segunda-feira, 11 de maio de 2026

Escolhido não tem escolha!

 Texto – Jeremias 1: 1;4 a 10; 17 a 19.

Introdução

    Quero nesta noite enfatizar que aqueles chamados e escolhidos por Deus para um proposito especifico não tem escolha de fugir de sua missão e dos propósitos de Deus, pois o chamado divino prevalece sobre a nossa vontade pessoal.

    Vou usar como tema desta mensagem “ Escolhido não tem escolha! ”

    Você provavelmente já ouviu falar e também já se fez esta pergunta em nosso tema. Na verdade, a escolha do Deus Vivo é evidenciada em Jeremias 1.5: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e às nações te dei por profeta. ” A decisão divina antecede nossa própria existência, estabelecendo um propósito eterno pela sua presciência.

João 15:16 -  “Vocês não me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi para que vão e deem fruto, e para que o fruto de vocês permaneça. Ora, assim como o Pai me ama, eu também os amo. Permaneçam no meu amor. ”

    Jesus diz aos seus discípulos que não foram eles que o escolheram, mas ele os escolheu. Essa escolha não é baseada em nossos méritos ou habilidades, mas na graça e no amor de Deus por nós. Ele nos escolheu para dar fruto, para vivermos em comunhão com Ele e para fazermos diferença no mundo ao nosso redor.

    Assim como os discípulos receberam um chamado especial para seguir a Jesus e espalhar o Evangelho, Deus também nos chamou para um propósito específico em nossas vidas.

    Quando Deus nos escolhe, Ele nos capacita e nos guia através do Seu Espírito Santo. Mesmo que às vezes sintamos medo ou incerteza, podemos confiar que Ele estará conosco em cada passo do caminho.

    No entanto, precisamos reconhecer que quando somos escolhidos por Deus, nossa resposta é uma entrega voluntária à Sua vontade. Um escolhido não tem escolha, no sentido de que não podemos fugir do chamado de Deus sobre nossas vidas. Podemos lutar contra Ele, resistir à Sua voz, mas no final, sua vontade prevalecerá.

    E o melhor de tudo, os planos de Deus são maiores e os seus sonhos melhores do que os nossos. Por isso, a melhor escolha é escolher viver como escolhido. Sua felicidade não está em seus planos, mas sim em realizar a vontade de Deus.

    Portanto, abrace o chamado de Deus sobre sua vida. Confie na Sua graça e na Sua orientação. Cumpra o propósito para qual Ele te escolheu. Não tema, pois o mesmo Deus que o escolheu também o ama e o acompanhará em cada passo do caminho.

Portanto baseia-se na ideia de obediência, responsabilidade e renúncia, onde o escolhido deve servir onde Deus determinar.

1 - Vivendo o propósito de Deus. 

    O escolhido não pode fugir do que Deus preparou; a escolha divina antecede a existência e estabelece um propósito eterno.

    Quero nesta noite usar o Profeta Jeremias como referência da nossa mensagem. Jeremias nasceu de uma família de sacerdotes, cresceu em uma aldeia chamada Anatote, que ficava a poucos quilômetros de Jerusalém. Quando tinha 20 anos, recebeu a chamada profética, e seu ministério durou aproximadamente 40 anos em (626 – 586 a.C.) abrangendo o reinado de Josias, seus 3 filhos e seu neto.

    Quando olhamos para o Profeta Jeremias, temos a nitidez que ser escolhido não é um privilégio para o conforto, mas uma responsabilidade de ser luz, pregar e servir em qualquer lugar, seja no trabalho ou no ministério. Implica abrir mão do controle próprio e aceitar a vontade de Deus, mesmo sob pressão, dor ou dificuldades para cumprir o chamado. Apesar de "não ter escolha", o escolhido é fortalecido por Deus, que dá ânimo para seguir em frente e cumprir sua missão até o final. Essa mensagem destaca que o chamado é um decreto divino, não uma opção, e exige entrega total.

2 - O Sofrimento de Jeremias

    Quando olhamos para história de Jeremias, conhecido como profeta chorão, podemos analisar que angustias e sofrimento enfrentou? Neste momento a proposta é fazer um levantamento sobre quais sofrimento que o afligiram durante seu trabalho como escolhido de Deus. São dores e dificuldades de diversos tipos e consequências.

            2.1 Crise de Identidade – Jeremias na sua jornada espiritual e pessoal em diferentes momentos e situações surgiram crise de identidade, levando os escolhidos a questionarem seu verdadeiro eu, levando-o refletir experiências pessoais que enfatizam a necessidade de conhecer a própria identidade de Deus, e como isso e fundamental para enfrentar os desafios da vida.

⁶ Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.

Mas quem nunca pensou em desistir? Deixar tudo para lá, principalmente quando as portas se fecham. Afinal somos seres humanos. Mas é aí que lembramos que somos escolhidos, e que fazemos parte de um propósito divino. Os momentos de desafios servem ao propósito de Deus para te mudar de fase, tirar você da zona de conforto e então te fazer crescer como ser humano e no propósito divino para sua vida.

2.2 Crise de Escassez – No capitulo 2 Jeremias aborda as dificuldades e limitações emocionais e financeiras que surge ao longo da jornada. A escassez pode ser um teste de fé e resiliência, e como é possível ver a prosperidade sob uma nova perspectiva, mesmo em tempo difíceis, Jeremias compartilha métodos de lidar com a escassez, destacando a importância da gratidão e da confiança em Deus.

⁷ E eu vos introduzi numa terra fértil, para comerdes o seu fruto e o seu bem; mas quando nela entrastes contaminastes a minha terra, e da minha herança fizestes uma abominação.

²¹ Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? 

