sábado, 29 de outubro de 2011

Diante das dificuldades, clame por Jesus.

Texto: Marcos 10:46-52
Introdução: Vemos neste texto a história de um homem que pela fé, apesar de todas as situações contrárias, recebeu a sua cura e salvação.
1) Seu estado natural: era cego, necessitado e pobre – (v. 46).
2) Sua certeza: Jesus pode ajudar – (v.47).
3) Sua atitude: clamou ao Senhor – (v.47).
4) Sua perseverança: continuou gritando até ser atendido – (v.48)
5) Sua aceitação (foi aceito): o Senhor chamou-o – (v. 49).
6) Sua cura: o Senhor abriu-lhe os olhos – (v.52).
7) Sua entrega total: seguiu a Jesus – (v.52).
Conclusão: Bem-aventurado o cego que vem a Jesus, para que possa ver.
Comentário
1- Bartimeu, o cego, vivia à beira do caminho (v.46), à margem da estrada. Era marginalizado pela sociedade, como tantos deficientes hoje. Ele não estava andando pelo caminho, mas parado. Sua vida estava parada. Ele estava sem perspectivas, sem projetos. Ele dependia dos outros. Estava sempre esperando que alguém o ajudasse.

2- Bartimeu ouviu sobre Jesus. Ouviu o ruído da multidão se aproximando e alguém disse que Jesus estava chegando. Ele era cego, mas ouvia muito bem. Os cegos desenvolvem mais os outros sentidos ou os utilizam melhor que as demais pessoas. O pior cego é aquele que não ouve. Muitos “cegos espirituais” são também “surdos”, pois se recusam a ouvir sobre Jesus. Observe a importância de se falar sobre Jesus, para que todos ouçam. Como ouvirão se não há quem pregue? (Rm.10.14).

3- Bartimeu começou a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! (v.47). Ele era cego, mas não tinha nenhum problema para falar. Começou a gritar. É importante que clamemos a Jesus em oração. Não adianta clamar a outra pessoa, algum santo ou falsa divindade. Clame a Jesus.

4 – Bartimeu tinha fé. Jesus era considerado filho de José. Por quê Bartimeu o chamou de Filho de Davi? O cego demonstrou que cria que Jesus era o Messias, o descendente de Davi, prometido no Velho Testamento para ser o rei de Israel.

5- Bartimeu pediu compaixão, misericórdia. Como são nossas orações? Vamos determinar o que Deus vai fazer? Vamos anunciar nossas virtudes e nossas obras? Nada disso. Devemos pedir misericórdia ao Senhor.

6 – Muitos o repreendiam para que se calasse (v.48). Os que enxergam querem que o cego fique em silêncio. É uma atitude egoísta. Quando queremos Jesus, muitos se levantam contra nós. Isso pode acontecer no trabalho, na escola, na família, entre os amigos, etc. O cego não deu ouvidos às vozes opositoras. Continuou clamando. Ele era perseverante, insistente, determinado.

7- Jesus parou e mandou chamá-lo (v.49). O cego pediu compaixão e foi atendido. Jesus se compadeceu. Ele parou, interrompeu tudo, para atender ao cego. Havia uma multidão envolvendo Jesus, mas ele parou para atender a um homem. Jesus está atento a cada indivíduo. Ele está atento a você. Ele ouve a oração e atende.

8 – Depois das vozes negativas, agora o cego ouviu vozes que diziam: “Tem bom ânimo. Levanta-te. Ele te chama”. Que sejamos como esses mensageiros que levaram palavras animadoras para o cego.

9 – O cego deu um salto e andou até Jesus (v.50). Ele era cego, mas não tinha nenhum problema nas pernas. Atendeu ao chamado de Jesus imediatamente. Não havia tempo a perder.

10 – Jesus pergunta o que o cego quer e ele responde: “Mestre, que eu veja.” (v.51). Ele podia pedir a Jesus uma esmola, uma capa nova, um prato de comida, uma bengala, um cachorro, uma casa, etc, mas ele foi direto ao principal: a visão. Podemos pedir tantas coisas a Jesus hoje, mas não nos esqueçamos de pedir que ele abra nossos olhos espirituais (Sal.119.18). Aquele que ainda não se converteu, está vivendo em cegueira, vive nas trevas, tropeçando e caindo, sem saber a direção certa. Jesus é a luz para os olhos dos cegos (João 12.35,46).

