

    Sl 37.39      Mt 18.11      At 4.12

        

    Quinta           Sexta          Sábado

     Ef 1.7           Tt 2.11         Hb 2.3

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. O que é Pecado.

2. Pecado e a Lei.

3. A Graça Comum ou Universal.

4. Graça e suas formas.

     Conclusão.

Introdução

 

      Charles G. Finney define: O pecado é o mais custoso que há no universo. Não há nada que se compare ao seu custo. O ser perdoado, ou não ser perdoado, é algo de um custo infinitamente grande. Vejamos por que:

      Perdoado – o custo recai principalmente no grande substituto que é a obra da expiação.

      Não perdoadoo custo recai na cabeça do pecador culpável.

      O pecado sempre foi um termo principalmente usado dentro de um contexto religioso, e hoje descreve qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração deliberada das leis reveladas. Rm 3.23

 

1. O que é Pecado

 

      Definição etimológicaNo hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu. Há duas palavras gregas, dentre outras, para definir pecado: "Harmatia" (transgredir, pecar contra Deus, praticar o mal) e "Adikia" (iniquidade, maldade, injustiça).

      Definição teológica – Pecado é tudo que fazemos em desacordo com a vontade de Deus, contrário à Sua Palavra, em desobediência aos Seus mandamentos. O pecado é um ato de rebeldia.

      Definição bíblica – A Bíblia Sagrada, explica claramente que perante Deus, todos os homens pecaram e levam sobre si a culpa do próprio pecado. A raiz do problema que cada homem confronta é a sua natureza pecaminosa. “O pecado é iniquidade”. I Jo 3.4; 5.17; Rm 14.23

 

1.1 – Fonte e Origem do Pecado

 

      Sabemos que Deus é o criador de todas as coisas, mas não é autor e nem o responsável pela manifestação do pecado. Entretanto o pecado é um ato livre e voluntário das criaturas de Deus, uma vez que são seres morais capazes de perceber o certo e o errado. São livres para decidirem o que fazer da sua vida.

Origem do Pecado no UniversoNa tentativa de investicar a origem do pecado, Isaías 14 mostra-nos que ocorreu uma queda no mundo angélico. Com o pecado dum príncipe no passado, houve uma desordem no Universo. Lúcifer, querubim que servia na presença de Deus, por arrogância desejou apoderar-se do trono do Criador por livre vontade, escolhendo o caminho do pecado, que o levou a destruição e a condenação eterna.

Origem do Pecado na humanidade – Com respeito à origem do pecado na história da humanidade, este mesmo “príncipe caído”, veio do mundo dos espíritos com a sugestão de que se o homem comece do fruto proibido seria como Deus. Adão se rendeu à tentação e cometeu o primeiro pecado,  ato  perfeitamente  “volun-tário” de sua parte. Por este ato foi considerado culpado, e sua culpa trouxe juízo a toda a sua descendência. Is.14.13,14; Ez 28.13-17

 

1.2– Consequências do pecado

     

     Quais foram as consequências do pecado? Vejamos:

 

1. Lúcifer – Foi destituído de suas funções celestiais, sentenciado a condenação eterna. O pecado trouxe a este ser, que outrora fora um querubim ungido, todas as deforma-ções em sua natureza e caráter.

 

2. Homem – Foi colocado fora do Éden. A terra tornou-se maldita, produzira espinhos e abrolhos e para o seu sustento precisou lavrar a terra com muito esforço.

 

3. Mulher – Por causa do pecado, multiplicou grandemente a dor da tua gestação, sua mais sublime missão de dar à luz filhos.

4. Relacionamento – Foi expulso do Éden, perdeu a comunhão que desfrutava com Deus.

 

5. Morte – Causou-lhes a morte espiritual imediata, que os levou à morte física. Perdeu a sua natureza divina. O salário do pecado é a morte. Ez 28.17; Gn 3.17-19; Rm 6.23; 8.20-22; Ef 2.3

 

2. Pecado e a Lei de Deus

     

      Para compreendermos o assombroso alcance do seu repúdio ao pecado, Deus providenciou um Cordeiro expiatório, que simboliza o Cordeiro de Deus, o único que pode remover o pecado da humanidade. Por isso, o pecado implica grandes despesas no governo de Deus. Bem ou mal a lei deve ser executada à custa do bem estar da humanidade, ou Deus haveria de submeter aos piores resultados pela falta de respeito a Sua lei, resultados que de alguma forma implica em grandes despesas. Os princípios básicos da lei de Deus resumem-se numa só palavra - Amor. Jo 1.29

 

2.1 Para que ser a Lei?

 

      Pecado é a transgressão da lei de Deus. O que é a lei de Deus? Nós não podemos compreender a salvação sem entender a lei de Deus. Ele revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. O propósito da lei é fazer com que os homens sintam a necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. Pela lei vem o conhecimento do pecado. Rm 5.13,20

 

2.2 Porque somos condenados?

 

  Em tese, sobre o aspecto do governo humano, as leis servem para nortear os rumos da sociedade, servem para organizar os atos coletivos e individuais do povo, para que tudo não vire uma baderna.

 

A lei deveria delimitar, "isso pode, isso não pode"! Porém, cada vez temos mais motivos para acreditar que as leis já não existem para a finalidade original! Sabemos que a infração da lei, deve ser seguida pela execução da punição, ou algo equivalente, provavelmente mais custoso que venha punir o transgressor.

 

No caso do governo de Deus, o homem transgrediu a lei divina e consequentemente deveria ser punido, mas Deus pelo seu sublime amor proporcionou um substituto, alguém que fosse responsabilizado pela transgressão e ao mesmo tempo honrar a lei. Rm 5.12; Ef 2.3; Tt 3.11;

3. Graça Comum ou Universal

 

      Diante desta natureza pecamino-sa, o homem tornou-se incapaz de agradar a Deus, por isso, Ele tem concedido por Seu infinito amor, a “graça comum ou universal” a toda a humanidade. Esta “graça comum ou universal”, não é suficiente para salvar o homem, mas revela-lhe a bondade ou o favor de Deus em restaurar a capacidade de responder favoravelmente ao Amor de Deus. À medida que o homem corresponde afirmativamente à “graça comum ou universal” que o atrai a Deus, ele é beneficiado por esta graça que o ajuda a cada vez estar mais perto de Deus, vencendo a escravidão do pecado decorrente de sua natureza pecaminosa. Jo 1.16; Tt 2.11

 

3.1 O que é Graça

 

      Graça é um conceito teológico fortemente enraizado no Judaísmo e no Cristianismo, definido como dom ou favor imerecido, gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação por meio de Jesus Cristo. Esta dádiva é motivada unicamente pela misericórdia e amor de Deus à humanidade, logo, movida por Sua iniciativa própria, ainda que seja em resposta a algum pedido a Ele dirigido. Por esta razão, a Graça é um favor imerecido pelo Homem, mas fruto da misericórdia e amor divinos. O termo graça, do original “charis”, é usado mais de cem vezes nas epístolas paulinas.  Rm 1.5; 3.24; 5.15; Ef 1.7

 

3.2 A Graça e sua extensão

 

      “Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça”. O apóstolo João explica claramente que a “graça” é baseada somente sobre a “graça comum ou universal”, e mais nada. Podemos dizer então que a razão de Deus nos amar não é nenhuma obrigação ou uma ação forçada da parte de Deus, simplesmente nos expressou o seu amor porque nos amou. O profundo e íntimo Amor de Deus que O constrange a providenciar a salvação da humanidade, mostrando o favor imerecido de Deus, expresso a todos os pecadores. A graça de Deus é dinâmica, fonte de nossa salvação.  Não somente salva, mas vivifica aqueles que estão destituídos pelo pecado, capacitando-os a viver em santidade. Portanto somos salvos pela graça, mediante a fé. A lei não salva, mas temos compromisso com a lei. A fé na anula a lei, mas a estabelece como princípio norteador a nossa conduta.   “A lei é dada para que a Graça possa ser exigida; a Graça é concedida para que a lei possa ser cumprida.” Agostinho  Gl 3.1-25

 

4. Graça e suas formas

 

      Aprendemos que a “graça” de Deus é imensurável. Ela inspira, cultiva, santifica e transforma. Estudar sobre a graça de Deus, implica abordar as principais ramificações da doutrina da salvação tais como: o perdão, a salvação, a regeneração, o arrependimento e o amor divino. At 10.43;11.18; Tt 2.11; 3.5; Jo 3.16; Rm 5.8

 

4.1 Graça e justificação

     

      A salvação é um presente de Deus. E este presente é gratuito. Afirmamos que recebemos a graça de Deus, a salvação em Cristo Jesus através da sua morte expiatória. A graça manifestou ao homem, garantindo-lhes a justificação e o direito da vida eterna. Rm 3.24; 5.18

 

4.2 Graça e redenção

 

      Deus em sua misericórdia executou o Seu plano, e Jesus veio ao mundo, pagou o preço que o pecado exigia: a morte. Com Sua morte em sacrifício perfeito, Jesus comprou o direito de salvar a todos quantos crerem no Seu nome. Cristo trouxe a completa redenção à humanidade. Rm 3.24; Ef 1.17; Tt 2.11,14

 

4.3 Graça e purificação

 

     O fato de termos recebido a salvação em Cristo Jesus pela fé, não nos isenta de termos uma vida de obediência. A graça não apenas nos ensina a renunciar o pecado, mas também a viver segundo a vontade de Deus, evitando a impiedade, as paixões mundanas e viver vida justa e sensata diante de Deus e dos homens. Tt 2.11-14; 2 Pe 3.11

     

Conclusão

 

     O pecado não é brinquedo - é tirano, afirma J. Blanchard. Levando em conta o que a Bíblia diz sobre a justiça e a santidade de Deus, o pecado precisa ser punido com severidade. A lei exigir a punição do pecado. E a justiça divina requer juízo contra o pecado. Mas Deus em sua infinita misericórdia pagou o preço que o pecado exigia através da morte e sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Deus por iniciativa própria concede-nos a sua graça como favor imerecido.  Na desobediência do primeiro homem – Adão, o pecado abundou, mas na obediência do segundo homem – Jesus, a graça superabundou, garantindo aos que creem a justificação. Deus por amor ofereceu o seu Filho, pela sua benignidade para conosco. Por meio da fé em Cristo Jesus somos salvos.