Devemos estar abertos ao novo sem deixar nossos princípios e valores. Será que nós já tomamos conhecimento daquela afirmação de que somos “a média das cinco pessoas com quem mais convive? ” Pense nas cinco pessoas com as quais nós mais convivemos. Dê uma nota para cada uma, de zero a dez. Some as cinco notas e dívida por cinco. O resultado é a nossa nota. Se a nota está muito baixa devemos mudar de ambiente.

Então o que nós estamos plantando hoje para ter resultados diferentes nos próximos anos? Quem planta todos os anos a mesma coisa, sempre vai colher a mesma coisa. Se todos os anos nós plantarmos melancia, não espere colher laranja no próximo ano. Agora traga para o mundo espiritual, nós estamos plantando o que?

Mude de estratégia se for o caso. A inteligência emocional também é uma chave muito importante que nós não podemos esquecer. Por diversas vezes nas escrituras sagradas encontramos a expressão “Não temas! ”. Se as escrituras dizem isso, porque vamos temer? Tudo que o Deus todo poderoso promete ele cumpre em nossas vidas.

            Diante das dificuldades, a Palavra de Deus oferece consolo. Isaías 41.10 assegura: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra da minha justiça”. O servo escolhido pode confiar na fidelidade do Senhor.

            2.3 Crise de obediência – Jeremias em seu ministério profético o foco foi trazer o povo a obediência a Deus. Deus havia tirado do Egito e dado a eles uma terra maravilhosa, mas se esquecerem de Deus e começaram a adorarem outro deus e a corromper as leis de Deus. A desobediência às diretrizes, divinas pode nos afastar do nosso proposito e as consequências disso trazem destruição a nós mesmos e a nossos familiares. A Ideal central será que obedecer a vontade de Deus muitas vezes requer coragem e sacrifícios, e que esses momentos de crise podem levar a um crescimento significativo.

    Consequência da Desobediência: A pregação frequentemente utiliza o exemplo de Jonas para alertar que tentar fugir do propósito divino traz consequências, pois Deus pode usar pressões para levar o escolhido ao arrependimento e obediência.

    A promessa "se obedecerdes, comereis o melhor desta terra" baseia-se em Isaías 1:19, indicando que a obediência a Deus traz prosperidade, proteção e frutos abundantes. Essa promessa é condicional: o desejo de obedecer e a ação de ouvir a Deus precedem o desfrutar do "melhor". A rebeldia, por outro lado, traz consequências contrárias, como a destruição

                                                                Isaías 1:19

Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.

 Jeremias 7:23

Entretanto, Eu lhes ordenei o seguinte: Escutai a minha voz povo meu! Eis que Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo. Andai em todo caminho que Eu vos oriento para que tudo de bom vos ocorra.

 Jeremias 11:4-7

que ordenei a vossos antepassados no dia em que os libertei da terra do Egito, da fornalha de fundição de ferro e lhes dei esta palavra: ‘Ouvi a minha voz e fazei tudo de acordo com o que vos ordeno; assim sereis o meu povo, e Eu serei o vosso Deus.…

Esse é um grande desafio para nossa geração. Você acha que um escolhido tem escolha? Que essa indagação ecoe como um lembrete de que, no chamado de Deus encontramos propósito e plenitude. Animemo-nos uns aos outros, renovando a confiança no Senhor e no ministério que ele nos confiou, pois é na escolha divina que descobrimos a verdadeira liberdade e alegria que se sobrepõe às circunstâncias.

2.4 Crise de Rejeição – Jeremias experimentou a dor da rejeição, tanto em relacionamentos pessoais quando na busca pelo proposito divino, A rejeição pode causar feridas profundas, e próprio profeta compartilha conosco mesmo que em tempo de rejeições o Deus Todo Poderoso está conosco, e mediante a nossa fé e a compreensão incondicional do amor de Deus, ele nos mostra que a rejeição pode, paradoxalmente, ser uma porta para novos recomeços.

Mesmo diante da rejeição o profeta questionou a Deus, pensando em desistir do seu chamado, mas Deus o consolou a seguir avante diante de suas promessas.

Jeremias 1:18,19 

¹⁸ Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra.

¹⁹ E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar.

Embora temos o livre agencia, há algo que nos prende: o chamado de Deus sobre nossas vidas. Quando Deus nos escolhe, Ele nos capacita e nos envia para um propósito maior do que nós mesmos.

2.5 – Crise de Isolamento – A solidão e o isolamento podem ser armadilhas perigosas na vida de um escolhido. O isolamento pode afetar a nossa comunicação com Deus e com os outros. Devemos buscar formas de reconstruir laços e de buscar apoio na igreja, enfatizando a importância do apoio da comunidade, ou seja, dos irmãos no caminho para o proposito divino.

Ouve momentos que o profeta foi isolado, advertido severamente e colocado em uma cisterna, mas Deus não abandona um escolhido, Deus preparou alguém para dar livramento necessário a Jeremias.

Jeremias foi lançado em uma cisterna com lodo no pátio da guarda por ordem de príncipes de Judá, buscando silenciar suas profecias de rendição aos babilônios (Jr 38:1-6). Sem água, mas com lama, o profeta afundou e enfrentou fome, sendo resgatado por Ebede-Meleque, um oficial etíope, com autorização do rei Zedequias (Jr 38:7-13). O rei permitiu que 30 homens retirassem Jeremias. Ebede-Meleque usou trapos e roupas velhas para proteger as axilas de Jeremias das cordas durante a retirada.

Após o resgate, Jeremias permaneceu no pátio da guarda até a queda de Jerusalém. O episódio é frequentemente citado como um exemplo de fidelidade a Deus em meio à perseguição e "fundo do poço".

Deus é como este artista. Alguns o veem como um pai amoroso que não faria dano a ninguém; outros o percebem como um Deus que estabelece justiça, castigo.

2.6 Crise de Orgulho – O orgulho pode ser um entrave em nossa jornada espiritual, dificultando a humildade e a obediência a Deus. É um obstáculo significativo na jornada espiritual. Como o orgulho pode nos impedir se sermos humildes e obedientes a Deus. A momentos que devemos deixar orgulho de lado para que nossa transformação possa acontecer. Reflexões sobre humildade e sua importância nas relações pessoais e espirituais estarão em pauta.

O livro de Jeremias, particularmente no capítulo 13, aborda o orgulho como o pecado central de Judá e Jerusalém, descrevendo-o como um "grande orgulho" e um "orgulho desmedido" que levou à teimosia, idolatria e desobediência a Deus. Deus, através de uma metáfora com um cinto de linho, compara o orgulho de Judá a algo que apodreceu e tornou-se inútil. O profeta Jeremias expressa profunda tristeza, prometendo chorar secretamente por causa dessa arrogância que resultaria no cativeiro do povo.

Como escolhido por Deus precisamos viver de forma diferente, por isso precisamos abandonar o pecado para que assim possamos crescer espiritualmente. O crescimento espiritual vem por meio da ruptura com práticas de pecaminosas que marcaram nossa vida antes de nosso encontro com Cristo. Vivíamos uma vida vazia e fútil. Éramos escravos de nossas paixões.

Andávamos num caminho de escuridão. Agora somos novas criaturas em Cristo e fomos gerados pela Palavra; não podemos mais continuar andando na prática dos mesmos pecados.

2.7 Crise de Proposito – Por fim, o profeta Jeremias se debruça sobre a busca pelo proposito de vida que Deus tem para cada um de nós. Como a crise pode mudar nossa percepção sobre o nosso propósito, levando a uma reavaliação do que realmente importa e como encontrar e viver o proposito divino, encorajamento a não desistir de suas jornadas.

O episódio do vaso quebrado relatada no capitulo 18 é praticamente uma mensagem comunicada num paralelo simbólico, em que o relacionamento de Deus com Judá é comparado ao relacionamento do oleiro com o barro. Enquanto o oleiro dava forma a um vaso de barro, este estragou-se em suas mãos. Então ele amassou o barro de novo e refez como bem pareceu.

O apóstolo Paulo tinha a ideia correta de Deus: “considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus” (Rm 11.22). No conto mencionado, o barro moldado representa os eleitos e o bloco sem forma os reprovados.

“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado”. 

    Se bem que a misericórdia de Deus não poderia manifestar-se sem a existência de pecadores, tão pouco o justo juízo de Deus poderia igualmente se evidenciar sem a existência de condenados. Devemos amar e temer a nosso Deus a misericórdia e a justiça divinas se completam; não se contradizem e dependem uma da outra.

Conclusão

A pregação sobre "o escolhido não tem escolha" enfatiza que aqueles chamados por Deus para um propósito específico não têm a opção de fugir de sua missão, pois o chamado divino prevalece sobre a vontade pessoal. Baseia-se na ideia de obediência, responsabilidade e renúncia, onde o escolhido deve servir onde Deus determinar. 

 

Principais Temas da Pregação:

· Propósito acima da Vontade: O escolhido não pode fugir do que Deus preparou; a escolha divina antecede a existência e estabelece um propósito eterno.

· Responsabilidade e Serviço: Ser escolhido não é um privilégio para o conforto, mas uma responsabilidade de ser luz, pregar e servir em qualquer lugar, seja no trabalho ou no ministério.

· Renúncia ao Controle: Implica abrir mão do controle próprio e aceitar a vontade de Deus, mesmo sob pressão, dor ou dificuldades (como Jonas), para cumprir o chamado.

· Consequência da Desobediência: A pregação frequentemente utiliza o exemplo de Jonas para alertar que tentar fugir do propósito divino traz consequências, pois Deus pode usar pressões para levar o escolhido ao arrependimento e obediência.

· Confiança e Força: Apesar de "não ter escolha", o escolhido é fortalecido por Deus, que dá ânimo para seguir em frente e cumprir sua missão até o final. 

· Essa mensagem destaca que o chamado é um decreto divino, não uma opção, e exige entrega total.

 Oração

Amado Deus, obrigado por me escolher e me chamar para um propósito maior em minha vida. Ajuda-me a render-me completamente à Tua vontade e a confiar na Tua orientação. Capacita-me pelo poder do Teu Espírito Santo para viver uma vida que dê fruto para o Teu Reino. Que eu possa permanecer firmemente ancorado no Teu amor e na Tua graça. Em nome de Jesus, Amém.

Manual de Sobrevivência para Crises Profundas

Texto: Mateus 26: 36-46. 

O momento de Jesus no Getsêmani (Monte das Oliveiras) é um dos relatos mais intensos das Escrituras, revelando uma vulnerabilidade divina que serve de mapa para a resiliência humana.

Os relatos nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas sobre a agonia de Jesus no Getsêmani é um dos momentos mais profundos do Novo Testamento. Mais de que “segredos”, as três orações revelam um processo de preparação espiritual e submissão voluntária.

A passagem de Jesus no Getsêmani é um dos relatos mais profundo sobre como gerenciar uma crise aguda – emocional, mental e espiritual. O padrão de Oração de Jesus não foi apenas uma repetição de palavras, mas um processo de “Metamorfose da vontade”.

Diante de uma angústia que levou ao limite físico e emocional, Ele estabeleceu o que podemos de Chamar de um Manual de Sobrevivência para Crises Profundas.