11- Aquele homem foi curado (v.52). Jesus cura ainda hoje, mas o mais importante é que Bartimeu foi salvo, conforme Cristo declarou. Em seguida, o texto diz que ele foi seguindo pelo caminho. Sua vida mudou completamente. Ele não ficava mais à margem do caminho, mas podia caminhar, podia ter uma vida normal e feliz.

Conclusão: Aquele cego clamou a Jesus, porque não sabia se ia encontrá-lo novamente. Ele não podia perder aquela oportunidade. Hoje, não perca a oportunidade. Clame a Jesus. Seja curado, seja salvo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Última Ceia.

Texto: Lucas 22. 7 – 20.
INTRODUÇÃO.
Durante a tarde dessa quinta-feira, quando Filipe lembrou ao Mestre sobre a aproximação da Páscoa e perguntou a respeito dos seus planos para essa celebração, ele tinha em mente a ceia de Páscoa que se devia realizar na noite do dia seguinte, sexta-feira. O costume era começar as preparações para a celebração da Páscoa nunca depois do meio-dia do dia anterior. E, já que os judeus consideravam o dia como começando no entardecer, isso significava que a ceia do sábado de Páscoa seria celebrada na sexta-feira à noite, um pouco antes da meia-noite.
Os apóstolos ficaram, portanto, inteiramente sem entender o anúncio do Mestre de que eles iriam celebrar a Páscoa um dia antes. E pensaram ao menos alguns deles, que ele sabia que seria preso antes do momento da ceia da Páscoa, na noite de sexta-feira, e que por isso estava convidando-os para uma ceia especial nessa quinta-feira à noite. Outros pensaram que essa seria meramente uma ocasião especial que devia preceder a celebração corriqueira da Páscoa.
Os apóstolos sabiam que Jesus tinha celebrado outras Páscoas sem o cordeiro; eles sabiam que ele não participava pessoalmente de qualquer serviço de sacrifício do sistema judeu. Por várias vezes ele tinha partilhado do cordeiro pascal como um convidado, mas sempre, quando ele era o anfitrião, nenhum cordeiro era servido. Não teria sido uma grande surpresa para os apóstolos verem o cordeiro suprimido mesmo na noite de Páscoa e, posto que essa ceia estivesse sendo celebrada um dia antes, a ausência de um cordeiro passou despercebida.
Após receber os cumprimentos de boas-vindas, dados pelo pai e pela mãe de João Marcos, os apóstolos foram imediatamente para a sala de cima, enquanto Jesus permanecia embaixo para falar com a família Marcos.
Combinou-se de antemão que o Mestre iria celebrar essa ocasião apenas com os seus doze apóstolos; e, portanto, nenhum serviçal foi chamado para servi-los.

domingo, 24 de julho de 2011

As quatro estações espirituais na vida do cristão

Texto: Cantares 2.11-13

A HISTÓRIA

O mundo inteiro não era digno do dia em que este sublime Cântico foi dado a Israel. Assim expressou o “rabino” judeu Akiba, que viveu no primeiro século da Era Comum, a sua admiração pelo Cântico de Salomão.

O título do livro é uma forma abreviada das primeiras palavras: “O cântico superlativo, que é de Salomão”. No texto hebraico, é literalmente o “Cântico dos cânticos”, denotando excelência superlativa, similar à expressão “os céus dos céus” para os mais altos céus. (Dt.10:14) Não se trata de uma coleção de cânticos, mas de um só cântico, “um cântico de extrema perfeição, um dos melhores que já existiram ou que foram escritos”.

O grande Rei Salomão, glorioso em sabedoria, forte em poder e deslumbrante no brilho da sua riqueza material, que suscitou até mesmo a admiração da rainha de Sabá, não conseguiu impressionar uma jovem simples do interior por quem se enamorou.

Por causa da constância de seu amor por um jovem pastor, o rei não teve êxito. Portanto, o livro bem poderia ser chamado de “O Cântico do Amor Frustrado de Salomão”.

Deus o inspirou a compor este cântico para o proveito dos leitores da Bíblia das eras futuras. Ele o escreveu em Jerusalém. Talvez isso se tenha dado por volta de 960 a.C., alguns anos depois de terminar a construção do templo. Na época em que escreveu esse cântico, Salomão tinha “sessenta rainhas e oitenta concubinas”, ao passo que no fim do seu reinado possuía “setecentas esposas, princesas, e trezentas concubinas”.

Conteúdo do cântico de Salomão.