 

Questionário

 

1. Defina teologicamente o que é pecado?

R:. Pecado é tudo que fazemos em desacordo com a vontade de Deus, contrário à Sua Palavra, em desobediência aos seus mandamen-tos.

 

2. Que tipo de ato é o pecado?

R:. O pecado é um ato livre e voluntário das criaturas de Deus, uma vez que são seres morais capazes de perceber o certo e o errado.

 

3. Como surgiu o pecado no Universo?

R:. O pecado originou-se nas regiões celestiais, quando Lúcifer desejou apoderar-se do trono do criador por livre escolha.

 

4. O que é Graça?

R:. Definido como dom ou favor imerecido, gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação por meio de Jesus Cristo

 

5.Graça, quais as suas formas?

R:. Graça e justificação; graça e redenção; graça e purificação.

Lição 09

Conhecendo a Salvação

Texto Áureo

“Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”. I Ts 5.9

Verdade Aplicada

A promessa da salvação é a maior prova da bondade e misericórdia de Deus e do seu infinito amor para com a humanidade.

Objetivo da Lição

Ø Compreender que a promessa salvífica é um ato soberano de Deus em favor da humanidade.

Ø Destacar que o convite à salvação é para todos os que creem e buscam. É Universal.

Ø Reconhecer que Deus propôs em Jesus Cristo um plano eficaz para redimir o homem do pecado.

Glossário

Senhorio – Qualidade de senhor. Direito que cada um tem sobre aquilo que lhe pertence; autoridade.

 

Forence – Que diz respeito ao foro judicial. Relativo aos tribunais.

 

Conotação – Relação ou dependência que se nota na comparação de duas ou mais coisas.

 

Hinos Sugeridos

Ø 81, 107 e 311

Textos de Referência

 

Jo 6.37 Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

Jo 6.38 – Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Jo 6.39 – E esta é a vontade daquele que me enviou, que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu, mas o ressuscite no último dia.

Jo 6.40 – Pois a vontade de meu Pai é que todo aquele que vê o Filho, e nele crê tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.

Hb 8.6 – Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quando é mediador de superior aliança, que está firmada em melhores promessas.

 

Leituras complementares

 

    Segunda         Terça         Quarta

     Is 63.16       Lc 19.10        Ef 1.7

 

     Quinta           Sexta         Sábado

     Tt 2.14         Hb 9.15    II Pe  1.3,4

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. Analisando a Promessa da Salvação.

2. O propósito da Promessa da Salvação.

3. Os três processos da Salvação.

4. O alcance da Promessa da Salvação.

     Conclusão.

Introdução

  

     Deus é bom e justo. Diante da trágica queda do homem, pecando no Jardim do Éden, ao mesmo tempo em que aplicou a sua justiça aos culpados, também proporcionou o seu amor, providenciando um plano perfeito de resgate da criatura caída. 

 

      Mathew Henry afirma que “a nossa salvação é tão bem projetada, tão bem harmonizada, que Deus pode ter misericórdia dos pobres pecadores e estar em paz com eles, sem nenhum prejuízo de sua verdade e justiça”. Hb 2.3

 

1. Analisando a Promessa da Salvação

 

      A promessa divina de salvação é a maior prova da bondade e misericórdia de Deus e do seu infinito amor para com a humanidade. A salvação é a maior benção que o ser humano pode receber. Salvação é um ato soberano de Deus, que em seu Filho Unigênito nos reconciliou consigo mesmo. Salvação é um ato da infinita misericórdia de Deus, porque é dada graciosamente, mediante a fé, e não porque merecemos. Salvação é um ato soberano de Deus, porque só Ele pode salvar. Ef 1.7; 2.4,5; Rm 3. 24

1.1 – O que é Salvação.

 

      Definição etimológicaA salva-ção é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável. O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da morte. A palavra salvação, tem sua origem no grego soteria”, transmitindo a idéia de cura, redenção, remédio e resgate; no latim salvare”, que significa “salvar”, e também de “salus”, que significa ajuda ou saúde.

      Definição Teológica – O estudo da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante em várias religiões. Doutrina segundo, Deus, em seu imensurável amor, ofereceu o seu Filho unigênito para salvar pela graça, por meio da fé, os que aceitam como único e suficiente salvador. Jo 1.12; Rm 5.12-21

 

1.2 – Deus, o provedor da Salvação

 

      Deus é o provedor da Promessa de Salvação. O homem, tentado, pecou e foi destituído da glória de Deus, ou seja, perdeu a comunhão com Deus. Sabemos que Deus não foi apanhado de surpresa com o terrível fato da queda de Adão. Ele, pela sua onisciência, já sabia que o homem estava sujeito ao pecado, no entanto, a provisão do Cordeiro foi feito antes da fundação do mundo. Deus por amor nos tornou seus filhos, e na condição de filho, participantes de uma tão grande salvação. I Pe 1.18-20; Hb 9.26; I Jo 3.1

 

1.3         – Jesus, o autor da Salvação

 

      Em consequência do pecado, o homem ficou sob o senhorio de Satanás. Só Jesus Cristo poderia mudar esta situação, ou seja, resgatar-nos das garras de Satanás pagando um alto preço. Precisamos saber que a salvação da humanidade custou o sangue do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que foi derramado na cruz do Calvário pelos nossos pecados, concedida graciosa e voluntariamente, segundo a vontade soberana de Deus. Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus”, veio na plenitude dos tempos, prefigurada no primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden, a promessa da salvação, anunciando, assim, o primeiro pacto entre Deus e o homem, incluindo a própria anunciação da vinda do Unigênito de Deus para a salvação da humanidade. Jo 3.16-18; I Pe 2.24; I Jo 2.2

2. O Propósito da Promessa da Salvação

 

       O propósito da promessa da salvação é parte essencial daquilo que Deus preparou para a humanidade baseada na suficiência da graça manifestada em Jesus Cristo até a restauração de todas as coisas. A propósito da promessa da salvação abrange três aspectos: Redenção, Restauração e Segurança. At 13.29-32

 

2.1 A Redenção

 

      Definição etimológica Ato ou efeito de remir; resgate. Libertação, proteção, salvação, socorro.

 

      Definição teológica – O resgate do gênero humano por Jesus Cristo, através de sua crucificação. Redenção sempre envolve a libertação de algum tipo de escravidão. A redenção operada por Jesus redime da culpa do pecado, com também do poder do pecado. Tt 2.14; I Pe 1.18

 

2.2 A Restauração

 

      Definição etimológicaAto ou efeito de restaurar; Repor no primitivo estado: Restaurar a força, a riqueza, a saúde perdidas.

Definição teológica – Este é o conceito básico de restauração: a causa de voltar, um retorno, fazendo um todo de novo, para ser completo. Este conceito é usado com frequência na primeira parte do que chamamos de Antigo Testamento no que diz respeito às pessoas, animais e bens. No Novo Testamento, o conceito básico de restauração está retornando a Deus. At 3.19-21; Tt 2.14God's restoration will not be complete until Jesus returns and God's

 

2.2 A Segurança

 

            Definição etimológica Ato de segurar; Condição do que esta seguro; Confiança, garantia, firmeza. Segurança de “securus” palavra latina que significa sem atenção ou ansiedade.

 

      Definição teológica – Segurança é baseada em uma união espiritual dinâmico com a Pessoa de Jesus Cristo. Todos os crentes têm plena certeza da salvação, com a condição de que eles permaneçam em Cristo. A salvação está condicionada à fé e perseverança. Hb 6.17-20Salvation is conditioned on faith, therefore perseverance is also conditioned. [ 19 ] Apostasy (turning from Christ) is only committed through a deliberate, willful rejection of Jesus and renouncement of belief. [ 20 ]

 

3. Os três processos da Salvação

 

      A salvação implica, no recomeço de um novo relacionamento com Deus desfeito pelo pecado, e este novo relacionamento começa quanto livremente reconhecemos a promessa de salvação e aceitamos Jesus como mediador de nossa reconciliação com Deus. Através desse novo relacionamento continuo e crescente somos justificados, (absolvidos da culpa do pecado, declarado justo) regenerados, (recebemos nova vida espiritual através do mérito de Jesus Cristo, gerados novamente) e santificados (separado do mundo e consagrado a Deus) pelo poder da graça de Deus.

 

3.1 A Regeneração

 

      A palavra regeneração significa gerar de novo, nascer outra vez. Regeneração é a obra sobrenatural e instantânea de Deus que concede nova vida ao pecador que aceita a Jesus como seu salvador. Através deste milagre, ele é ressuscitado da morte (do pecado) para a vida (na justiça de Cristo). É a natureza divina operando no crente mediante o poder do Espírito Santo. Tt 3.5; Jo 1.12,13

 

3.2 A Justificação

 

      A palavra justificação vem do hebraico “tsadeq” e do grego “dikaios”. Significa declarar justo pelos méritos de Cristo. É um termo forense e traz esta conotação: tornar ou declarar justo, como se este jamais houvera cometido quaisquer iniquidade. É mais que absolvição; é colocar o pecador arrependido no lugar de justo. I Co 6.11; Rm 3.24

 

3.3 A Santificação

      A palavra santificação significa Ato ou efeito de santificar. Palavras hebraicas: “Qodesh”, separação, santidade; Qadosh” (adjetivo), santo, sagrado. Usado no Antigo Testamento. Palavras gregas “Hagiazo” significa separação do mundo e consagrado a Deus. Usado no Novo Testamento. A santificação é então um processo no qual o crente torna-se pela ação do Espírito Santo, mais parecido com Deus.  Santo e puro, esta é a nossa posição em Cristo. Nossa salvação é desenvolvida pelo poder Deus em santificação. Santificação envolve a separação do pecado e a separação para Deus. I Co 1.2; I Ts 4.3,4,7; II Ts 2.13; Hb 12.14

4.

 

 

O Alcance da Promessa da Salvação

 

      O alcance da salvação é completo e perfeito. Todos indistintamente podem ser salvos, razão pela qual o evangelho deve ser pregado a todos os povos. Evidentemente, o alcance da salvação, não está condicionado à aceitação do plano divino, ou que todos serão salvos ao acaso, mas está condicionada à aceitação pessoal de Jesus Cristo, pela fé, reconhecendo-O com o único e suficiente salvador.

 

4.1 A Salvação é para o mundo todo

 

      Sabemos que através do sacrifício perfeito de Jesus, todos os habitantes da terra foram representados, e os seus pecados foram perdoados. A palavra propiciação tem sua origem na palavra latina “prope, que significa “perto de”. Portanto, a palavra significa juntar, tornar favorável ou efetuar a reconciliação. Um sacrifício de propiciação traz a humanidade para perto de Deus, reconcilia-o com Deus, fazendo expiação por suas transgressões, ganhando a graça e o favor divinos. Deus, em sua misericórdia, propicia e restaura o pecador a seu amor. Rm 3.25; I Jo 2.2

 

4.2 A Salvação é para os que creem

 

      A obra expiatória de Jesus foi uma verdadeira transação que removeu um verdadeiro obstáculo entre nós e Deus e pagou a dívida que não podíamos pagar. A pesar de Jesus haver morrido pelos pecados da humanidade, há um sentido em que a expiação é feita somente por aqueles que creem. Embora a salvação esta a disposição de todos, ela se aplica exclusivamente àqueles que creem. I Tm 4.10; I Jo 4.16; 5.1- 13.

 

Conclusão

 

     Lewis S. Chafer relata que a “salvação” é a justiça de Deus creditada ao pecador, não a justiça imperfeita do homem. Salvação é a divina reconciliação, não o regulamento humano. Salvação é o cancelamento de todos os pecados, não a eliminação de alguns pecados. Salvação é regeneração divina; não reforma humana. Salvação é ser aceitável a Deus, não tornar-se extremamente bom. Salvação é perfeição em Jesus Cristo, não competência de caráter. A salvação, sempre e somente, procede de Deus, nunca do homem. Como é gloriosa a promessa da salvação em Jesus Cristo! Mas o melhor está por vir. Quando Jesus Cristo voltar nas nuvens para buscar a sua igreja, desfrutaremos dessa gloriosa promessa de salvação em toda sua plenitude, e estaremos para sempre com o Senhor. I Jo 1.9; Ef 2.8-10

 

 

 

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. O que é Salvação?

R:. A salvação é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável.

 

2. A propósito da promessa da salvação abrange quantos e quais aspectos?

R:. São Três. Redenção, Restauração e Segurança.

 

3. Quem é o provedor e o autor da Salvação?

R:. Deus o provedor e Jesus o autor da salvação.

 

4. O que é Regeneração?

R:. A palavra regeneração significa gerar de novo, nascer outra vez.

 

 

5. Qual o alcance da Promessa da Salvação?

R:. A salvação é para o mundo todo e para os que creem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 10

Bênçãos da Salvação

Texto Áureo

“Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7.24

Verdade Aplicada

Em Cristo Jesus temos a salvação. A salvação dá ao homem uma viva esperança, e assim é salvo do juízo, da ira de Deus e da morte eterna.

Objetivo da Lição

Ø Compreender o sentido das expressões: eleição e predestinação.

Ø Destacar que através da nossa aceitação a Cristo temos pleno acesso a todas as bênçãos que, nEle, Deus nos reservou.

Ø Reconhecer os benefícios das bênçãos da salvação.

Glossário

Fatalismo – Sistema dos que consi-deram todos os acontecimentos como irrevogavelmente fixados de antemão por uma causa única e sobrenatural.

Livre-arbítrio – Capacidade de deci-dir por si próprio.

Pátrio poder – conjunto de respon-sabilidades e direitos que envolvem a relação entre pais e filhos.

Hinos Sugeridos

Ø 177, 277, 379

Textos de Referência

Ef 1.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.

Ef 1.4 – Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos irrepreensíveis diante dele. Em amor

Ef 1.5 – nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, pa-ra si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade,

Ef 1.6 – para louvor e glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.

Ef 1.7 – Nele temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segunda as riquezas da sua graça,

Ef 1.8 – que nele derramou profun-damente sobre nós em toda a sabe-doria e entendimento.

Leituras complementares

    Segunda         Terça           Quarta

     Gl 4.5         Rm 8.22,23     I Ts 1.4

 

     Quinta           Sexta           Sábado

     Cl 3.12        Rm 8.28-30    Ef 1.11

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. Salvação Plena

2. Eleição

3. Predestinação.

4. Adoção.

     Conclusão.

Introdução

 

      Em todo o Universo, o único homem que morreu, ressuscitou e não provou novamente a morte foi Jesus Cristo. É no Filho de Deus que está depositada toda esperança e confiança de salvação para toda humanidade. Não houve nenhuma “fraude” na morte de Cristo, simplesmente Deus aceitou a morte dEle no lugar da humanidade como um completo e perfeito pagamento da penalidade do pecado, e baseado nisto Ele pode oferecer completo e livre perdão à humanidade, que de outro modo, estariam condenados a passar a eternidade sem Deus.

 

1. Salvação Plena

     

      Mas, será que entendemos exatamente o que Jesus Cristo estava defendendo quando foi erguido naquela cruz sobre um Monte chamado Gólgota ou Calvário? Certamente para muitos uma pergunta sem resposta. Mas Jesus Cristo estava não só garantindo a salvação, mas a vitória em todas as circunstâncias de nossa vida, segurando a nossa alma a esperança de um reino eterno, de paz no futuro, através de sua morte expia-tória. Quando olhamos para o sacri-fício de Jesus Cristo, somos privilegi-ados, porque ligamos passado, o presente e o futuro. Rm 13.11

1.1 – Passado

 

      Olhando para o passado, vemos o sacrifício que Jesus Cristo realizou na cruz do Calvário. Carregou a responsabilidade pelos pecados da humanidade. A única esperança de salvação da humanidade encontra-se no sangue de Jesus Cristo, derrama-do no Calvário. Rm 6.6; 8.2; Tt 3.5

 

1.2 – Presente

 

      Quando meditamos no terrível preço pago por Jesus Cristo (Deus homem), sabemos que a sua morte singular foi o suficiente para salvar a humanidade de seus pecados. O preço da cruz inspira reverente temor, deve levar a humanidade a odiar o pecado e apegar-se firmemente à retidão, levando a abandonar o nosso modo de vida. Fp 2.12

 

1.3 – Futuro

   

      Entendemos que a morte de Jesus Cristo é à base de nossa esperança, e assim proclamamos nossa fé nEle quando olhamos em frente para a volta do Senhor Jesus Cristo, promessa de que, um dia, estaremos face a face com Deus, confiantes recebendo a herança eterna como recompensa pela nossa fidelidade aqui na terra. Rm 8.18-23; Hb 9.27,28; I Pe 1.3-9

 2. Eleição

 

      Segundo Oswald Chambers, “todo o céu está interessado na cruz de Jesus Cristo, todo inferno está terrivelmente aterrorizado com ela, ao passo que, a humanidade é as únicas criaturas que têm um fraco entendimento do seu significado”. O propósito de Deus, já antes da criação citada pelo Apóstolo Paulo na Epístola aos Efésios, mostra o desejo de Deus ter um povo para si mediante a morte redentora de Jesus Cristo na cruz, sendo assim, Deus o elegeu para a salvação. O próprio Cristo é o primeiro de todos os eleitos de Deus. A eleição de Cristo é fundamentada na sua morte sacrificial, no Calvário, para salvar a humanidade dos seus pecados. Essa eleição é uma expressão do Amor de Deus, que em Cristo, elegeu um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e inculpáveis diante dEle. II Ts 2.13

 

2.1 Definição de Eleição

 

      A palavra “eleição” significa escolha. A palavra “elegeu” indica que Deus, por seu amor, elegeu ou escolheu um povo especial para pôr em prática o seu propósito no mundo, no entanto, é interessante notar que Deus nos escolheu para Si antes mesmo da fundação do mundo, um povo que leve a efeito a causa de Deus neste mundo. A vontade de Deus redimir a humanidade não é mais mistério, é revelação do mistério da Sua vontade, isto é, que nenhum de nós se perca, e que toda a humanidade chegue ao arrependimento.