 

Introdução

Aqui estão os 7 padrões extraídos desses textos, organizados para aplicação pratica:

 

1 O Padrão da Vulnerabilidade Seletiva ou isolamento estratégico.

Jesus não tentou resolver a crise no meio da multidão, nem mesmo com todos os discípulos próximos. Ele selecionou um círculo íntimo (Pedro, Tiago e João) e, depois, isolou-se totalmente.

            *Ação – Ele levou o grupo maior, mas escolheu apenas três amigos íntimos para estarem mais perto.

            *Aplicação – Em crises profundas, você não precisa “postar” sua dor para o mundo, mas também não deve se isolar totalmente. Escolha seu “círculo de confiança” – pessoas que aguentam o peso da sua vulnerabilidade sem te julgar.

            *Na vida – Em crises profundas, você precisa de filtros. Nem todos têm maturidade para carregar o peso da sua dor. Escolha dois ou três confidentes de guerra, mas entenda que a decisão final e o confronto com a dor acontecem no seu isolamento com Deus. A crise exige silêncio externo para a voz interna seja ouvida.

 

2 O Padrão da Honestidade Brutal diante de Deus. (1º Oração)

Jesus não começou a oração com frases religiosas de efeito. Ele foi direto a dor. Jesus começou expondo Sua Humanidade: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice”. Ele não usou a religiosidade para esconder o pavor. Ele deu nome à dor

            * Ação – Ele disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte”. Jesus não camuflou Sua dor com “positividade tóxica”. Ele expressou exatamente o que sentia. O padrão ensinado é que a oração na crise deve ser honesta; admitir o esgotamento é o primeiro passo para receber o fortalecimento divino.

            * Aplicação – O primeiro passo para vencer uma crise é parar de fingir que está tudo bem. Identifique a emoção real (medo, exaustão, Injustiça). Deus e a sua própria saúde mental exigem a verdade, não a “positividade tóxica”.

*Na Vida – Não tente ser “espiritual” demais a ponto de negar a realidade. Se está doendo, diga que dói. Se você quer que a crise acabe, peça Ele para acabar. O padrão aqui é a “vulnerabilidade”. Deus não trabalha com máscaras; Ele responde à verdade do coração.

 

3 O Padrão da “Vontade Alinhada ou da Persistência e do Processamento ”.

A escada da entrega.

As três orações mostram uma evolução da aceitação. Na primeira, Ele pede para o cálice passar. Na segunda e terceira, o foco muda para a execução da vontade do Pai.

            *Ação – O uso da conjunção “Contudo”. Ele apresenta o seu desejo, mas submete esse desejo a um proposito maior: “Contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres”.

            *Aplicação – Em uma crise, tendemos a lutar contra a realidade. O padrão de Jesus nos ensina a pedir o que queremos, mas manter as mãos abertas para aceitar o que é necessário par o nosso crescimento ou para um bem maior.

            * Na vida – Muitas vezes desistimos na primeira oração porque não sentimos um “alívio” imediato. A crise profunda requer “processamento”. Repetir a busca não é falta de fé, é o tempo necessário para que a sua mente entenda o que o espírito já sabe. É o “suar sangue” até que a ansiedade dê lugar a paz.

            Em Lucas 22:41 – Ele se ajoelhou; enquanto em Mateus 26:39 – Ele prostrou-se com o rosto em terra. Em crises, o padrão é a rendição da soberba; reconhecer que o controle não está em nossas mãos, mas nas mãos de Deus.

 

4 O Padrão do Equilíbrio entre a Oração e Vigilância ou da Rendição Progressiva.

A petição específica o desejo do Coração. (A 3ª Oração)

Jesus alternava entre o momento da oração (espiritual) e o retorno aos discípulos (social e prático).  Note a mudança sutil. Na primeira oração, Ele pede para o cálice passar. Na última, a ênfase muda totalmente: “Faça a Tua vontade”. Jesus para focar no “Cálice – a crise” e foca no Pai “o proposito”. Jesus foi direto ao ponto: Ele pediu para que fosse evitado, se possível.

            *Ação – Mateus e Marcos relatam que Jesus orou a mesma coisa três vezes, ele voltava e conferia seus amigos e retornava à oração. Ele alertou: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”. Grandes crises não se resolvem com uma única conversa ou um único pensamento positivo. É necessário um processo cíclico de reflexão e busca por respostas até que a alma se acalme. 

            *Aplicação – Na crise, a espiritualidade é essencial, mas a vigilância prática também. Não adianta orar por um emprego se você não “vigiar” (atualizar o currículo) e não adianta apenas trabalhar se você não “orar” (cuidar do espírito).

            * Na vida – O ponto de virada da sua crise não será quando o problema sumir, mas quando a sua vontade se alinhar à vontade de Deus. A crise nos “forja” quando pararmos de lutar “contra” a circunstância e começamos a perguntar: “ O que deve ser formado em mim através disso? ”.

 

5 O Padrão da Aceitação Ativa ou a Submissão da Vontade. (O Eixo Central)

Jesus após a sua terceira oração, Ele não foge; Ele se levanta. Esse é ponto de virada entre a oração humana e a adoração espiritual. Jesus alinha Seu desejo ao proposito maior. Mateus 26:36 “ Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” O padrão para vencer a crise é o abandono. É entender que a vontade de Deus pode não ser o fim da dor, mas é o caminho para vitória eterna.

            *Ação – Ele diz: “ Levantai-vos, vamo-nos; eis que é chegado o que me trai”. A oração não mudou o destino (a cruz), mas mudou a postura de Jesus diante dos discípulos. Ele entrou no jardim angustiado, mas saiu de lá decidido.

            *Aplicação – Chega um momento em que a análise e a oração devem dar lugar à ação. Encare o que precisa ser encarado com a força que você adquiriu no processo de reflexão.

            * Na vida – Após expressar sua vontade, aceite a realidade, a paz em meio à crise não vem de ter controle das circunstancias, mas de confiar que existem proposito maior atravessando aquela dor. Jesus moveu o foco do seu desejo pessoal para o proposito maior.

 

6 O padrão da Vigilância contra a Auto-sabotagem

Jesus advertiu: Marcos 14:38. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”; o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Ele sabia da que a exaustão da crise nos torna vulneráveis a decisões impulsivas e fuga da realidade.

            *Ação – O relato da agonia de Jesus oferece um estudo psicológico e espiritual profundo sobre a Auto-sabotagem. O padrão da vigilância apresentado por Jesus serve como antidoto para a tendência humana de ceder ao alivio imediato em vez de focar no proposito a longo prazo.

            *Aplicação – No texto. A auto-sabotagem manifesta-se através da sonolência física e emocional em que deveríamos estar em alerta. A “vigilância” aqui não é apenas ficar acordado, mas manter a presença intencional, reconhecendo a dualidade que Jesus expõe o conflito interno “Espirito vs. Carne”. A auto-sabotagem ocorre quando permitimos que as necessidades impulsivas da “carne” (conforto, medo, preguiça) governem as decisões do “espirito” (metas, valores, missão).

            * Na vida – para aplicar o padrão da auto-sabotagem hoje, podemos seguir estes passos práticos:

            1 - Vigiar o Estado Mental – Identificando quando você está “adormecido” (procrastinando, fugindo de responsabilidades por medo ou cansaço)

            2 -  Aceitar a Fraqueza – Admitir que “a carne é fraca”. Não subestime sua capacidade de falhar; crie sistemas que dificultem o erro em vez de confiar na força de vontade.

            3 - Dividir o fardo – Jesus chamou Pedro, Tiago e João para perto. No dia a dia ter parceiros de guerra, ajuda a manter o foco quando você tende a desistir.

            4 - Persistência no retorno – Se você “dormiu” (errou, falhou) não desista. Jesus voltou três vezes. A vigilância é um exercício de retornar ao proposito logo após a falha.

 

7 O Padrão da Aceitação Ativa e Movimento. Fortalecimento para ação.

A crise exige que batemos na porta repetidamente até que o nosso coração encontre o equilíbrio entre a angustia e a aceitação. Esses padrões mostram que Jesus não usou a oração para mudar os planos de Deus, mas para mudar a Si mesmo em relação à circunstância, transformando o pavor da morte na coragem da entrega.

            *Ação – Em Lucas 22:43, um anjo aparece para fortalecê-lo. Logo após, Ele levantou e disse: É chegado o que me trai. O padrão final é a oração; na crise não serve para nos anestesiar, mas para nos dar a coragem necessária para caminhar em direção ao que deve ser feito.

            *Aplicação – Chega um momento em que a análise e a oração devem dar lugar a ação. Encare o que precisa ser encarado com força que adquiriu no processo da reflexão.

            * Na vida – Na crise, cuide da mente e do seu corpo. A exaustão pode fazer você desistir antes da hora ou agir por impulso trazendo grave consequência elevando o nível da crise. As orações serviram para alinhar Sua vontade humana perfeitamente com a vontade do Pai. O Getsêmani (que significa prensa de aceite) foi o lugar onde Ele foi “prensado” até que sobrasse apenas a obediência.

Conclusão

A conclusão dos ensinamentos extraídos do momento de Jesus no Getsêmani revela que o enfrentamento de uma crise profunda não é um evento único, mas um processo de metamorfose da vontade.

Em resumo, os padrões apresentados indicam que:

·        A crise exige honestidade e suporte: O fortalecimento começa ao abandonar a "positividade tóxica", admitindo a dor real diante de Deus e selecionando um círculo íntimo de confiança para compartilhar o fardo.

·        Oração como alinhamento, não fuga: O objetivo da busca espiritual não é necessariamente mudar as circunstâncias ou o destino, mas transformar a postura de quem sofre, movendo o foco do "cálice" (o problema) para o "Pai" (o propósito).

·        Equilíbrio entre o espiritual e o prático: A superação requer a união da vigilância contra a auto-sabotagem com a oração persistente, entendendo que a exaustão pode gerar decisões impulsivas.

·        Da aceitação ao movimento: O desfecho de todo o processo de processamento da dor deve ser a aceitação ativa. Após ser fortalecido internamente, é necessário levantar-se e encarar a realidade com a coragem adquirida na reflexão.

Portanto, o "Manual de Sobrevivência" do Getsêmani ensina que a paz não vem do controle das situações, mas da confiança em um propósito maior que atravessa a dor.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Você tem a marca da promessa...

Graça e Paz!

“Em quem também vós estais depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.” (Efésios 1:13-14)

Nesta noite quero falar das promessas de Deus, Ele nos marcou com muitas, pois na bíblia existem 8.000 promessas para nossa vida, e que só depende de nós buscarmos, saiba que Deus te escolheu e Ele tem um propósito para sua  vida, Ele sempre tem algo preparado para o  teu coração, pois até mesmo antes sermos gerados no ventre materno  Ele já nos conhecia. Salmo 139

Quero dar um tema para a mensagem.  – Você tem a marca da promessa?

Introdução

Mas o que é promessa?

A promessa vem do verbo prometer, e significa  obrigar-se a fazer alguma coisa; dar esperança; compromisso, e o nosso Deus fala e faz, pois a bíblia diz que Deus não é homem, para que minta nem filho de homem para que se arrependa; porventura, diria Ele e não faria? Ou falaria Ele e não confirmaria? Eis que recebi mandado de abençoar; pois Ele tem abençoado, e eu não posso revogar. Num 23:19-20.

Há uma canção que diz assim: “Mas quem vai apagar o selo que há em mim, a Marca da Promessa, que Ele me fez, e quem vai impedir se decidido estou, pois Ele prometeu, é Fiel pra cumprir, o Meu Deus, nunca falhará, eu sei que chegará minha vez, minha sorte Ele mudará, diante dos meus olhos…”.

Existem marcas que a vida nos deixa, que jamais serão apagadas. Conheço pessoas que perderam um filho em acidente de carro, e a dor e o vazio deixados por este trauma somente é superado pela graça, pelo amor e pela misericórdia do Senhor.

Paulo, pelo Espirito Santo, escreveu aos crentes de Éfeso dizendo que eles estavam em Cristo e haviam recebido um selo, ou seja, uma marca. Uma marca que Jesus havia antes prometido, portanto, a marca da promessa. Marca esta que consiste na presença gloriosa do Espirito de Deus que Cristo, nos seus, fez habitar.

Nos dias em que estamos vivendo, dias em que a teologia da prosperidade material está em voga no meio do povo de Deus, quando se fala em “Marca da promessa”, a maioria logo pensa em um carro novo, em uma casa luxuosa ou em muito dinheiro no banco. Mas a marca da promessa de Deus nas nossas vidas é algo muito superior a tudo isto, é o melhor que Deus poderia dar aos seus filhos, e Jesus falou sobre isto: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:13). Melhor e mais valioso do que qualquer riqueza deste mundo é a presença do Espírito Santo habitando em nós, nos guiando em toda a verdade de Deus.

Deus amou de uma forma profunda a todos os seres humanos que ele criou, tanto que deu o seu filho unigênito para morrer por cada um deles. Sendo assim, ele deseja muito marcar a todos com o seu Espirito Santo prometido. Porém, o Senhor não é intruso, por isso ele precisa da autorização de cada um de nós para vir em nós habitar. Mas de que maneira podemos lhe dar esta autorização? Dando ouvidos a sua palavra. Crendo verdadeiramente no seu santo evangelho.

Veja que Paulo disse àqueles crestes que eles estavam em Cristo, mas isto só ocorreu, diz ele: “depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação”. E como uma consequência natural do crer neste evangelho, eles receberam também a marca do Espirito santo: “tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” Esta marca, portanto, é para aquele que crê no evangelho e o coloca em prática em sua vida!

Além de ser a marca da promessa de Deus em nossas vidas, a palavra também diz aqui que o Espirito Santo é o “penhor da nossa herança”. Penhor fala de garantia, nos tempos bíblicos era comum que quando alguém fizesse uma promessa a outrem ele lhe desse algo como garantia de que cumpriria a sua palavra. Deus também fez assim conosco, ele nos prometeu a salvação e a vida eterna através da fé em seu filho Jesus, mas ele não nos deixou apenas com a promessa, como garantia de que a vai cumprir, ele nos deu o seu Espírito como penhor para habitar em nós.

Se o Espírito é a marca que Deus colocou em nós como garantia e penhor da nossa herança eterna, certamente devemos cuidar para jamais perdermos a sua presença, caso contrário, perderemos também o direito a nossa herança. Certa vez Davi foi repreendido por causa de um pecado grave que cometeu, então, ele se arrependeu e escreveu um cântico em forma de oração falando do seu temor em perder a presença do Espirito Santo, o que punha em risco a alegria da sua salvação: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação...”(Salmos 51:11-12)

 Assim como Davi, nós também temos que zelar para que, através dos nossos pecados, não venhamos a causar tristeza no Espírito Santo que em nós habita. Pois é através da presença dele que estamos marcados para sermos salvos e redimidos por Cristo: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” (Efésios 4:30)

Fugindo do pecado, para não causar tristeza ao Santo Espírito, mantendo assim comigo a garantia da minha herança na glória.

sábado, 2 de setembro de 2017

Salmos 23: Estudo Devocional

I - Introdução

IMAGINE esta cena: As tropas filisteias enfrentam o exército de Israel. Golias, um gigante filisteu, é o desafiante. Um jovem, armado apenas de uma funda e pedras, corre ao seu encontro. Uma pedra certeira perfura o crânio do gigante e mata-o. Quem era esse jovem? Davi, um pastor que ganhou essa extraordinária vitória com a ajuda de Deus. — 1 Samuel, capítulo 17.

Com o tempo, esse jovem tornou-se rei de Israel, governando por 40 anos. Ele era um bom harpista, e compôs muitas poesias sob inspiração divina. Davi escreveu também mais de 70 belos salmos que são fonte de muito encorajamento e orientação para o povo de Deus hoje. O mais bem conhecido desses é o Salmos 23.

Acerca da relação do Salmo 23 com o salmo precedente e o subsequente, veja os comentários introdutórios do Salmo 22. Nenhuma parte das Escrituras, com a possível exceção da Oração do Pai Nosso, é mais conhecida do que “O Salmo do Pastor”. Sua beleza literária e percepção espiritual são insuperáveis. Como observa Taylor: “Ao longo dos séculos esse salmo tem conquistado um lugar supremo na literatura religiosa do mundo. Todos que o leem, independentemente de idade, raça ou circunstâncias, encon­tram na beleza pacífica dos seus pensamentos uma amplitude e profundidade de percep­ção espiritual que satisfaz e domina a alma. Ele pertence à classe de salmos que exalam confiança e segurança no Senhor [...]. Aqui o salmista não apresenta um prefácio de queixas acerca das dores de enfermidades ou da traição dos inimigos, mas inicia e termi­na com palavras de gratidão pela bondade eterna do Senhor”.

Oesterley também escreve: “Esse breve e seleto salmo, provavelmente o mais conhe­cido de todos os salmos, relata de alguém cuja confiança sublime em Deus lhe trouxe paz e contentamento. O relacionamento íntimo com Deus sentido pelo salmista é expresso por duas figuras representando o Pastor protetor e o Anfitrião amoroso. A breve referên­cia aos inimigos indica que ele não estava livre da maldade e intenção perversa de pesso­as do seu povo, mas a menção delas é superficial. Diferentemente de tantos outros salmistas que são vítimas de inimigos inescrupulosos e que acabam exteriorizando sua amargura de espírito, esse servo fiel de Deus tem somente palavras de reconhecimento e gratidão pela bondade divina. Todo o salmo exala o espírito de calma, paz e contenta­mento, decorrentes de sua fé em Deus, que o torna um dos mais inspiradores do Saltério”.”


II - Significado de Salmos 23

O Salmo 23 é um salmo de fé. Em seis versículos, desenvolve-se o único tema do primeiro versículo. Davi não teme nem se preocupa, pois o Senhor é o seu Pastor. Este salmo de fé apresenta duas faces de Davi. Por um lado, ele é a ovelha cujo Pastor é o Senhor. Ao mesmo tempo, uma das descrições de realeza mais comuns na Antiguidade era a do pastor. Neste sentido, Davi, como rei, era pastor do rebanho de Israel. Isso quer dizer que o Salmo 23 também é um salmo real. Embora não contenha a palavra rei, descreve o que significa ser um bom governante. Sobretudo, fala profeticamente de Jesus. Ele é o Bom Pastor, em quem o rebanho confia (Jo 10); e é o Rei, cujo mandato perfeito será instituído (Lc 23.2,3; Ap 17.14). O salmo possui dois momentos: (1) descrição do Senhor como o Pastor que cuida de toda necessidade do salmista (v. 1-4); (2) descrição do Senhor como o Pastor que estende Sua misericórdia a todos (v. 5, 6).

23.1 — O Senhor é o meu pastor. As metáforas que Davi usa para falar de Deus provêm de sua própria vida e vivência. Ele fora pastor quando jovem (1 Sm 16.19).

23.2 — Qualquer perturbação ou intruso assusta as ovelhas. São animais muito medrosos, que não conseguem deitar-se a não ser que se sintam totalmente seguros. Verdes pastos. Davi emprega uma linguagem eloquente para exprimir como visualiza o grande zelo que Deus tem para com Seu povo. Águas tranquilas. As ovelhas receiam os rios turbulentos. Mas podem ficar sossegadas porque Deus as supre com águas tranquilas.

23.3 — Refrigera a minha alma. Deus refrigera o Seu povo com Sua voz tranquilizadora e Seu toque gentil. Por isso, as ovelhas conhecem seu Pastor e são por Ele conhecidas (Jo 10.14). Por amor de seu nome. Os atos amorosos do Pastor provêm de Sua natureza.

23.4 — Vale da sombra da morte pode significar qualquer situação de aflição em nossa vida. A consciência de nossa própria mortalidade costuma se destacar quando da doença, provação ou dificuldade. Mas o Senhor, nosso Protetor, pode nos guiar em meio a esses vales sinistros e complexos até a vida eterna junto a Ele. Não há por que temer o poder da morte (1 Cr 15.25-27). Tu estás comigo. O Bom Pastor está conosco mesmo nas situações que pareçam mais complicadas e angustiantes. A tua vara e o teu cajado. Os pastores da Antiguidade usavam a vara e o cajado para resgatar, proteger e guiar as ovelhas. Assim, se tornaram símbolos do amoroso zelo do bom Pastor sobre Seu rebanho. As ovelhas não ficam sós; o pastor está constantemente a seu lado, orientando-as para local seguro — assim também o Senhor paira sempre sobre nós a nos proteger.

23.5 — Uma mesa perante mim. A providência de Deus é tão abundante que é como se Ele nos tivesse preparado um banquete. Unges. No antigo Oriente Médio, o convidado de honra de um banquete costumava ser ungido com azeite de oliva perfumado. O meu cálice. A providência de Deus é tão exuberante quanto o vinho oferecido a um convidado por um anfitrião amplamente generoso. O lauto tratamento dado aos convidados é uma amostra do zelo que Deus tem pelo Seu povo.

23.6 — O uso tanto de bondade quanto de misericórdia para descrever o amor leal de Deus intensifica o sentido de ambas as palavras. O que o salmista destaca no versículo 5 é a abundante misericórdia de Deus — Seu amor imerecido por nós. O verbo hebraico seguir refere-se aqui a um animal caçando. Quando o Senhor é nosso Pastor, em vez de sermos perseguidos por feras selvagens, somos seguidos pelo Seu amor. Na casa do Senhor por longos dias. A promessa de Deus aos israelitas não era somente do usufruto desta vida na terra prometida (Sl 6.1 -3); mas valia também para o usufruto total de vida eterna em Sua abençoada presença (Sl 16.9-11; 17.15; 49.15

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Você deve uma resposta a Deus?

ORDEM

O profeta Jonas recebe uma ordem de Deus (uma palavra pessoal revelada), para ir a Nínive e pregar contra ela, dizer que sua maldade havia chegado ao Céu, e se não houvesse um profundo arrependimento, a destruição seria inevitável.

Jonas, porém, faz um caminho oposto à ordem divina, e toma um navio para Társis na Espanha, fugindo assim da determinação de Deus. É interessante que o Espírito Santo fez questão de usar a palavra “fugir”, várias vezes no livro ( Jn.1:3,4:2).

Se o Senhor fez questão de registrar a fuga de Jonas, alguma coisa Ele nos queria revelar, pois Deus não faz nada sem propósito. Na verdade, o profeta tornou-se um fugitivo em relação a Deus.

Vamos ver então, que exemplo ele nos legou, observando as características de uma pessoa que está fugindo de Deus.

1) ELE SE OMITE

É interessante notar que Jonas, ao receber a ordem divina, não disse nem sim nem não. Ele simplesmente fugiu para outro lugar. Deus esperava uma resposta dele, e ele fica em silêncio, e ao fugir, ele se omite.

As ações divinas em relação ao homem, exige uma resposta imediata a Deus. O Senhor entenderia perfeitamente se Jonas dissesse não. Ele imediatamente levantaria outro profeta. O que Deus reprovou, foi à atitude do profeta de simplesmente fugir, sem lhe dar nenhuma resposta.

NA OBRA DE DEUS, É MELHOR ERRAR POR AÇÃO DO QUE POR OMISSÃO, QUANTO À VONTADE DIVINA!

Tem muita gente sofrendo hoje por que carregam consigo o estigma de fugitivo. Deus espera deles uma resposta (nem que seja negativa, pois Ele respeita o livre arbítrio do homem), e vivem fugindo, protelando a decisão, pois tem medo de dizer um “não” à Deus.

Deus entenderá o seu “não”, o que Deus não aceita mais é essa sua omissão em relação à resposta, essa sua vida de fuga em relação ao querer divino.

Na parábola dos talentos, Jesus deixou isso bem claro. O maior erro do que recebeu apenas um talento, foi não Ter usado aquele que recebeu. Ele subestimou aquela oportunidade e pagou caro por isso.

Seria bem mais simples ele dizer ao dono dos talentos que não queria, que desse a outra pessoa o talento, do que tê-lo escondido na terra, deixando-o sem uso durante muito tempo (Mt.25:19). Seu maior erro foi à omissão. Querido irmão, a omissão é um pecado que custa caro ao ser humano. Isso para Deus é uma fuga. Quer você queria ou não. Deus exige desprendimento. Deus espera um sim ou não. O que não dá mais é ficar postergando e protelando a Decisão. Saiba que você pode estar atrasando o plano e o trabalhar de Deus em sua vida.

Verdades Ocultas na Parábola do Filho Pródigo!

Introdução 

A Parábola do Filho Pródigo é realmente uma bela e profunda parábola, mas Jesus não a apresentou para ser uma espécie de resumo do que seja a vida cristã, mas para ilustrar uma parte do que significa esta vida. Podemos afirma que existem Verdades Ocultas na Parábola do Filho Pródigo

Por exemplo: ela não faz qualquer alusão à expiação do pecado pelo sangue de Cristo, mas sabemos que foi esta expiação que possibilitou que o pai, que representa Deus na parábola, corresse para o filho e pudesse perdoá-lo e recebê-lo para estar reconciliado com ele, apesar de toda a sua dívida de faltas e pecados cometidos contra o seu pai.

Fazer, portanto, desta parábola um resumo de todo o cristianismo é incorrer em grande erro, porque o amor de Deus pelos pecadores perdidos não se fundamenta em mero sentimento ou emoção. Seu amor se funda na eleição incondicional na qual não conta qualquer mérito da nossa parte.

O pai não recebeu o filho pelo fato de reconhecer que havia algo de valor no rapaz, ou então porque houvesse da sua parte bons atos praticados no passado que deveriam ser recompensados com o seu acolhimento. Ele fora filho no coração do pai antes mesmo de ter sido criado, mas importava que esta filiação se confirmasse pelo arrependimento e busca do pai para compartilhar da sua intimidade. Isto a parábola revela, ainda que não de modo direto.

Esta verdade está ali nela contida, sublinhada com a declaração do pai de que o pródigo se achava morto e perdido, antes de retornar ao lar.

E o que permitiu o seu acolhimento foi o arrependimento e fé na bondade e misericórdia do seu pai. Outro ponto essencial do cristianismo que não é citado nesta parábola é a ação do Espírito Santo na nossa conversão e transformação, e o esforço empreendido por Deus na sua busca incansável dos perdidos. Por isso, temos nas duas outras parábolas que nosso Senhor apresentou na mesma ocasião (Ovelha Perdida e Drama Perdida), o esforço anteriormente citado.

Sem o todo da revelação que temos em outras partes das Escrituras, e caso nosso Senhor tivesse contado a Parábola do Filho Pródigo para ser um resumo do cristianismo, o que não é o caso.

Nós poderíamos afirmar que se alguém está afastado de Deus, por sua própria iniciativa, como foi o caso do pródigo, então estaríamos autorizados a não fazer qualquer esforço com nossas orações intercessoras, e outros meios, para trazer o perdido de volta à vida.

Todavia, sabemos claramente que não temos nenhuma autorização das Escrituras para adotarmos este tipo de comportamento.

Por isso o propósito da parábola é exatamente o de demonstrar que há grande alegria no céu pela conversão dos pecadores, e que Deus está plenamente disposto a receber todos os perdidos que vierem a Ele em busca de reconciliação.

A parábola tem este grande objetivo de incentivar os pecadores a buscarem refúgio em Deus, com plena confiança de que não serão rejeitados.

Nosso Senhor havia afirmado em outra ocasião que não rejeitaria a qualquer pessoa que viesse a Ele em busca de salvação, e que jamais a lançaria fora.

Nada e ninguém poderão impedir que o pai recebesse o filho no lar celestial, nem mesmo os que tentarem impedi-lo sob a alegação de estarem servindo a Deus fielmente, como se destaca na parábola no procedimento do irmão mais velho do pródigo. Um pecador pode ser muito vil para toda e qualquer outra coisa, mas ele não pode ser muito vil para a salvação. Estas verdades podem ser vistas de modo muito claro na Parábola do Filho Pródigo.