A matéria do livro é apresentada na forma de uma série de conversas. Há constante mudança de personagens. As pessoas que desempenham o papel das partes faladas são Salomão, rei de Jerusalém, um pastor, sua amada sulamita, os irmãos dela, as damas da corte “filhas de Jerusalém”  e as mulheres de Jerusalém “filhas de Sião”. (Ct.1:5-7; 3:5,11) São identificadas por aquilo que elas próprias dizem ou pelas palavras dirigidas a elas. O drama se desenrola perto de Suném, ou Sulém, onde Salomão está acampado com sua comitiva da corte. Expressa um tema comovente — o amor de uma jovem camponesa, da aldeia de Suném, pelo seu companheiro pastor.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Crescendo em meios às crises.

Texto: Hc. 1:2, Hc. 2:1 e Hc. 3:2.


Introdução.

O livro do Profeta Habacuque é breve, mas perturbadoramente atual. Ele trata de política internacional, opressão econômica, violação dos direitos humanos, violência brutal na guerra e decadência moral e religiosa. Ele nos fala também da soberania de Deus e o avivamento espiritual. Podemos observar e comparar as grandes tensões políticas, sociais, econômicas, morais e espirituais da atualidade ao examinar a mensagem deste livro.

Podemos observar o livro do Profeta Habacuque e fazer um diagnóstico dos nossos dias:

1- O profeta tira uma radiografia do tempo em que vivemos, e esmiúça as entranhas da nossa geração. Ele vê o mundo com os olhos de Deus e interpreta a vida pela ótica do Criador. Habacuque começa sua profecia com choro, e a termina cantando. O que produziu a mudança em seu coração? A certeza da soberania de Deus na história em na vida de seu povo.

2- A coragem do Profeta – Habacuque tem a coragem de abrir o coração para Deus e de fazer perguntas que chegam a nos constranger. Ele questiona a situação moral e espiritual do seu povo e depois os métodos de Deus. Mas, somente quando ele se colocou na torre de vigia pela fé, seu coração se aquietou e começou a cantar quando percebeu que Deus é o soberano absoluto do universo.

3- A esperança de um tempo novo depois do vale escuro – Habacuque termina a sua profecia com louvor e pedindo avivamento a Deus. O profeta nos ensina que as rédeas da história estão nas mãos de Deus, informando que Deus está assentado no alto e sublime trono e governa a vida do seu povo.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Trajetória de um vencedor

Texto: II Reis 5. 1-13.
Introdução.

Vemos a história de um homem que podia dizer que tinha de tudo; prestigio dinheiro, fama, e tudo que uma pessoa normal sonharia em ter. Era herói de guerra, sua farda estava cheia de condecorações por seus atos de bravura, seu nome ocupava as manchetes de todos os jornais da época. Talvez somente com essas informações já fosse suficiente para entender a quantidade de barreiras e preconceitos que esse homem teve que enfrentar para chegar aonde chegou. Porém era leproso, um grande sucesso para o público, e um imenso fracasso pessoal.

Agora o que é essa doença?

A lepra é uma doença transmissível causada por uma bactéria, afeta na maioria dos casos a pele e os nervos. Ela progride lentamente com uma média de um período de incubação de 3 anos. A principal característica de alguém que possui essa doença é a perda da sensibilidade ao calor, e muitas vezes a mutilação de partes do corpo. Hoje existem remédios que podem trazer a cura desde que diagnosticada em seu começo.

Agora, trazemos essa doença para o âmbito espiritual.

Naamã é a simbologia do estado espiritual de muitos crentes. No mundo espiritual a lepra representa o pecado. Assim como a doença física causa a morte, o pecado causa a morte espiritual que futuramente leva a morte física.

Vamos analisar os sintomas da lepra e preste atenção se você ou alguém que você conhece não está com os mesmos sintomas de lepra.

1. Perda da sensibilidade ao calor. Não sente mais a presença de Deus, o fogo e a paixão de Deus não ardem mais. Por mais que Deus faça, não sentimos mais nada, tornamos insensíveis. (Ex. 32.7-11)

2. Manchas no corpo. O pecado já esta tão impregnada na pele, aquilo que alguns anos atrás eram abomináveis para nós, hoje se tornou coisa normal do mundo. (Ez. 43.8)

3. Torna-se uma doença transmissível. Já estamos tão insensíveis para as coisas de Deus, que a única que nos resta a fazer e transmitir meu veneno a outras pessoas. (Rm. 12.5-5)

4. Mutilação das partes importantes do corpo. Quando tornamos insensíveis e contagiosos, vemos que parte do corpo de Cristo começa a ser afetada por nossa causa. (I Co. 12.12-27)


domingo, 11 de julho de 2010

Não a crise que Deus não possa reverter.