 

A Eleição e o Homem – A escolha do homem não esta ligado ao fatalismo. É baseado no Deus soberano que deu a todos o livre-arbítrio. Cabe o homem escolher o seu destino: a salvação eterna ou a perdição eterna.

 

A Eleição em Jesus – Cristo foi eleito por Deus. O homem por sua vez, torna eleito a Deus por Jesus Cristo. A eleição de Jesus garantiu a nossa própria eleição quando tornamos membros do Seu corpo. I Pe 2.4,5; Cl 3.12; Ef 1.4

 

2.2 Eleição segundo a graça de divina

 

      Na obra redentora de Jesus Cristo, Deus nos elegeu para a salvação. Mas nossa eleição está condicionada à fé pessoal e viva em Jesus Cristo, e na nossa união com Ele. Portanto a eleição para a salvação em Cristo é oferecida a todos, e torna-se uma realidade mediante ao arrependimento e fé, ao aceitar a salvação em Jesus Cristo. O propósito da salvação é universal, mas nem todos alcançaram, uma vez que o homem é dotado de livre escolha quanto ao seu destino. I Pe 1.2

 

3. Predestinação

     

      A expressão “nos predestinou” relatada em Efésios 1.5, indica que ao eleger-nos em Jesus Cristo para ser um povo escolhido, também, nos predestinou o que somos em Cristo hoje, justificados, regenerados e san-

tificados para o louvor de sua glória.

 

3.1 Definição de Predestinação

 

      Predestinação, é um conceito teológico, também relacionado a filosofia, que trata do relacionamen-to de Deus e o homem, no sentido de que Deus consegue prever ou até decidir previamente os aconteci-mentos no tempo e no espaço utilizando de Sua absoluta soberania e onisciência. Segundo algumas correntes teológicas, esta capacida-de que Deus possui não significa que Ele tem que usá-la na sua totalidade, abrindo assim espaço à atuação livre do Homem. Ef 1.3; Rm 8.30

 

3.2 Predestinação segundo a presciência divina

 

      A palavra “predestinou”, mostra que Deus, ao eleger-nos em Jesus Cristo para sermos o seu povo, suas ovelhas, também nos predestinou para sermos o que somos: justifica-dos, santos, inculpáveis, participan-tes da herança de filhos e glorifica-dos. A palavra “pre” significa antes, isto indica que no glorioso plano de salvação, Deus já havia estabelecido que os eleitos também fossem ado-tados como filhos de Deus. Ef 1.11

 

3.3 Presciência de Deus

 

      Definição da Presciência – é o aspecto da onisciência, relaciona-mento com o fato de Deus conhecer todos os eventos e possibilidades futuras. A palavra traduzida por presciência é “prognosis”, da qual deriva a palavra “prognóstico”, em português. Significa de fato “saber alguma coisa de antemão”. (pro = antes; gnosis = saber ou conhecer) Portanto a presciência de Deus não afeta a decisão do homem, nem o seu livre-arbítrio. Is 46.10

 

4. Adoção

 

      A doutrina da salvação é um dos estudos mais fascinante, mostra o que acontece com o pecador quando verdadeiramente através da sua fé reconhece o efeito da obra expiató-ria de Jesus Cristo. A palavra de Deus nos ensina que, na conversão, o homem recebe a paternidade adoti-va de Deus, tornando-se filho de Deus. Gl 4.5

 

4.1 Definição de Adoção

     

      Adoção no “Direito Civil”, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado. Quando isto acontece, as responsabilidades e os direitos (como o pátrio poder) dos pais biológicos em relação ao adotado são transferidos integral ou parcialmente para os adotantes. A palavra “adoção” significa literal-mente colocar na posição de filho.

Adoção espiritual é baseada no mesmo princípio, embora a adoção divina é infinitamente mais abrangente no seu alcançe e finalidade. A adoção é uma grande bênção porque envolve um relacionamento profundo com Deus. Ao crer em Cristo, somos feito filho de Deus, e passamos a ter os direitos e privilégio inerente àquela posição. Rm 8.15-17

 

4.2 Privilégios da Adoção

     

      Um dos privilégios de ser filho de Deus é a certeza de uma comunhão estreita e amorosa com Deus – Pai. Há uma diferença acentuada entre filho legítimo e filho adotivo, embora todos tenham o mesmo direito. Sob a visão bíblica, o homem e a mulher são criaturas e não filhos de Deus. Para se tornarem filhos de Deus, eles precisam ter uma relação mais estreita com Deus. Antes da fé salvadora, somos apenas conside-rados criaturas de Deus; depois, somos criaturas e filhos de Deus.

Privilégios da adoção espiritual – “Vede quão grande amor nos concedeu o Pai, que fossemos chamados filhos de Deus”. I Jo 3.1

1.    Passamos a ter liberdade para amar e servir a Deus. Rm 8.14,15

2.    Desfrutamos da herança em Cristo. Gl 4.5,6

3.    Desfrutamos do cuidado paterno de Deus. Fp 4.19,20

4.    Desfrutamos do amor disciplinador de Deus. Hb 12.2-7

5.    Desfrutaremos das promessas de Deus. Rm 8.17,21

 

Conclusão

 

      “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Jesus Cristo.

     Alguém já lhes disse que é possível visitar os locais onde estão os restos mortais de Buda, Maomé, Ghandi, Frei Galvão e uma série de outros grandes nomes da história, mas os restos mortais de Jesus Cristo não podem ser visitados? Sabem por quê? Porque não esta lá! Somente podemos visitar o túmulo vazio, Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia e está a destra do Pai intercedendo por nós. Aleluia!

      Mais relevantes do que todos os livros já publicados e pesquisas realizadas. Mais importante do que qualquer especulação acadêmica ou científica, apontam para um homem que mudou a história do mundo, sem esquecer-se de mudar a minha e a sua vida. Podemos dizer sem medo de errar: Um mito não mudaria a vida de ninguém, mas Jesus Cristo mudou nossa história.

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. Quando olhamos para o sacrifício de Jesus Cristo, somos privilegiados, por quê?

R:. Ligamos o passado, presente e o futuro.

 

2. A palavra eleição significa?

R:. Escolha

 

3. Para que Deus nos elegeu?

R:. Deus nos elegeu para a salvação.

 

4. A eleição é oferecida a todo. Mas nem todos serão salvos. Por quê?

R:. O propósito da salvação é universal, mas nem todos alcançaram, uma vez que o homem é dotado de livre escolha quanto ao seu destino.

 

5. O que é adoção?

R:. A palavra “adoção” significa literalmente colocar na posição de filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 11

Aguardando a Vinda de Jesus

Texto Áureo

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Mt 24.30

Verdade Aplicada

A promessa da segunda vinda de Cristo é uma bendita promessa que traz esperança e certeza que encontraremos com o Senhor.

Objetivo da Lição

Ø Compreender que a segunda vin-da é fato incontestável, pois esta ba-seada nas palavras do próprio Jesus.

Ø Destacar a importância de estar-mos preparados para o retorno do Mestre.

Ø Reconhecer que o cumprimento da vinda de Jesus será maravilhoso e coroará nossa expectativa.

Glossário

 

Ápice – O ponto mais elevado; auge, apogeu, “o máximo”.

Desnudo – Pessoa sem roupa; despida; nua.

Errôneas – Em que há erro; falso; contrário à verdade.

 

Hinos Sugeridos

Ø 74, 123, 371

Textos de Referência

 

Jo 14.1 Não turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.

Jo 14.2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.

Jo 14.3 – E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.

Jo 14.18 – Não vos deixareis órfãos; virei pra vós.

Jo 14.19 – Ainda um pouco e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis. Porque eu vivo, vós também vivereis.

Jo 14.20 – Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

 

Leituras complementares

 

    Segunda          Terça          Quarta

      Hc 2.3          Ml 3.1,2      Mt 24.27

 

     Quinta            Sexta          Sábado

     Mc 14.62       At 1.11       Hb 10.37

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. A certeza da Vinda de Jesus.

2. Analisando a Promessa da Vinda de Jesus.

3. Uma bem-aventurada Esperança.

4. Uma vitória da Redenção.

    Conclusão.

Introdução

    

      Não há dúvida de que Jesus Cristo voltará. Sua volta foi anunciada pelos anjos, pelos profetas, por João Batista, pelos apóstolos e o próprio Cristo a prometeu. Deus prometeu enviar o seu Filho uma segunda vez no céu para buscar aqueles que Ele elegeu, predestinou antes mesmo da fundação do mundo. A gloriosa promessa da segunda vinda é a maior certeza e esperança para aqueles que aceitaram o plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo. Esse evento tão aguardado significará para os que creem o ápice de sua peregrinação neste mundo. Zc 14.3-5; Lc 3.3-6;

 

1. A certeza da vinda de Jesus

 

      Cristo voltará. Que gloriosa esperança! O fato da volta de Jesus Cristo, não é estabelecido pela opinião da maioria ou pela esperança de especialistas políticos e humanitaristas, mas a certeza da volta de Jesus Cristo apoia-se na revelação da Palavra infalível de Deus! A segunda vinda de Cristo é mencionada mais de 300 vezes no NT. Alguém já disse a segunda vinda é mencionada oito vezes mais que a primeira. Jo 14.2-3; At 1.11

1.1 – Promessa do próprio Jesus

 

      No capitulo 13 do Evangelho de João, vemos o Senhor Jesus proferir aos discípulos parte de um longo discurso na noite em que foi traído. A pesar de sentir-se profundamente tocada a sua própria alma, queria, antes de tudo, confortar o coração dos seus discípulos, mostrando o seu amor por eles. “Virei outra vez”. Esta é a promessa que tem alimentada a igreja desde os primórdios do cristianismo e, passados já quase 2.000 anos, em pleno século XXI, ela ainda permanece viva nos corações dos filhos de Deus. Mt 24.20; Mc 13. 24-27; Lc 21.28

 

1.2 – Sinais da sua vinda

   

      Jesus em seu sermão profético deixou bem claro os principais eventos que aconteceram antes da sua vinda. São sinais previstos na Bíblia. Vejamos:

 

1.    Sinais de guerra e rumos de guerras – O mundo vive constante conflito: motins e guerrilhas estourando por toda a parte. A insegurança tomou conta da humanidade. Mt 24.6

 

2.    Fomes, pestes, traições e o aumento da criminalidade – Vivemos em uma sociedade marcada pelo medo, não há mais tranquilidade nas ruas e em suas próprias casas.

3.    Falsos profetas e falsos cristos – Nunca houve tantos falsos profetas e falsos cristos em nossos dias que tem abalado os alicerces do  cristia-nismo com suas doutrinas errôneas, trazendo incredulidade e descrédito da palavra do Senhor. Mt 24.5

 

4.    Multiplicação da iniquidade – O pecado tem se alastrado de maneira assustadora dentro da família, sociedade e igreja. A pornografia esta estampada em cada anúncio de revista, televisão, jornais, que expõem mulheres e homens desnudos servindo de estímulo sexual ilícito e imoral. Mt 42.12

 

Esses e muitos outros sinais evidenciam a brevidade do tão almejada volta de Jesus Cristo dando fiel cumprimento da promessa de Deus.

 

 2. Analisando a pro-messa da Vinda de Jesus

 

      Sabemos que o fato da Segunda Vinda de Jesus Cristo é a bem-aventurada esperança que trata o Apóstolo Paulo em sua carta endereçada ao mensageiro da igreja de Corinto, seu amigo amado Tito. “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade, e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Tt 2. 11-13

 

2.1 Ocasião da Promessa

 

      As palavras expressa em João 14, foram proferidas na véspera do dia em que Jesus Cristo e seus discípulos se viram nas mais profundas trevas que o universo jamais assistiu, portanto Jesus traz-lhes uma palavra de consolo porque era necessário que tudo isso acontecesse para que se cumprissem as Escrituras Sagradas. Sl 22.17,18; Is 53.1-5

 

2.2 Razão da Promessa

 

      Mostrar aos discípulos naquele momento que a cruz era apenas parte da obra redentora de Deus para a raça humana. Tudo estava acontecendo conforme o propósito divino de Deus, para que na segunda vinda, voltasse não como sofredor, mas como vitorioso, para levar a gloria um povo que salvou, redimiu, pela sua morte vicária ali na cruz do Calvário. Ap 5.9,10

 

 2.3 Consolo da Promessa

 

      A obra redentora de Jesus Cristo consumada na cruz do Calvário é o grande ponto de partida para a grande colheita que será realizada nestes últimos tempos. Da mesma forma que Jesus consolou os seus discípulos dando a certeza, que um dia, estariam novamente reunidos, assim também temos a certeza de que estaremos reunidos com o maravilhoso e sublime Salvador. I Ts 4.13-18

 

3. Uma bem-aventura-da Esperança

     

      Max Lucado diz que: “A esperan-ça do futuro não é permissão para viver irresponsavelmente no presen-te. Aguardemos com expectativa o dia da vinda do Senhor”.

 

      Será que estamos aguardando a vinda do Senhor com esperança, ou já cansamos de esperar? At 24.15

 

3.1 Afirmação da Esperança

 

      No momento que ocorre a sua ascensão, Jesus Cristo foi elevado às alturas enquanto os discípulos olhavam fixo ao céu, de repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco e reacenderam suas esperanças, reafirmando a volta de Jesus Cristo. Esta promessa também precisa ser a nossa certeza de que Jesus voltará para buscar seus escolhidos. At 1.8; Ap 3.11

3.2 Alegria da Esperança

 

      Raimundo de Oliveira em seu livro intitulado As Grandes Doutrinas Bíblicas, escreveu dizendo: “A vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é um tema que veio como uma segunda conversão. Mudou toda a corrente da minha vida, e transformou a Bíblia em um livro novo para mim. Creio que foi âncora de minha fé em uma época de muita crítica e de vaguear ao sabor das águas de velhos canais”. Tt 2.13

 

3.3 O aguardo da Esperança

 

      Muitos descuidados, por inter-pretarem a Bíblia erroneamente, tentam decifrar o dia da vinda de Jesus, criando especulações, induzin-do o povo a uma falsa esperança e outros acreditam que pelo fato de já ter passado tanto tempo da promes-as acham que este dia não chegará. Mas os verdadeiros filhos de Deus aguardam a volta do Senhor Jesus Cristo com um evento pleno e real que pode acontecer a qualquer momento conforme predito nas Escrituras Sagradas. Mc 13.32,33; II Pe 3.10

 

4. Uma vitória da redenção

 

      A vinda do Senhor Jesus é parte do projeto maravilhoso que Deus proporcionou à raça humana na obra redentora. Jesus Cristo nos redimiu do pecado, transportando para a maravilhosa luz. I Jo 1.7

 

4.1 Alcance da Redenção

     

            Aimee McPherson  retrata em suas palavras esta maravilhosa graça: “Graças a Deus, a vinda do Senhor não significará a morte, mas a vida – não a descida para a sepultura, mas a saída dela para uma ressurreição luminosa e bela”. Isto mostra que a segunda vinda de Jesus Cristo, revestirá o nosso corpo mortal de imortalidade, sem a corrupção do pecado, para habitarmos para sempre com o Senhor Jesus Cristo. I Pe 2.9

 

4.2 A vitória da Redenção

     

      O ponto culminante, da redenção é o arrebatamento, onde desfruta-remos a vitória completa da reden-ção proporcionada através da morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário, onde nos resgatou pelo seu precioso sangue. Jesus veio à primeira vez preparar um povo para si. Sabem por quê? A sua graça se há de manifestar em nós trazendo salvação. Aquele que nos preparou a salvação na cruz, esta preparando também um lugar com seu Pai. O céu é um lugar preparado para um povo preparado. Ao chegarmos lá não nos será terra estranha, seremos conhecidos e esperados pelos que lá habitam. Ap 19.1-10

 

Conclusão

 

      Pessoas que amam não conseguem ficar longe, separadas, distantes por muito tempo. O amor cria a necessidade de ficar junto com a pessoa amada.

 

      Jesus experimentou este sentimento do ser humano e sabe o que é ter saudades. Imagino quando Jesus estava indo para o céu, após sua ressurreição, seu coração ficou pequeno e apertado, com a realidade da separação de seus discípulos.

 

      Imagine com que carinho Jesus pensou ao deixar sua mãe, seus irmão, seus discípulos e todos aqueles que Ele conheceu e se deixaram ser amado e tocado por Ele. Com que ardente desejo, Jesus deve ter dito: “Virei outra vez”.

 

      Se pudéssemos resumir o porquê Jesus vai voltar, diríamos que é porque Ele não aguenta mais viver longe dos filhos que Ele criou para estarem juntos com Ele e o Pai. Ele vem buscar os que são seus. É uma questão de amor, muito amor, e Jesus já provou como e quanto nos ama. Ele vem buscar para por fim à morte e o pecado que trás consigo toda maldição, sofrimento e dor. Ele estabelecerá justiça para sempre. Gl 2.20; I Jo 4. 7-21

 

 

 

 

Questionário

 

1. Por quem foi anunciada a volta de Jesus?

R:. Sua volta foi anunciada pelos anjos, pelos profetas, por João Batista, pelos apóstolos e o próprio Cristo a prometeu.

 

2. Quais são os sinais da volta de Jesus relatada na Bíblia?

R:. Sinais de guerra e rumos de guerras; Fomes, pestes, traições e o aumento da criminalidade; Falsos profetas e falsos cristos; Multiplicação da iniquidade.

 

3. Qual o propósito de Jesus em reafirmar a sua vinda?

R:. Consolar os seus discípulos dando a certeza, que um dia, estariam novamente reunidos, assim também temos a certeza de que estaremos reunidos com o Salvador.

 

4. Qual o ponto culminante da redenção?

R:. É o arrebatamento, onde desfrutaremos a vitória completa da redenção proporcionada através da morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário, onde nos resgatou pelo seu precioso sangue.

5. Como devemos aguarda a vinda de Jesus?

R:. Aqueles que aceitaram o plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo aguardam a segunda vinda de Jesus com certeza e esperança.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 12

A Certeza da Vida Eterna

 

Texto Áureo

 

“Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Jo 11.25

 

Verdade Aplicada

A ressurreição de Jesus é um dos maiores milagres do Universo, pois representa a consumação da salvação prometida por Deus.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender o significado da ressurreição de Jesus Cristo.

Ø Destacar que a nossa salvação foi consumada na ressurreição.

Ø Reconhecer que se Jesus Cristo na tivesse ressuscitado, vã seria a nossa esperança de vida eterna.

 

Glossário

 

Autenticidade É a certeza absoluta de que um objeto (em análise) provém das fontes anunciadas e que não foi alvo de mutações ao longo de um processo.

Enigmático – Relativo a enigma; Obscuro; Misterioso.

Historicidade Qualidade do que é histórico.

 

Hinos Sugeridos

Ø 63, 202 e 614

Textos de Referência

 

At 2.31 – Nesta previsão disse da ressurreição de Cristo que a sua alma não foi deixada na morte, nem a sua carne viu a corrupção.

At 2.32 – Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.

I Co 15.20 – Mas de fato Cristo ressurgiu dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.

I Co 15.21 – Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.

I Co 15.22 – Pois assim como todos morrem em Adão, assim também serão vivificados em Cristo.

I Co 15.23 Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.

 

Leituras complementares

 

    Segunda         Terça          Quarta

     Dn 12.2        At 26.23     Rm 6. 4.11

 

     Quinta           Sexta          Sábado

  Fp 3.10-11     I Ts 4.14       Ap 20.6

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. O que é Ressurreição.

2.  Significado da Ressurreição de Jesus.

3. Provas da ressurreição de Jesus.

4. A certeza da Vida Eterna.

     Conclusão.

Introdução

 

      A ressurreição do Senhor Jesus Cristo é um dos mais extraordinários acontecimentos já registrado pela história, é fato incontestável. Foi um ato atestado pelos oficiais que montavam guarda junto ao sepulcro. Foi atestado pelos discípulos e por outros seguidores, bem como pelo próprio inimigo. Os cristãos ressuscitados, face à ressurreição de Jesus, foram vistos por muitos depois da sua ressurreição; por Cefas, pelos discípulos, por Tiago e outras testemunhas oculares que testemunharam sua ressurreição.

   

1. O que é Ressurreição

     

      Res.sur.rei.ção sf  1 - Ato de ressurgir ou reaparecer vivo depois de ter morrido. 2 - Restituição do morto à vida. 3 - Nova vida; novo vigor.

 

      Definição - Ressurreição pode ser definida como retorno à vida de modo sobrenatural. A Bíblia afirma que os salvos ressuscitarão com um corpo transformado e glorioso, enquanto que os ímpios ressuscitarão com um corpo desprezível e vergonhoso. Jesus Cristo ressuscitou, retornando sobrenaturalmente à vida física. At 4.33; I Co 15.12

1.1 – O valor da Ressurreição

 

       O fato da ressurreição de Jesus a nossa fé, é fato de suprema importância. De todas as religiões que existem no mundo, o Cristianismo é a única que tem seu fundador ressurreto. Não só os cristãos consideram o fato importan-te, mas também os incrédulos se pudessem desmentir esse fato destruiria pela base a fé cristã. Por exemplo: Se a ressurreição de Jesus realmente ocorreu, o Cristianismo é o que de fato ele afirma ser – uma revelação direta de Deus. I Co 15.14-20; I Pe 1.3

 

1.2         – Singularidade do Cristianismo

      A autenticidade do Cristianismo esta baseada no fato da ressurreição de Jesus Cristo. Segundo o estudioso da Bíblia, Dr. Evans, relata: Se a ressurreição não tem base histórica, o Cristianismo não passa de uma fraude. Se a ressurreição puder ser negada e desmentida a sua historicidade; desmorona-se toda a estrutura do evangelho, pois a ressurreição de Jesus Cristo é a pedra angular. Se não houve tal ressurreição física, tudo o que a igreja tem feito durante séculos e todas as esperanças do futuro que a igreja tem nutrido e comunicado, estão baseadas numa grande mentira. At 4.10-13; Ef 3.11-22

 2. Significado da Res-surreição de Jesus

 

      O sacrifício promovido por Jesus Cristo na cruz do Calvário prova que seu sofrimento e morte pela humanidade não foram em vão, mas este foi pleno e eficaz, suficiente e eficiente para a reconciliação de toda a humanidade com Deus Criador. Isto prova que os maiores inimigos dos seres humanos – o pecado, o diabo e a morte foram vencidos, não podem lhes causar nenhum mal, pois Jesus os derrotou através do plano glorioso de redenção promovido por Deus. Fundamentados na certeza e garantia de ressurreição de Jesus Cristo, a humanidade pode erguer um brado de alegria e de vitória proporcionado pelo salvador Jesus Cristo. I Co 15. 55-57

 

2.1 Nossa garantia no presente

 

      A argumentação de Paulo na primeira carta a Corinto é: ensinar que não há salvação é ferir a realidade da salvação e a esperança da imortalidade. Se não há ressurreição do corpo, em Jesus, que tomou para si um corpo humano, não ressurgiu dentre os mortos. Portanto se Jesus não ressurgiu dentre os mortos, então a nossa pregação é vã, isto é, falsa e enganosa. Se a pregação é vã, logo então são vãs a fé e a esperança daqueles que aceitam. Se Jesus não ressurgiu dentre os mortos, então não há salvação dos pecados e a morte de Jesus não seria expiatória e todo o sacrifício, a autonegação e o sofrimento de Jesus teriam sido em vão. At 1.3; Rm 13.11; Fp 3.20,21

     

2.2 Nossa garantia no futuro

 

      Devemos ter em mente que a obra redentora de Jesus exerceu grande efeito em nosso relaciona-mento com a morte e a vida. Jesus tornou sem efeito a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio da obra redentora. Reconhecer a existência no além-túmulo, nossa vida espiritual continua sob novas condições. Myer Pearlman declara: Entrar nesta vida é o alvo do homem. Ao aceitar Cristo, o cristão, já na vida presente, passou da morte para a vida. Sua plenitude pertence à existência que começa com a ressurreição da vida. Existe uma vida futura que, embora agora esteja oculta, se revelará quando Cristo, nossa vida, for manifestado. O estado dos que faleceram em Cristo é algo ainda melhor que a presente vida nele. Mas a plenitude de vida, a terra de promessa e seu destino e seu direito de primogenitura como filhos de Deus serão revelados na vinda de Cristo. Mc 9.43; Jo 3.36; 5.29; I Tm 4.8; Cl 3.4

     

3. Provas da Ressur-reição de Jesus

     

      A ressurreição foi confirmada, confessada e proclamada por muitos através da história. Porém, o aspecto importante da ressurreição, é que o próprio Jesus deu prova de que Ele é o verdadeiro Filho de Deus, cumprindo na integra a vontade de Deus, realizando o ato mais importante registrado em toda a história, o plano infalível da redenção da humanidade. Isto mostra que sua ressurreição é prova de que Deus – Pai aceitou o seu sacrifício feito em nosso lugar e em nosso favor, pois representou a consumação da salvação prometida por Deus, desde a queda do homem no Jardim do Éden. I Co 15.4-9

 

3.1 O túmulo vazio, os lençóis em ordem e o testemunho dos Soldados

 

     Temos a evidências do túmulo vazio. Ele não esta lá. Quando visitamos seu túmulo em Jerusalém podemos comprovar a veracidade desse fato histórico. Entre as testemunhas oculares da ausência do corpo de Jesus temos: Seus amigos e seguidores; seus inimigos; os guardas romanos; os anjos e várias mulheres que afirmaram de fato não haver corpo morto no túmulo onde Jesus estava. Outra evidência é da mortalha e toalha de linho que envolvi o corpo de Jesus, deixadas em perfeita ordem dentro do túmulo. Portanto Pedro e João notaram este enigmático fato. Se Jesus tivesse despertado de um desmaio, ou se Seu corpo tivesse sido raptado como afirma alguns, como explicar os panos mortuários deixados em ordem? Outra evidência, ouvi-se da boca dos guardas que guardavam o túmulo, relataram aos anciões judaicos, o caso da aparição de um anjo do Senhor, que removeu a pedra na porta do túmulo. O anjo veio não que Jesus precisasse para sair do túmulo, mas para que as testemunhas oculares pudessem contemplar o túmulo vazio. Mt 28.1-10; Lc 24.12

     

3.2 Os Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Discípulos e os qui-nhetos irmãos, Tiago e Paulo

 

      Em I Co 15, faz referências às pessoas ainda vivas naqueles dias e que atestavam terem visto Jesus ressurreto durante o período de quarenta dias, antes da Sua ascensão. Todos os onze discípulos viram-nO e conversaram com Jesus. Depois, um grupo de quinhentos irmão viram-nO antes da Sua ascensão. Jesus apareceu a seu irmão natural e tornou-o uma das colunas entre os santos. A última aparição de Jesus ressurreto foi testemunhada pelo Apóstolo Paulo em sua conversão. Todos os testemunhos são provas irrefutáveis da ressurreição de Jesus Cristo. Não podemos negar Ele já ressuscitou e voltará buscar o seu povo. Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10; I Co 15.5,6 e 8; Jo 7.5; Gl 2.9

     

4. A certeza da Vida Eterna

 

      A ressurreição de Jesus Cristo, além de fazer parte do plano divino de redenção, mostra algo ainda mais sublime. Garante uma vida de reconciliação com Deus. Através deste ato, sabemos que agora estão disponíveis para nós a salvação e a vida eterna, algo que pode ser plena alcançada mediante a nossa fé no Senhor Jesus Cristo. Jo 11.25,26

 

4.1 Vida eterna     

     

      A vitória de Jesus Cristo nós dá garantia de uma vida de esperança, tanto no presente como no futuro. Fomos libertados da escravidão do pecado e da morte. Através da ressurreição de Jesus Cristo podemos olhar para além da vida, além do túmulo, pois a morte física é apenas uma passagem para uma vida de gozo, paz e alegria. Aquilo que é mortal será revestido de imortalidade, e aquilo que é corruptível será revestido de incorruptibilidade.

 

4.2 Viva esperança

 

      Podemos olhar além do sofrimento desta vida, porque a vitória proporcionada por Jesus Cristo nos dá a garantia do seu retorno glorioso, Ele voltará triunfante e nos conduzirá pelos portões da nova Jerusalém, e tomaremos posse permanente da vida eterna restaurando a perfeita comunhão com Deus. Rm 8.24; I Co 15.35-58

     

4.3 Glória eterna

 

      Jesus Cristo nos garante todas essas bênçãos. E aos que vencerem o Rei dirá: “Vinde benditos de meu Pai! Recebam como herança o reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo”. A vitória conquistada pela sua ressurreição está disponível para qualquer um de forma pessoal e individual, ou seja, para mim e para você que pela fé O aceite como suficiente salvador, crendo no plano de salvação provido por Jesus Cristo. A vitória conquistada por Jesus Cristo garante a nós uma vida de reconciliação e vida eterna com Deus. Cl 3.4; Tt 1.2 Ap 21.11,23

 

Conclusão

 

      Deus realizou uma obra perfeita de libertação para nós. Ofereceu um remidor, um substituto que pudesse levar sobre si o nosso pecado. Salvador prometido desde a fundação do mundo.

 

      Esta obra foi consumada por Jesus Cristo na cruz do Calvário, Ele libertou-nos da escravidão do pecado para vivermos uma vida plena estabelecida pelo novo concerto, trazendo salvação.  A salvação trouxe uma mudança de condição: antes mortos, agora vivos. Trouxe, também, uma mudança de posição: antes destituídos de privilégios, agora favorecidos por Deus através do seu infinito amor.

 

     Deus na sua sublime misericórdia amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho, seu unigênito, para que todo o que nEle crer tenha a vida eterna. Jo 3.16

 

     

 

 

 

 

 

Questionário

 

1. O que significa Ressurreição?

R:. Ressurreição pode ser definida como retorno à vida de modo sobrenatural.

 

2. Qual o significado da Ressurreição de Jesus?

R:. Jesus tornou sem efeito a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio da obra redentora.

 

3. Cite quais as testemunhas que viram Jesus ressuscitado?

R:. Os soldados, os discípulos e um grupo de mais de quinhentos irmãos.

 

4. Como obtemos a certeza da vida eterna?

R:. Crer no Senhor Jesus como Salvador de nossa vida.

 

5. O anjo veio não que Jesus precisasse para sair do túmulo, mas para que?

R:. Para que as testemunhas oculares pudessem contemplar o túmulo vazio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lição 13

Conhecendo o Espírito Santo

Texto Áureo

“A terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”. Gn 1.2

 

Verdade Aplicada

 

O Espírito Santo não é uma força, energia, ou simplesmente uma influência. Ele é uma pessoa divina e bem atuante na obra da criação.

 

Objetivo da Lição

 

Ø Compreender a existência do Espírito Santo no tocante a sua natureza divina.

Ø Destacar a pessoalidade do Espírito Santo na Bíblia.

Ø Reconhecer que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos entre si, de tal forma que os três não se confundem em si.

 

Glossário

 

Proeza – Ação de valor; Façanha.

 

Suscetível – Que pode receber impressões; Que envolve possibili-dade.

 

Sensibilizar – Tornar sensível, como-ver; tornar-se à ação da luz.

 

Hinos Sugeridos

Ø 349, 367 e 553

Textos de Referência

 

Jo 14.16 – Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco sempre.

Jo 14.17 – Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Jo 14.18 – o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós.

Jo 14.25 – Tenho-vos dito isso, estando convosco.

Jo 14.26 – Mas o Consolador, o Espírito santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

 

Leituras complementares

 

    Segunda          Terça          Quarta

   Jl 2.28,29         Zc 4.6           Mt 12.28

 

     Quinta            Sexta           Sábado

     Jo 16.7,8        At 1.8         I Co 3.16

 

Esboço da Lição

 

     Introdução.

1. A natureza do Espírito Santo.

2. O Espírito Santo na criação.

3. O Espírito Santo em Cristo.

4. O Espírito Santo no Homem.

     Conclusão.

Introdução

 

      Muito antes da criação e do alvorecer dos tempos, o Espírito santo já existia e atuava como uma pessoa divina. Embora oculto, aparece através das proezas e feitos do Criador no Universo. O Espírito Santo tem exercido na terra uma atividade incomum, especialmente no nosso século. A existência do Espírito Santo é para muitos uma gloriosa verdade, porque, além do testemunho da nossa própria existência corresponde à luz das profecias de que a manifestação do Espírito santo é um dos sinais distintos da volta de Jesus. Gn 1.2; Jó 33.4

 

1. A natureza do Espí-rito Santo

     

           Quem é o Espírito Santo? A resposta a esta pergunta no que expõe a Bíblia quanto à personali-dade do Espírito Santo. Certificamos de que Ele não é simplesmente uma influência, uma força, ou energia, como algumas pessoas creem. O Espírito Santo é uma pessoa Divina. É Ele quem distribui as numerosas bênçãos e o poder que Deus tem posto à nossa disposição. O Espírito Santo é uma pessoa distinta e separada de Deus. Ele procede de Deus, ele é enviado de Deus, o dom de Deus aos homens. Sl 139.7-12

 

1.1 – Personalidade

 

          O Espírito Santo é uma pessoa. Muitas vezes descrevemo-Lo de uma maneira impessoal: como sopro, fogo, água, contudo esses nomes são meras descrições de suas operações. O Espírito Santo possui atributos de uma personalidade: Ele pensa, (Rm 8.27) tem vontade, (I Co 12.11) sente tristeza. (Ef 4.30) Ele exerce atividades pessoais: revela, (II Pe 1.21) ensina, (Jo 14.26) testemunha de nossa filiação, (Gl 4.6) intercede, (Rm 8.26) fala, (Ap 2.7) testifica de Jesus, (Jo 15.26) e comanda. (At 16.6,7) Ele é suscetível de trato pessoal: alguém pode mentir perante Ele, (At 5.3) pode-se blasfemar contra Ele. (Mt 12.31,32) Como vemos, o Espírito Santo tem inteligência, conhecimento, vontade própria, e estes, são faculdades e atributos de uma pessoa.

 

1.2 – Deidade

   

      O Espírito Santo tendo a natureza divina e atributos divinos Ele é: Espírito eterno, (Hb 914) onipresen-te, (Sl 139. 7-10) onipotente, (Lc 1.37) onisciente. (I Co 2.10) Como Deus, Ele produziu e produz obras divinas: Tomou parte na criação do mundo, (Gn 1.2) geras novas criaturas em Cristo Jesus, (Jo 3.5) ressuscitou Cristo dentre os mortos,

(Rm 1.4; 8.11) Ele mesmo procede do Pai e do Filho, (Jo 15.26; 16.11) Ele é o autor das Escrituras Sagradas. (At 4.24,25;II Pe 1.21) Ele possui diversos nomes os quais provam a sua deidade: Espírito de Deus, (I Co 3.16) Espírito de Cristo, (Rm 8.9) Espírito Santo, (At 1.5) Espírito de Vida, (Rm 8.2) Espírito de Adoção. (Rm 8.15)

 

 2. O Espírito Santo na criação

 

      Cada membro da Trindade divina desempenhou um papel importante na criação. A mente do Pai desejou e planejou todas as coisas; o poderoso braço direito do Filho completou a execução do trabalho, e o Espírito Santo, ao lado da Primeira e Segunda Pessoa da Trindade, contribuiu efetivamente com a Sua parte na obra da criação. Pv 8.27-31; Jo 1.1,2; Gn 1.2

 

2.1 Seu trabalho particular

 

      O trabalho particular do Espírito Santo é comunicar a vida:

 

1.      Ele deu a vida ao Universo. Gn 1.2

2.      Ele ressuscitou Cristo da morte. Rm 1.4; 8.11

3.      Ele traz o novo nascimento. Jo 3.1-8

4.      Ele dá vida espiritual a um individuo e a uma igreja. Ez 37.14

     

2.2 Sua atividade na Natu-reza

 

      O Espírito Santo tem apresentado grande atuação na natureza. É no livro de Jó que encontramos algumas passagens relativas a esse trabalho do Espírito Santo. Jó relata com riqueza de detalhes a proezas do Artista Divino na criação do Universo. Podemos deduzir que, foi o Espírito Santo o Agente Divino pelo qual todas estas maravilhas vieram a existir. Jó 26.13; Sl 33.6; 104.30

 

3. O Espírito Santo em Cristo

    

      Uma jovem de Nazaré recebeu a uma gloriosa promessa através da visitação de um anjo. Revelando que ela conceberia através do Espírito Santo, e daria à luz um filho. Esse mesmo anjo da parte de Deus também apareceu a José, noivo de Maria, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria tua mulher, era resultado da operação do Espírito Santo. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte Deus, pelos profetas.  Mt 1.18-25

3.1 Atuação do Espírito San-to no nascimento virginal Jesus

 

     O anjo Gabriel foi enviado para anunciar o nascimento de Jesus. Sabemos que este nascimento foi concebido de forma sobrenatural conforme predito pelo profeta Isaías e confirmado no Evangelho Segundo Mateus. Duas coisas foram esclarecidas nas palavras do anjo Gabriel, quanto ao Espírito Santo, em relação ao nascimento de Jesus:

 

1.    A concepção de Jesus, sem pecado – Jesus seria o ente santo, puro e incorruptível, ou seja, livre da mancha do pecado. Lc 1.35

 

2.    Seria o Filho de Deus – Porque fora concebido pela virtude do Espírito Santo, motivo pelo qual Jesus é chamado Filho de Deus. Lc 1.31

 

3.2 Atuação do Espírito San-to e o ministério de Jesus

 

      Após o nascimento de Jesus, em sua apresentação no templo, o Espírito Santo mais uma vez esteve em evidência. Simeão foi vocaciona-do para identificá-Lo como o Messias prometido através da atuação do Espírito Santo na sua vida. Lc 2.25-33

No Evangelho segundo escreveu Lucas descreve detalhes do ministério de Jesus que durou cerca de três anos e meio, foi exercido no poder do Espírito Santo. Com este poder dominou todos os seus inimigos: poder sobre os demônios; poder sobre as enfermidades; poder sobre a natureza; poder sobre as circunstâncias e poder sobre a morte. Em todas as fases de Jesus o Espírito Santo O acompanhou na Sua obra redentora. Mt 11.5; Mc 4.39; 5.7; Lc 4.14; Jo 6.5; 11;43

 

4. O Espírito Santo no Homem

 

      Quando o homem nasce de novo, sua vida em Cristo torna-se o centro das operações do Espírito, que produzem benefícios, tanto para o próprio crente como para igreja, o corpo de Cristo. O trabalho do Espírito Santo é confirmar a salvação recebida, dando a certeza de que estamos realmente salvos. A partir de então, o Espírito Santo conduz o crente à vitória sobre o pecado, que antes dominava. Rm 8.4,16; Gl 5.16

 

4.1 A visitação inicial do Espírito Santo

     

      Ao analisarmos a Bíblia Sagrada, vemos o profeta Joel 2: 28 a 30, acerca de 835 a.C, falando sobre a promessa da efusão do Espírito Santo, prevendo um dos principais resultados do derramamento do Espírito Santo sobre todos aqueles que invocar o meu nome, e este derramamento resultará num fluir sobrenatural do Espírito Santo entre o povo de Deus e esta promessa é perpetua para todos quantos aceitem a Cristo como Senhor, pois todos os crentes podem e devem receber a plenitude do Espírito Santo. Vemos no AT., várias manifestação do Espírito Santo no meio do seu povo, usando de forma sobrenatural seus escolhidos, tais como: Moisés, Gideão, Davi, Zorobabel, Jefté. Notemos que AT., o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as e capacitando, dando-lhes poder para o serviço do Senhor. Podemos analisar que não houve nenhum derramamento geral do Espírito Santo sobre Israel. O derramamento do Espírito Santo de forma mais ampla começou grande Dia de Pentecoste relatado em Atos 2.

 

4.2 Atuação do Espírito Santo no Homem

 

      A operação do Espírito Santo na vida do homem começa a produzir nele a convicção do pecado, levando-o a sentir a sua convicção de pecador. A iniciativa de voltar-se para Deus nunca parte do homem. Isto significa que Deus, o Pai, através da atuação do Espírito Santo, traz os homens a Cristo. Uma das principais atividades do Espírito Santo é trabalhar na vida do pecador a fim de convencê-los de seus pecados e da perdição eterna. O Espírito Santo, em seu relacionamento com o homem, opera na mente – convencendo do pecado e de sua necessidade de um Salvador pessoal, no sentimento – procura sensibilizar o pecador acerca do seu estado espiritual procurando persuadi-lo à decisão para a salvação, na vontade – desperta o desejo da decisão por Cristo, convencendo do pecado, da justiça, e do pecado. O Espírito Santo produz no homem: justificação, re-generação e santificação. O Espírito Santo é o agente da cura divina, e o penhor da nossa herança. Jo 3.3; Rm 8.16; I Co 12.11; Ef 1.13,14

 

Conclusão

 

      Quando eu olho para o Dia do Pentecoste, e vejo que Jesus já havia subido, e uma grande multidão reunida ali em Jerusalém, e os soldados haviam trazido um falso repórter após terem olhado o túmulo vazio, os soldados acusavam e diziam que os discípulos tinham roubado o corpo de Jesus.

      Os onze discípulos, juntamente com 120 pessoas foram para o cenáculo, pois as ruas de Jerusalém estavam cheias de violências, queriam destruir e acabarem com os discípulos de Jesus, por fim aquele movimento, mas os discípulos e o povo que lhes seguiam estavam aguardando, esperando o momento certo para receberem a promessa de Jesus, pois Jesus havia dito a eles: “Permanecei em Jerusalém, até que do alto sejais revestido do poder”.  

      Então o Espírito Santo começou a liderar os discípulos, e de repente eles se tornaram cheios do Espírito Santo. Se naquele dia perguntassem a Pedro – qual a sua opinião sobre a influência do movimento Pentecostal? Pedro cheio de poder, certamente lhe responderia: “Esperai e vede o que Deus ira fazer por intermédio destes que agora estão cheio do Espírito Santo”.

      Não foi preciso esperar muitos dias, porque logo após o derramamento do Espírito Santo, Pedro e seus companheiros transformaram o comportamento de Jerusalém. O povo via e sentia no coração a evidência do Poder de Deus presente em suas vidas. Aqueles discípulos tão simples, com palavras ungidas por Deus, confundiram as autoridades do sinédrio. Até o próprio Dr. Gamaliel ficou admirado ao ouvir tanta sabedoria. E aqueles homens saíram por ordem de Deus às cidades de Jerusalém, Cesaréia, Samaria, Éfeso, Corinto e Antioquia, pregando a palavra de poder, de cura e salvando muitas pessoas para o reino de Deus. Esta grande atuação Espírito Santo chegou a Europa, a África, a Oceania, a Ásia, as Américas, e ao Brasil. Há poder entre nós, sentimos a atuação do Espírito Santo na nossa vida, pois não somos somente um grupo de religiosos convencidos, mas somos crentes que recebemos o poder de Deus. Concluímos que, antes da segunda vinda de Jesus, o Espírito Santo ocupará um lugar de destaque em nossa vida e nas atividades da Igreja. É tarefa de o Espírito Santo adornar a Igreja a noiva de Cristo, para o encontro com Ele.

 

Questionário

 

1.Quem é o Espírito Santo?

R:. O Espírito Santo é uma pessoa Divina, que distribui as numerosas bênçãos e o poder que Deus a nós.

 

2. Cite três características que revela a personalidade do Espírito Santo?

R:. Ele pensa, tem vontade, e tem sentimento.

 

3. Qual a atuação do Espírito Santo na criação?

R:. Ele deu vida ao Universo.

 

4. Qual a atuação do Espírito Santo em Cristo?

R:. Concepção de Jesus sem pecado e identificação como Jesus o Filho de Deus.

 

5. Qual a atuação do Espírito Santo no Homem?

R:. Convencê-lo do pecado.