Texto: Jó 42. 10 – 12 a.

INTRODUÇÃO


O livro de Jó e muito comentado tanto por cristãos como por não cristãos, pois, aparentemente, trata apenas do sofrimento e da injustiça do sofrimento. Outros conhecem Jó apenas a sua paciência, e ainda há os que ressaltam o fato de que, assim como foi com Jó, também nós, após passarmos por sofrimento, seremos abençoados abundantemente por Deus.

Todo esse processo de sofrimento evidência os arraigados conceitos de bem e de mal, e a consequente recompensa:

a) Recebe-se o bem de Deus quando se faz o bem;

b) Recebe-se o mal quando se faz o mal.

Esse conceito estava absolutamente de acordo com a “antiga aliança”, mas hoje, sob a “nova aliança”, podemos desfrutar o fato de que Cristo já morreu por nós, então, no momento em que nele cremos, Ele passou a habitar em nós. Desse modo, não há mais como viver de acordo com os conceitos de bem e mal, de certo e errado, mas viver pela vida de Cristo em nosso interior.

No entanto, muitos cristãos, por desconhecerem o significado profundo da “nova aliança”, não compreendem o alcance do livro de Jó.

Não podemos afirmar que Jó tenha sido um personagem histórico, mas o fato é que sua história faz parte da Palavra de Deus, e por essa razão, traz-nos importantes lições espirituais.

Cremos que os relatos em Jó tenham ocorrido entre 2.000 e 1.500 a.C, na época de Abraão.

Seu nome significa “odiado” ou “perseguido”, ao contrário de muito que afirmam que seu nome significa “voltado para Deus”, mas a questão não é esta.

Vivemos dias em que praticamente tudo à nossa volta opera para gerar desesperança e incredulidade. É fato que a quase totalidade das instituições (políticas, financeiras, educacionais, familiares, religiosas etc.) tem agido de modo a deflagrar ou consolidar ações roubadoras da fé e da esperança na vida de muitas pessoas. Há um sentimento de descrédito permeando a vida de muitos e a expectativa de melhora ou mudança fica cada vez mais distante de seus corações.

Quando se frustra a esperança de que o bem e o bom se manifestarão, surge o natural encadeamento de anomalias na alma da pessoa, tais como incredulidade, desânimo, negligência, desistência, morte. Parece que o pincel da incredulidade, com a tinta da desesperança, está pintando, na vida de muitos, cenas de frustração, desânimo, desistência e morte na tela da família, dos sonhos, do ministério, da cidade, do estado, da nação, das finanças etc. Muitos até pedem orações pelas mudanças, mas já foram mordidos pela incredulidade e desesperança, mostrando um terrível formalismo religioso, vazio de fé e esperança. Pedem a Deus e o que efetivamente não esperam receber.





quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Síndrome de Gafanhoto

Texto: Números 13.33.


Introdução.


A Palavra do Senhor contêm histórias de diversas pessoas que serviram a Deus. Essas pessoas podem ser vistas como “heróis ou heroínas”, príncipes e princesas, não porque foram perfeitas, mas porque tiveram fé. Todas eram pessoas comuns, falhas, porém obedeceram ao chamado de Deus durante uma época de obscuridade espiritual, no tempo e na cultura em que viveram. Por isso, a Bíblia honra cada uma dessas pessoas pela perseverança e fé na caminhada com o Pai. Nos dias de hoje, o Senhor deseja o mesmo; encontrar verdadeiros adoradores, homens e mulheres que sejam receptores e transmissores da graça dele. A fé em Cristo pode transformar gafanhotos em príncipes e princesas, em “heróis e heroínas” admiráveis.


Em Efésios 1:3 diz que: “O Senhor já tem nos abençoado com toda a sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais.” O Senhor já vinha preparando para o seu povo uma terra que, por mais linda que você possa imaginar que ela fosse, era ainda gloriosa. Era uma terra saturada da bênção e do favor do Senhor, uma terra cujo título já descrevia a abundância: era uma terra que manava leite e mel. Era vontade de Deus que todos os que saíram do Egito pudessem tomar posse e desfrutar daquelas bênçãos, mas, dos que saíram apenas dois, Josué e Calebe, tiveram o privilégio de entrarem na terra. Vejamos em Números, capítulo 13, versos 25 ao 33: