Palavra do Comentarista
A origem do pecado na história da raça humana foi à desobediência a
Deus. Adão no Jardim do Éden transgrediu voluntariamente dando ouvidos à
insinuação da serpente, de que, se comesse do fruto proibido tornar-se-ia igual
a Deus. Através deste ato Adão abriu a porta de acesso ao pecado no mundo.
Consequentemente trouxe para si e para a humanidade a natureza sombria do
pecado, seus efeitos nocivos e males terríveis, a morte. Deus na sua sublime
misericórdia amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho, seu unigênito, para
que todo o que nEle crer tenha a vida eterna. O próprio Deus, por amor,
providenciou um plano de escape. Jesus Cristo morreu em nosso favor quando
ainda éramos pecadores. Deus tornou pecador por nós Aquele que não tinha nenhum
pecado, para que nEle tornássemos a justiça de Deus. Deus realizou uma obra
perfeita de libertação para nós. Ofereceu um remidor, um substituto que pudesse
levar sobre si o nosso pecado. Salvador prometido desde a fundação do mundo.
Onésimo Paula Silva
Seminarista FABAT
Seminário do Sul – Rio de Janeiro
Dados do Comentarista
Membro 1ª Igreja Batista São Carlos – SP; bacharel em Administração de Empresas, escritor e professor da EBD, Líder Ministério de Homens de Coragem da PIBSC
Lição 01
O Principio da Criação
Texto Áureo
“Todas
as coisas foram feitas por ele, e sem ele, nada do que foi feito se fez”. Jo 1.3
Verdade Aplicada
A
criação de todas as coisas não foi obra do acaso. Foi vontade absoluta do
Criador, partiu dEle como uma graça especial.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender a
origem da criação.
Ø
Destacar o
ensinamento bíblico sobre a criação.
Ø
Reconhecer que
Deus existe por si mesmo, pois Ele é a fonte da vida.
Glossário
Magnificência – Qualidade de Magnificente.
Magnificente
– Liberal, Esplêndido, Suntuoso,
Grandioso.
Transcendente – Que transcende; superior; Mundo elevado.
Hinos
Sugeridos
Ø
41, 124 e 396
Textos de Referência
Gn 1.1 – No princípio criou Deus os céus e a
terra.
Gn 1.2 – A
terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito
de Deus pairava sobre a face das águas.
Is 45.12 –
Eu fiz a terra, e criei o homem. As minhas mãos estenderam os céus, e a todos
os seus exércitos dei as minhas ordens.
Is 45.18 – Pois
assim diz o Senhor que criou os céus, ele é Deus; foi ele que formou a terra, e
a fez, ele a estabeleceu; ele não a criou para ser vazia, mas que fosse
habitada. Diz ele: Eu sou o Senhor, e não há outro.
Is 40.29 – Não
sabes? Não ouviste? O Senhor é o eterno Deus, o Criador dos fins da terra. Ele
não se cansa nem se fadiga, e não há quem esquadrinhe o seu entendimento.
Leituras complementares
Segunda Terça Quarta
Gn 1.1
Gn 2.7 Sl 90.2
Quinta
Sexta Sábado
Is 43.7 Zc 12.1
Ap. 4.11
Esboço da Lição
Introdução.
1. A Soberania de Deus.
2. Porque Deus criou?
3. Cenário Histórico de Gênesis.
4. O Princípio da Criação.
Conclusão.
Introdução
Gênesis é o primeiro livro da
Bíblia. No grego a palavra “Gênesis”
significa “origem”, “nascimento”, “criação”. Gênesis é o nome dado pela Septuaginta, ao passo que seu
título no original hebraico “Bereshith”
que se traduz por “No princípio”. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria
é atribuída, a Moisés. Gênesis narra
a história da criação do Universo, não como teoria, mas como “DEUS” o Supremo Criador de todas as
coisas. O assunto é importante e ensina verdades fundamentais que a vida não é
obra do acaso e sim criação de Deus.
1. A Soberania
de Deus
Define-se
a Soberania de Deus como o exercício de Sua supremacia. Deus é o Ser supremo e
independente. Somente Ele, em todo o universo, tem o direito e o poder de fazer
absolutamente o que Lhe agrada. Não há perigo de Deus perder Seu trono, nem
precisa da permissão de ninguém para reinar. Ele é o único que tem o direito de
agir para Sua própria glória. A soberania de Deus significa que Ele faz o que
Lhe agrada. Ele até faz com que a ira do homem O louve, e aquele que não O
louva, Ele não permite. Sl 76:10.
Gênesis 1.1 é o primeiro versículo da
Bíblia, é o ponto de partida. Nele encontramos o Deus Soberano, tal
perspectiva, mostra seu domínio, reino e regência.
1.1– Domínio
Domínio
é transcendente, ele não somente mostra todo universo, mas inclui toda a
criação. Deus tem controle sobre tudo de acordo com Sua vontade e para o louvor
de Sua glória. Jó 25. 2; 38.33; Dn 7.14; 1 Pe 4.11
1.2 – Reino
Reino
é exercido pelo seu poder, por sua vontade, sua palavra e suas obras. Pelo seu
poder de governar, Deus de forma criativa, decide e estabelece seus desígnios.
Pela sua palavra, Ele fala e a criação passa existir, e o seu Espírito
demonstra o seu poder ilimitado. Sl 22.28; Dn 4.17
1.3 – Regência
Regência
esta na sua preexistência e santidade para governar com autoridade. Ele estava
lá antes da criação, “No princípio”. Assim, como Criador, Ele merece ser
Soberano. Todo o poder e autoridade emanam dEle. Ef 1. 19 – 21; Ap 19.1
2. Porque Deus Criou?
Voltarie pensador francês afirma: “Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo”. Com
seu estilo irreverente, mostra-nos a necessidade de um Ser Criador; sem Ele
nada seria possível. Deus não criou o Universo por necessidade ou por acaso. A
criação partiu como um ato livre da parte de Deus. Sl 115.3; 135.6
2.1– A pessoa do Criador
A
revelação de Deus é tão clara e objetiva, que podemos declarar que há um
Criador soberano no Universo capaz de criar todas as coisas.
Deus é Criador
- Todas as coisas foram criadas por Deus. Negar a existência de um plano
elaborado e executado pelo Criador é negar a própria lógica do Universo
estudada pela Ciência. Gn 1.1; Jr 10.12; Pv 3.19,20
Criador
onipotente – Significa que Deus é
perfeito em poder. O poder de Deus não admite nenhuma restrição ou limitação. Que
pode tudo; Que tem poder ilimitado; Todo Poderoso. Ser superior, capaz de
dirigir todas as coisas existentes. Jó 42.2 . Is 40.21 -
28; 42.5; Jr 27.5
Criador onipresente – Significa que Deus está em todos os lugares, em todos os
momentos. Seu centro está em toda parte. Sua circunferência não está em lugar
nenhum. Jr 23.23,24
Criador onipresente – Significa que Deus é perfeito em conhecimento; Ele sabe
tudo. Ele tem conhecimento perfeito de tudo aquilo que vai acontecer entre as
famílias humanas e as nações. Is 46.9, 10
Deus
criou o Universo pelo seu próprio poder.
2.2 – Métodos da
Criação
Criou Deus – No original hebraico
são usados três vocábulos para descrever os atos da criação no livro de
Gênesis.
1.
Barah – Deus
usa o verbo “criar” do hebraico “Barah” algo invisível, metafísico,
abstrato, algo que não pode ser visto. Gn 1. 1, 21, 27
2.
Asah – Significa “fazer”.
Já o verbo asah tem
significado de “criar a partir de alguma
coisa”. Gn 1.3
3.
Yatzar – Significa “formar, construir, preparar, edificar”.
A ideia é que Deus construiu algo a partir de matérias pré-existentes. Gn 2.7
3.
Cenário
Histórico de Gênesis
Quero ser
cuidadoso ao abordarmos o primeiro capítulo de Gênesis. À medida que estudamos
o livro de Gênesis, parece-me que nós, evangélicos, temos cometido grandes
erros na maneira como interpretamos Gênesis nos últimos anos. Esses erros
consistem frente ao ataque da evolução ateísta, da religião comparativa e da
crítica literária. Falhamos ao estudar Gênesis dentro do seu contexto
histórico.
O autor de
Gênesis não escreveu o relato da criação para a ciência, física, astronomia,
etc., apenas ele incentiva-nos a ver o relato do Criador por detrás dEle.
Gênesis foi escrito para o povo de Deus, não para os descrentes.
Há
diversas interpretações para os três primeiros versículos de Gênesis 1.
Abordaremos as três interpretações mais populares sustentadas por nós
evangélicos.
3.1 – A Teoria da Recriação
1ª
Interpretação – Esta opinião sustenta que Gênesis 1:1 descreve a
criação original da terra, anterior à queda de Satanás. Em consequência da
queda de Satanás a terra perdeu seu estado original de beleza e glória e se
encontrou no estado de caos de Gênesis 1:2. Essa “lacuna” entre os versos 1 e 2
não só ajuda a explicar o ensino a respeito da queda de Satanás, mas também
permite um considerável período de tempo, o qual ajuda a harmonizar o relato da
criação com as modernas teorias científicas. Esta teoria sofre de uma série de
dificuldades. Is 14.12-15; Ez 28.12
3.2 – A Teoria do Caos Inicial
2ª Interpretação – Brevemente, esta
opinião sustenta que o verso um seria uma frase introdutória independente. O
verso 2 descreveria o estado da criação inicial como sem forma e vazia. Em
outras palavras, o universo é como um bloco bruto antes do escultor começar a
moldá-lo. A criação não está em mau estado em consequência de alguma queda
catastrófica, mas em seu estado informe inicial, como um monte de barro nas
mãos do oleiro. Os versos 3 e seguintes começam a descrever o trabalho de Deus transformando-a
do caos no cosmos.
3.3 – A Teoria do Caos Pre-Criação.
3ª Interpretação
– Nesta opinião o
verso 1 ou é entendido como uma oração independente “Quando Deus começou a criar...” ou como um enunciado introdutório
independente e resumido “No princípio
criou Deus...”. Sustentada pelo Dr. Waltke.
O relato da criação resumido no verso 1 começa
no verso 2. Esta “criação” não é “ex nihilo” (do nada), mas por causa das
coisas existentes no verso 2. De onde isto vem não é explicado nesses versos.
Em consequência, esta opinião sustenta que o estado caótico não ocorre entre os
versos 1 e 2, mas antes do verso 1 numa época não especificada. A origem
absoluta da matéria é, então, não o objeto da “criação” de Gênesis 1, mas apenas o princípio relativo do mundo e
da civilização como a conhecemos hoje.
4.
O princípio da Criação
Moisés,
no livro de Gênesis descreve de maneira harmoniosa a ação divina que se
estendeu por seis dias na criação.
4.1 – Primeiro dia
Deus
criou a luz cósmica. Como bom arquiteto, começou pela iluminação do seu campo
de ação. Pelo poder da sua Palavra fez aparecer a Luz Cósmica. Trouxe as
existências, às coisas não vistas. O universo estava debaixo da escuridão
total, fez o Criador surgir à luz. Ainda não é a luz solar, mas sim a luz
cósmica presente no espaço sideral. Gn 1. 3 -5.
4.2 – Segundo dia
Deus criou
o firmamento. Abóbada celeste no qual aparecem as estrelas; céu. Foi a
separação da matéria gasosa. Refere-se à grande camada universal onde o Sol, A
Lua e as estrelas localizam. Gn 1. 6 – 8
4.3 – Terceiro dia
Deus criou terra firme, mar e vegetação.
Fez a separação das águas, ordenou o aparecimento da terra seca e a terra
produziu vegetação. Gn 1. 9 -13
4.4 – Quarto dia
Deus criou o Sol, a lua e as estrelas. Organizou o
sistema solar. O Sol para governar o dia e a lua para governar a noite. A
partir do quarto dia tudo estava pronto para a sobrevivência animal. Gn 1. 14
-19
4.5 – Quinto dia
Deus criou a fauna marinha e as aves.
Deus ordenou que as águas produzissem animais de todas as variedades; répteis
de alma vivente, aves, grande e pequenos animais aquáticos conforme a sua
espécie. Gn 1. 20 -23
4.6 – Sexto dia
Deus criou os animais terrestres e o homem. Neste dia
Deus criou três grupos animais distintos: animais domésticos; animais
selvagens; répteis que rastejam todos conforme o seu gênero e espécies. Gn 1. 24,25
Conclusão
A
declaração que Deus é a melhor prova de si mesmo para referendar sua existência
é verdadeira. Por mais cético que somos Deus acha-se patente em todas as
coisas. Rm 1. 19,20
Inspirado
pelo Espírito de Deus, os escritores bíblicos registraram com clareza prova da
existência de Deus como o Supremo Criador.
Portanto esta é a verdade sobre a Origem do Universo de acordo com a
Palavra de Deus.
“Pela fé, entendemos que os mundos, pela
palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito
do que é aparente”. Hb 11.6
Marilyn
Huckey diz: “O mundo invisível é
constantemente descrito na Bíblia como algo constantemente presente em nosso
meio, não como uma realidade distante, mas como algo presente entre nós”.
Questionário
1. Porque
Deus criou o Universo?
R:. A criação partiu como um ato livre da parte de Deus.
2. Quais os
três vocábulos hebraico que descreve o ato da criação?
R:. Barah, Asah, Yatzar.
3.O que
significa a palavra hebraica Barah?
R:. Algo invisível,
metafísico, abstrato, algo que não pode ser visto.
4. Quais as
três interpretações mais populares sustentadas em Gênesis 1.
R:. Teoria da Recriação, Teoria do Caos Inicial, Teoria
do Caos Pre-criação.
5. Qual a
maior prova da existência do Universo?
R:. Deus.
Lição
02
Conhecendo
Deus
Texto
Áureo
“Eu sou o Alfa e o
Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro”. Ap. 22.13
Verdade Aplicada
No decorrer da história
falsos deuses foram criados pelo homem, todavia, o Deus da criação é real, e
não pode ser explicada com base na lógica humana.
Objetivo da Lição
Ø
Saber e
compreender que Deus existe.
Ø
Não existe
preocupação quanto à existência de Deus para a Bíblia.
Ø
Deus existe, e
tem revelado ao homem ao longo da história.
Glossário
Insofismável – argumento
que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras.
Asseidade – atributo divino essencial e fundamental, que consite precisamente
em derivar sua existência de si mesmo.
Paroleiro – Que, ou aquele que diz
parolas, parolador; Mentiroso; Tagarela.
Hinos Sugeridos
Ø
227, 247 e 526
Textos de Referência
Is. 40.21 –
Não Sabeis? Não ouvis? Ou desde o princípio não vos foi notificado isto mesmo?
Ou não atentastes para os fundamentos da terra?
Is. 40.22 – Ele
está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como
gafanhoto.
Is. 40.26 – Levantai
ao alto os vossos olhos: Quem criou todas estas coisas? Aquele que faz sair os
exércitos de estrelas, uma por uma, e as chama pelo nome. Por causa da grandeza
das suas forças, e da fortaleza do seu poder, nenhuma faltará.
Is. 40.29 – Não
sabes? Não ouviste? O Senhor é o eterno Deus, o Criador dos fins da terra. Ele
não se cansa nem se fadiga, e não há quem esquadrinhe o seu entendimento.
Leituras complementares
Segunda Terça
Quarta
Ex 3.
14 Sl 14.1
Sl 19.1
Quinta
Sexta Sábado
Sl 53.1
Hb 11.3
Ap 22.13
Esboço da Lição
Introdução.
1. Origem de Deus.
2. Quem é Deus.
3. A existência de Deus.
4. Motivos para crer em Deus.
Conclusão.
Introdução
Segundo o
comentário de Myer Pearlman, Conhecendo as Doutrinas Bíblicas, “vivemos num
universo cuja imensidão pressupõe um Criador poderoso”. Este Criador é a
garantia da existência do universo. Sem Ele, não existiria o universo. O
conjunto harmonioso deste universo é real e somos testemunhas disso. Portanto o
universo foi criado por Deus. Partindo deste princípio, uma vez que Deus é
criador de todas as coisas, podemos reconhecer, sem duvida, sua soberania sobre
todo o complexo do Universo. Deus Existe!
1. Origem de Deus
A
mais insistente pergunta para a mente humana está ligada à existência de Deus. Deus existe? Como Ele é? De onde Ele veio?
A mente humana, limitada e falível, não pode explicar ou provar a existência de
Deus. A Bíblia Sagrada inicia seus relatos partindo da premissa de que a
existência de Deus é fato insofismável. “No princípio Deus criou os céus e a
terra”. Gn 1.1
1.1
– Deus e a Bíblia
Para a
Bíblia não existe preocupação quanto à prova da existência de Deus. Para Bíblia
Deus sempre existiu e sempre existirá.
“Eu sou o que Sou”. Êx 3.14 O estudo da
Pessoa de Deus assim como Ele revelou a humanidade. Deus poderia permanecer em
silêncio, porém por amor Ele se deu a conhecer aos homens, podendo não somente
saber sobre Ele, mas também ter plena comunhão com o Deus Criador.
1.2
– Deus e o Homem
Nos Salmos
14 e 53, mostra a mesma expressão do ímpio dizendo que “não há Deus”. Podemos
afirmar que a maior loucura que alguém pode cometer e dizer que “não há Deus”.
No entanto
a Bíblia Sagrada despende inúmeras páginas utilizando-se de uma linguagem
elevadíssima sintetizando conheci-mento essencial obre o todo poderoso. Deus
tem manifestado ao homem de várias maneiras ao longo da história de maneira
gloriosa, impossível de ser negada a sua existência através de revelação
natural, pessoal e da obra da criação de todas as coisas.
2. Quem é Deus
Através da
Bíblia Sagrada, Deus criou todas as coisas. Segundo o dicionário da língua
portuguesa “Deus” - Princípio que as religiões consideram superior à natureza;
ser infinito, perfeito, criador do universo. Alguém declarou que Deus é a
melhor prova de si mesmo. É tão obvio a existência de Deus que podemos acha-lo
patentes em todas as coisas. Gn 1.1; Rm 1.19.
Quem é Deus? A melhor definição
encontrada é: “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria,
poder, santidade, justiça, bondade e verdade”. O nome “Deus”, na Bíblia,
expressa mais que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Êx
6.3; Gn 12.8; Dt 28.58
2.1 – Definição
Linguística
A
palavra Deus é a tradução do vocábulo hebraico “elohim”, no grego temos a palavra “theos”. Elohim é a
palavra hebraica utilizada para designar divindades e poderes celestiais, em
especial Deus na Bíblia. Estudiosos e gramáticos judeus e cristãos têm afirmado
que a forma plural, tendo em vista determinados contextos, encerra este
princípio: a existência da Santíssima Trindade.
2.2 – Definição Teológico
Em
nosso Dicionário Teológico, damos a seguinte definição: Ser Supremo, absoluto,
infinito por excelência; criador dos céus e da terra; eterno e imutável;
onipotente, onisciente e onipresente. Deus é Espírito. Ser incriado é a razão
primeira de tudo quanto existe. Gn 1.1; Is. 26.4; Jó 42.2; Sl. 139; Jo 4.24.
3. A existência de Deus
Deus existe? Esta pergunta tem acompanhado o homem durante a sua
existência. O sentimento religioso leva-nos a uma conclusão de que a existência
de Deus é fato real. Deus existe! Ele
é o ponto de partida. Se de um lado disseram os néscios no seu coração: “Não há Deus” Sl 14.1. Por outro lado: “Os céus manifestam a glória de Deus”. Sl
19.1
Deus
também revelou sua existência ainda na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Sendo
Deus, veio ao mundo humanizado, doando sua vida e derramando o seu precioso
sangue em resgate ao mais vil pecador, ressuscitou, apareceu a muitos, subiu ao
céu e assentou adentra de Deus. Fato histórico de que ninguém pode negar. Hb
11.6
3.1 – Sua
existência declarada
A Bíblia
em parte alguma trata demonstrar ou prova a existência de Deus. Porque em toda
a Bíblia subentende-se sua existência. Tal verdade é tão significativa que
podemos afirmar que sem a Bíblia existiria Deus, porém sem Deus não existiria a
Bíblia, uma vez que a Bíblia é o relato magnífico de que Deus é o Ser Supremo,
Criador de todas as coisas.
Em Isaías
14. 12-15 Satanás a mesma serpente que enganou Adão e Eva no Jardim do Éden,
declara a existência de um Deus Soberano. “Eu subirei ao céu, acima das
estrelas de Deus”; “serei semelhante ao Altíssimo”. A expressão, grifo; das
estrelas de Deus e semelhante ao Altíssimo, denota a existência de um Ser
Supremo.
Da mesma
maneira, os reis, profetas, sacerdotes, e servos fiéis nos dizem que conhecem
Deus, e essas declarações pressupõem a existência de Deus. Sl 104; 1 Sm 3
3.2 – Sua
existência provada
Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem Ele,
o Universo não existiria. Todas as coisas foram criadas por Ele, para Ele, e
para a Sua glória.
A
expressão “racional” denota aquilo
que é de razão ou raciocínio e “lógica”
é a ciência que expõem as leis do raciocínio.
Se a
Bíblia não oferece nenhuma demonstração racional e lógica da existência de
Deus, porque faremos esta tentativa?
1.
Se a pessoa não
estiver disposta aceitar a existência de Deus, ela colocará de lado todas e
quaisquer evidências. Lc 16.31
2.
A mente humana jamais
conseguirá provar a existência de Deus. “Desafio você a me provar que Deus
existe”.
Afinal, a
fé é o ponto de partida para crer na existência de Deus. Hb 11. 1 - 3.
Finalmente,
para enriquecer nosso conhecimento acerca de existência de Deus é necessário
ter fé. Essa fé é tão importante que aceitaremos com alegria qualquer fato que
evidenciam a existência de Deus.
4. Motivos para crer em Deus
As obras
de Deus são completamente percebidas na criação do Universo. Inclui-se nesta harmoniosa criação a obra
máxima o homem – coroa de sua criação.
Mediante essas características, encontramos provas que motivam mais a nossa
crença em Deus.
4.1– Prova Asseidade de Deus
A asseidade
de Deus é aquela virtude de Deus de acordo com a qual ele existe de e por si
mesmo, tendo o fundamento e fonte eterna de existir por si mesmo, não sendo
causado ou dependente de nenhum ser fora de si, e sendo, portanto, o ser
absoluto e puro, sem qualquer nexo exigível ou necessário de causalidade e efetividade, e
vem a ser, na compreensão teológica.
Asseidade refere-se ao atributo de Deus
concernente a sua auto-existência. Ex 3.14; Sl 33.11; Is 40.13; Rm 11.34-36; At
17.25; Ef 1.5.
O apóstolo
Paulo quando chegou a Atenas, em quanto esperava, o seu espírito ficou estarrecido
vendo a cidade tão entregue à idolatria. De sorte que discutia nas sinagogas e
nas praças todos os dias com os judeus e gregos devotos. Paulo após observar a
devoção dos atenienses à idolatria apresentou a eles o verdadeiro Deus. Alguns
dos filósofos contendiam com Paulo, dizendo ser paroleiro e pregador de deuses
estranhos, porém Paulo lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. At 17.16
O que
podemos analisar neste texto, na verdade, tanto os visitantes como os
habitantes de Atenas, buscavam incansavelmente novas ideias e conhecimentos que
realmente preenchessem o vazio que sentiam na alma corrompida pelo pecado.
Prova
disso, que Paulo passando e vendo os vossos santuários, achei também um altar
em que estava escrito: “Ao Deus
Desconhecido”. Ora, esse que vós honrais sem conhecer é o eu vos anuncio.
At 17.23
Nos
versículos seguintes vemos a prova sublime da existência de Deus. Paulo
declarou que o Deus verdadeiro não pode ser mensurado pelos homens. Ele é o
Criador de tudo, portanto Ele não é uma ideia, energia, ou qualquer coisa
abstrata. Deus existe! At 17. 24 - 32;
Hb11.6
4.2 – Prova na
criação
A razão
argumenta que o universo não surgiu do acaso, como afirma a falsa teoria da
evolução. Existiu um princípio, ou seja, todo efeito deve ter uma causa.
Considerando o Universo e tudo que nele há, as quais revelam inteligência e
desígnios. É natural questionarmos: “Como
tudo isso se formou?” A pergunta é natural. Nossa mente limitada espera que
todo efeito tenha uma causa. Segundo revelação de Deus ao profeta Isaías, Ele a
formara com a intenção de ser habitada. Concluímos que o desígnio e a formosura
do Universo é obra de um arquiteto dotado de inteligência e sabedoria
suficientes para explicar sua criação.
Esse
argumento é exposto, de modo claro e objeto em Genesis 1.1. “No princípio –
Deus”.
Deus
intervém desde o princípio no Universo, tanto na formação da Terra quanto na
criação do homem.
Conclusão
Deus
infelizmente não pode ser compreendido pelo homem, em face de nossa limitação.
Compreendemos de forma racional e lógica que Deus existe. Ele é o Criador de
todas as coisas. O Universo que vivemos evidência com perfeição que todas as
coisas foram criadas por uma mente suprema, as quais revelam seus propósitos e
desígnios e apontam para um sábio legislador. Esse Ser Que Existe Sempre é
Deus, O Eterno, a causa e a origem de todas as coisas existente neste Universo.
“No princípio, Deus”. Deus existe! Ele é
o ponto de partida. Por toda a Bíblia, há evidências que provam a sua
existência. É o Senhor do Universo que “tanto
amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não
pereça, mas tenha a vida eterna”. “Pois
Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este
fosse salvo por meio dele”. Jo 3.16,17
Questionário
1. Quem é Deus?
R:. A melhor definição encontrada é: “Deus é Espírito,
infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça,
bondade e verdade”.
2. Deus
existe. Por quê?
R:. Sim. Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem
Ele, o Universo não existiria. Todas as coisas foram criadas por Ele, para Ele,
e para a Sua glória.
3. Como Deus
tornou-se conhecido?
R:. Mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo
quanto existe. Ele dá vida, alento, alimento e alegria.
4. A Bíblia
prova a existência de Deus? Cite duas referências bíblicas.
R:. Sim. Sl 104; At 17. 24 - 32
5. Onde
achamos evidências da existência de Deus?
R:. Na criação, na natureza humana e na história humana.
Lição 03
O Amor de Deus
Texto Áureo
“Um
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós,
que também vós uns aos outros vos ameis”. Jo
13.34
Verdade Aplicada
O
amor não é um mero sentimento; é poder de Deus que atua na personalidade
inteira do homem.
Objetivo da Lição
Ø
Explicar o real
sentido do amor como mandamento divino.
Ø
Destacar a
supremacia do amor de Jesus Cristo.
Ø Reconhecer que o amor é uma qualidade da alma, que
leva a pessoa a considerar seus semelhantes.
Glossário
Reciprocidade – Estado, Qualidade
do que é recíproco; Mutua correspondência.
Homogeneidade – significa que num determinado meio, as suas propriedades
mantêm-se em toda a sua extensão.
Imprescindível
– que
não pode faltar; indispensável;
insubstituível.
Hinos Sugeridos
Ø 27, 383 e 545
Textos de
Referência
Mt 22.34 – E os fariseus, ouvindo que ele fizera
emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.
Mt 22.35 – E
um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo.
Mt 22.36 –
Mestre, qual é o grande mandamento da lei?
Mt 22.37 – E
Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a
tua alma, e de todo o teu pensamento.
Mt 22.38 – Este é o primeiro e grande mandamento.
Mt 22.39 – E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o
teu próximo como a ti mesmo.
Mt 22.40 – Desses dois
mandamen-tos dependem toda a lei e os profetas.
Leituras
complementares
Segunda
Terça Quarta
Dt 6.5 I Co 13.13 II
Co 5.14
Quinta Sexta
Sábado
Gl 5.22
Cl 3.14 I
Jo 4. 7-21
Esboço da
Lição
Introdução.
1. Origem e Conceito.
2. Os Tipos de Amor.
3. As Dimensões do Amor.
4. A Excelência do Amor.
Conclusão.
Introdução
A palavra “Amor” resume o caráter de Deus; aparece
na Bíblia 245 vezes na versão Revisada e Atualizada de Almeida e 187 vezes na
versão Revista e Corrigida de Almeida. Esta virtude caracteriza a magnificência
de Deus, foi exatamente por amor que Deus se revelou ao homem tanto no Antigo
Testamento como no Novo Testamento, “Deus
é Amor”. Foi assim que Ele mostrou o seu amor por nós. I Jo 4.8
1. Origem e Conceito
Os sábios gregos foram os primeiros a estudar, de modo sistemático e
cientifico, os fenômenos em que consiste o “Amor”.
1.1
– Origem
O “Amor” é uma
palavra usada para descrever um, se não a maioria, experiências potente
disponível para os seres humanos. The word love
was once *leubh, a word used by the Proto-Indo-Europeans approximately five
thousand years ago to describe care and desire. A palavra “Amor” era uma vez * “leubh”, uma palavra usada pelo “proto-indo-europeus”, cerca de cinco mil
anos atrás para descrever o cuidado e desejo.
When love was
incorporated into Old English as lufu, it had turned into both a noun to
describe, “deep affection” and its offspring verb, “to be very fond of”. Quando o amor foi incorporado como “Lufu” Inglês Arcaico, ele tinha se transformado
em um substantivo para descrever, “profundo
afeto”. Um dos primeiros usos do “Amor”
e sua maior influência foi a religião. Love was
used to describe the benevolence and affection of God, as well as the affectionate
devotion due to God, “God is loue, and hee that dwelleth in loue, dwelleth in
God” (John 4:16).O “Amor” era
usado para descrever o carinho e benevolência de Deus, bem como a devoção
afetuosa devida a Deus: "Deus é
loue, e hee que habita em loue, habita em Deus". A partir deste
significado amplamente reconhecido, o amor começou a ser usado para descrever
positivamente as instâncias de afeto ou atos de bondade. Jo 4.16
(Fonte: The Origin of the Word Love.)
1.2
– Conceito
O “Amor” tem sido um conceito difícil de
definir. O dicionário da língua portuguesa define “Amor”: Atração espontânea e intensa por alguém ou por alguma coisa;
Desvelo, carinho; Objeto do afeto; Pessoa bondosa.
O conceito
mais sublime de “Amor” é a personificação de Deus. A definição mais curta e
objetiva de amor é Deus, ou seja, “Deus é
Amor”.
Podemos
definir “Amor” como a mais “profunda expressão pessoal possível”. O
“Amor” não é mero sentimento; é poder
de Deus que atua na personalidade interna do homem.
2. Os Tipos de Amor
A chave do
amor e do conhecimento de Deus deriva da transmissão dEle para a nossa, então
da nossa para a dEle. Quando lemos João 3.16, vemos que Deus amou a humanidade
como um todo, independente da nossa natureza pecaminosa, portanto que enviou o
seu Filho Unigênito. Nossos pecados e nossa infidelidade entristecem Deus,
todavia não impediram o efeito do seu amor por nós. O Amor de Deus é espontâneo. Jo 15.13; Rm 8.35-39
O amor sob
suas formas ou manifestações não é teoria, mas uma realidade. O amor sob suas
diferentes formas é a maior necessidade do ser humano.
2.1 – Amor Divino
É expressa pela palavra grega “ágape” que significa “amor
abnegado; amor profundo e cons-tante”, como o amor de Deus pela humanidade.
Este amor é o mais sublime, e o mais encontrado em toda a Bíblia, prova disto,
que Deus mostra o seu amor para conosco em Jesus Cristo que morreu por nós. É o
amor capaz amar o próprio inimigo. Jo 3.16; Rm 5.8; Mt 5.44
2.2 – Amor Fraterno
É expressa pelas palavras gregas:
“Philia” que significa “amor fraternal ou bondade fraterna e afeição”.
É o amor social, amor de amigo, de afinidade, patriótico, cívico. É a
necessidade de compartilhar algo com alguém. Envolve afeição, e é o que
chamamos "amizade".
“Storge” que significa “afeto paternal” é o amor familiar, amor natural de pai para os filhos, do tio para o
sobrinho, e vice-versa. Envolve reciprocidade, confiança mútua e homogeneidade.
Esses tipos são essenciais nos
relacionamentos interpessoais, é inferior a ágape, portanto depende de uma
reciprocidade.
2.3 – Amor Físico
É
expresso pela palavra grega “Eros” que representa a parte consciente do amor
que uma pessoa sente por outra. É o amor físico proveniente dos sentidos
naturais, instinto e paixão . É o amor que se liga de forma mais clara à
atração física, normalmente compele as pessoas a terem um relacionamento amoroso. É inferior aos demais, muitas vezes é usado levianamente. Rm. 7. 5, 14; Tt. 3.3; I Co 6.15, 16
3. As Dimensões do Amor
O Amor é um atributo de Deus. Todas as demais
qualidades de Deus são atributos baseado no amor divino. O amor de Deus, que
foi manifestado na vida de Jesus Cristo é um atributo e possui três dimensões:
3.1 – Dimensão vertical
Amor de Deus - Amar a Deus é nosso maior dever e privilégio. Como
fazer isso? De todo o nosso coração, alma, força e entendimento! A palavra
coração refere-se ao homem interior, envolvendo espírito e alma. Devemos amar a
Deus com toda a plenitude de nosso ser, acima de tudo. Dt 6.5; 30.16; Sl 18.1
De que forma devemos amar a Deus? Amar a
Deus com toda essência do Ser; Amar a Deus com amor retributivo; Amar a Deus
guardando os seus mandamentos; Amar a Deus amando nossos semelhantes. Dt 5.6;
Jo 3.16; 15.10; I Jo 5.3; I Jo 4.20, 21
3.2 – Dimensão horizontal
Amor ao próximo – “Mas amarás o
teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. Não conseguiremos amar nosso
semelhante, sem primeiro amar a Deus. Paulo nos exorta e explica a necessidade
do amor, no entanto, ele nos traz doze características essenciais ao amor. A
saber:
1.
É sofredor –
Ele sofre por alguém, sem ressentimento;
2.
É benigno –
Ele compadece com seu irmão que tanto lhe fizeram mal;
3.
Não é invejoso
– Ele nunca age por ciúmes, malícia ou mau humor;
4.
Não é leviano
– Ele não age, julga, procede com seu irmão com irresponsabilidade.
5.
Não é soberbo
– Ele não age com arrogância e orgulho;
6.
Não é indecente
– Ele nunca envergonha, desonra fere e humilha seu irmão;
7.
Não busca seu interesse – Ele não é cobiçoso, egoísta avarento, não busca seu
próprio interesse;
8.
Não se irrita
– Ele mantém sobre controle, mesmo quando tudo dá errado.
9.
Não suspeita mal – Ele não guarda desconfiança, ressentimento, rancor, sempre perdoa.
10. Não folga com
a injustiça – Ele não folga com o
mal, ou infortúnio do seu irmão.
11. Folga com a
verdade – Ele esta sempre do lado da
verdade, mesmo quanto isto traz certo desconforto.
12. Tudo sofre,
tudo crê, tudo espera, e tudo suporta
– Ele por amor defende, confia, persevera e tolera o seu irmão frente as
injustiças. I Co 13. 1- 13
Devemos sempre amar o nosso próximo como
a nós mesmo, assim como Deus nos amou. “Ele
amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. É mandamento divino. Ef
5.25; Rm 13.8;
3.3 – Dimensão interior
Amor a si mesmo – Pode parecer estranho, mas o amor ágape inclui amar
a si mesmo. O amor a si mesmo reflete o amor de Deus por nós. Este amor
leva-nos a preocuparmo-nos com o “eu
espiritual”, e a buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça,
reconhecendo ser a vida eterna mais importante do que nossa existência aqui na
terra. O cristão que ama a si mesmo com o amor verdadeiro ágape não só cuidará
de suas necessidades pessoais, mas também permitirá que o Espírito Santo
desenvolva o seu caráter em nós. Mt 6. 33; I Co 6.19
4. Excelência do amor
O amor é uma disposição de caráter que
leva a pessoa a considerar seus semelhantes com estima, respeito, justiça e
compaixão. O amor é obviamente exemplificado por Jesus Cristo e praticado pelos
seus servos, sentimento inspirado pelo Espírito Santo. Foi por amor que Deus
enviou o seu Filho ao mundo. O amor é o resumo da Lei e Deus. O amor é a
finalidade dos mandamentos. O amor é uma das evidências da regeneração. O amor,
em suma, é a essência do Cristianismo. Hb 1. 1 -11
4.1– O amor é imprescindível
Por que a Bíblia afirma que o amor é imprescindível? Sem amor nada tem
importância, uma vez que todas as coisas se anulam pela ausência dele. Deus é
Amor! Aprendemos que o “Amor” é usado para descrever o carinho e benevolência de Deus. O apóstolo João mostra com clareza este amor.
Foi um amor sem reserva, amor sacrificial.
4.2 – A natureza do amor em nós
O amor deve ser constante na vida do
cristão, de acordo com os desígnios de Deus.
Paulo na carta aos Romanos, afirma que
somente em Jesus Cristo é que o amor de Deus foi plenamente manifestado,
somente podemos desfrutar desde amor à medida que permanecemos em Jesus Cristo
nosso Senhor com a certeza de que ninguém poderá nos separar do amor de Deus.
Quero neste momento informar-lhes, que se
fracassarmos em nossa sua vida espiritual, jamais podemos culpar Deus, pois não
será por falta da graça e amor divino, e sim por negligenciar nossa comunhão
com Deus. Jo 15.6; Rm 8. 38, 39; I Jo 1 . 6,7
Conclusão
O Dicionário Vine define amor como um
exercício da vontade divina, uma escolha deliberada feita sem causa atribuível,
a não ser aquela que esta na natureza do próprio Deus.
Max Lucado escreve em seu livro João 3.16: “Deus ama você com um amor sobrenatural. Você
não pode ganhá-lo sendo simpático. Você não pode perdê-lo sendo um perdedor.
Mas você pode ser cego o suficiente para resistir a esse amor”.
Deus almeja que amemos as pessoas como Ele
nos ama. Nunca poderíamos medir o amor humano e limitado, entretanto, à medida
que o Espírito Santo desenvolve em nós a semelhança de Jesus Cristo, certamente
aprenderemos amar com Cristo nos amou. I Jo 3.1, 13 -23
Questionário
1.Qual o conceito mais sublime de e a mais curta de
Amor?
R:. O
conceito mais sublime de “Amor” é a personificação de Deus. A mais curta é “Deus é Amor”.
2. Quais são os tipos de Amor?
R:. Ágape,
Philia, Storge e Eros.
3. Quais as dimensões de Amor?
R:. Dimensão
vertical, dimensão horizontal, e dimensão interior.
4. Quais as doze características essenciais ao amor?
R:. Sofredor,
benigno, não invejoso, não leviano, não soberbo, não indecente, não busca seu
interesse, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, folga
com a verdade, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, e tudo suporta.
5. Como o Dicionário Vine define Amor?
R:. Exercício da vontade divina, uma escolha deliberada
feita sem causa atribuível, a não ser aquela que esta na natureza.
Lição 04
A Origem do Universo e a Criação do Homem
Texto Áureo
“No
princípio criou Deus os céus e terra”. Gn
1.1
Verdade Aplicada
Deus
criou o mundo porque é livre para criar. Seu propósito baseia-se no fato de sua
bondade manifestada na criação.
Objetivo da Lição
Ø Esclarecer as razões porque Deus consumou o processo
da criação.
Ø Destacar verdades fundamentais na história da criação.
Ø Reconhecer que a criação toda revela o Criador.
Glossário
Invólucro – O que serve para envolver.
Habitat – Lugar onde nasce, cresce e vive o ser organizado; o
ambiente natural.
Equívoco – Engano; Diz-se de atitude, de posição enganada,
errada.
Hinos
Sugeridos
Ø
10, 18, 459
Textos de
Referência
Gn 2.4 – Estas
são as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o
Senhor Deus fez a terra e os céus,
Gn 2.5 – não
havia ainda nenhuma planta do campo na terra; nenhuma erva do campo tinha
brotado, pois o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e também não
havia homem para lavrar o solo.
Gn 2.6 – Um
vapor, porém, subia da terra, e regava toda a superfície do solo.
Gn 2.7 – E
formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou nas narinas o fôlego da
vida, e o homem tornou-se alma vivente.
Gn 2.8 – Ora, plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, ao
oriente, e pôs ali o homem que tinha formado.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Sl
115.3 Sl 134.3 Is 40.28
Quinta
Sexta Sábado
Ec 12.1
Is 40.28 Cl 1.15
Esboço da
Lição
Introdução.
1. A criação do Homem.
2. A Constituição do Homem
3. O propósito da Criação.
4. O que diz a Bíblia sobre a Criação.
Conclusão.
Introdução
Mundo é conjunto
de todas as coisas existentes. A Terra. Em teologia cristã, O Mundo conota a
ordem corrupta da sociedade fora da comunidade de crentes.
Ao meditarmos sobre a grande do Universo,
onde está situado o pequeníssimo planeta Terra, possui cerca de 100 bilhões de
estrelas, além do Sol; sendo apenas um entre um bilhão de outros universos
existentes. Portanto, Deus a todos conhece, pois todos eles foram criados e são
sustentados por Ele. Sl 19.1
1. A Origem do Universo
A Bíblia
mostra claramente a origem da criação. Do Gênesis a Apocalipse há evidência
substancial de que Deus criou todas as coisas. Gn 1.1; Ap 10.6
1.1 – Deus criou o Universo
A
doutrina da criação é ensinada com clareza, afirmando que Deus criou todas as
coisas que há neste universo. Tudo que existe a nossa volta revela a grandeza e
magnificência da existência de um Ser Criador. O Salmo 8 declara com precisão as
obras de Deus. Jo 1.3;
1.2 – Foi criado de modo organizada
Os
relatos no livro de Gênesis, mostra com preciosidade um Deus organizado, que
criou todas as coisas de forma bem planejada. Deus confere cada detalhe de sua
criação. “E viu Deus que isso era bom”.
Esta expressão constitui a fórmula de aprovação divina que ocorrerá por sete
vezes com objetivo de enfatizar, a qualidade na criação de todas as
coisas. Gn 1.4, 10, 12, 18, 21, 25, 31
1.3 – Todas as
coisas foram feitas por Deus
Os
apóstolos, João e Paulo nos ensina que Jesus Cristo criou tudo isso. Todas as
coisas foram criadas através dEle. Ele estava com Deus, em Deus era Deus.
Portanto, podemos afirmar que tudo isso veio à existência para glorificar Jesus
Cristo. Foi criado para mostrar a Grandeza de Jesus Cristo. Tudo, desde as
profundezas do oceano ao topo da montanha, da menor a maior partícula,
incluindo eu e você, tudo isso existe para que a grandeza de Jesus Cristo fosse
totalmente conhecida. Ele estava no princípio com Deus. Sl 104; Jo 1. 1-3; Cl
1. 14 -20
A doutrina
da criação tem sido atingida por diversas teorias que versa sobre a formação do
Universo. Evolucionistas, Naturalistas e outros tentam ganhar terreno impondo
suas teorias especulativas. Portanto, especulações, teorias, opiniões e
deduções humanas e científicas não têm
nenhum valor diante das afirmações irrefutáveis da Bíblia Sagrada.
A Bíblia
não é fruto de especulação, ela é revelação de Deus. Jr 1.12
2. A criação do homem
Homem – Coroa da Criação. Quando Deus cria o
homem, Ele desejava criar um ser distinto das demais criaturas da terra, alguém
que pudesse representá-lo sobre a terra. Gn 1. 26,27
2.1– Criou do pó da terra
Deus
fez o homem do pó da terra, ou seja, da matéria pré-existente, neste caso o
barro. A criação do homem foi um ato divino. Ele foi feito diferente das demais
criaturas, de maneira especial superior às várias espécies, a semelhança do
Criador, e Deus lhe deu fôlego de vida tornando alma vivente. Gn 2.7a
2.2 – Criou à Sua
imagem e Semelhança
Sabemos
que no sentido físico somos diferentes de Deus. Deus é Espírito. Jo 4.24 Deve-se evitar dois sérios equívocos:
atribuir a Deus corpo físico, e elevar o homem à classe divina. Portanto, a
imagem de Deus esta dividida em duas categorias: racional e moral.
1. Ser racional – O homem possui raciocínio a faculdade da razão.
2.
Ser moral –
O ato de tornar “coroa da criação” fez dele tão puro como os anjos. Não havia
nele imperfeição, até ele que pecou. A formosura e a perfeição do homem dentro
deste conjunto harmonioso sem qualquer defeito ou impureza era símbolo da
santidade de Deus.
Façamos – Deus estava falando, não somente para aquilo que o Novo Testamento
revela como à Trindade, mas para todo o exército dos céus incluindo os anjos.
Nossa Imagem refere-se a qualidades tais como: razão, personalidade, intelecto,
capacidade de relacionar, ouvir, ver e falar. Isto é característica de Deus que
Ele escolheu reproduzir no homem.
2.3 – Criou para
governar
Deus criou um habitat perfeito para receber o
homem – coroa da criação. Deus proporcionou o que tinha de melhor. Deus tomou o
homem e colocou no Jardim do Éden para guardar e lavrar, ou seja, Deus criou o
homem para ser o seu agente em seu Reino, para governa e dominar o resto da
criação, inclusive as forças satânicas agressivas, que logo em seguida violaram
as leis de Deus. Gn 1. 26
3. A Constituição do Homem
Sabemos
que o homem não é o resultado evolutivo, e sim criação especial de Deus, fruto
do poder criador de Deus. O homem, na verdade, tem um corpo feito do pó da
terra, mas Deus soprou nas narinas o sopro da vida; desta maneira dotou-o de
uma natureza capaz de conhecer, amar e servir ao Criador. De acordo com
Antropologia Teológica, ramo da Teologia Sistemática que estuda a criação, a
imagem divina, constituição da natureza e destino final, o homem é composto:
espírito, alma e corpo. Embora não seja fácil explicar a tricotomia humana,
todavia, ela é uma realidade. I Ts 5.23; Hb 4.12
3.1 – Espírito
No hebraico “Ruach” e no grego “Pneuma”.
O espírito é a parte mais profunda e íntima do ser humano. O espírito do homem não é somente o sopro ou
fôlego, mas também vida imortal. Ec 12.7
O espírito é tudo aquilo que obtemos
através de Deus. Se nos louvamos a Deus, estamos fortalecendo nosso espírito. Se
nos fugimos do mal e fazemos o bem, estamos fortalecendo o nosso espírito. Se
nos trabalhamos a favor de Deus, estamos fortalecendo o nosso espírito.
3.2 – Alma
No
hebraico “Nephesh” e no grego “Psuche”. A alma humana é dotada de
poderes inatos como inteligência, emoção e livre-arbítrio, o que a torna
altamente responsável. É preciso saber que o corpo sem alma é inerte, pois
precisa da mesma expressar sua vida funcional e racional. Gn 2.7; Sl 34.2
3.3 – Corpo
No hebraico “basar” e no grego “soma”.
O físico é o aspecto pelo qual o homem é mais
bem conhecido. Por ele, o branco se distingue do negro, o grande do
pequeno, o obeso do magro e o belo do feio. É a parte inferior do homem que se
constitui de elementos químicos da terra. Gn 3.19; Jó 34. 14, 15
Podemos ainda
aplicar ao corpo humano os seguintes nomes:
1.
Tabernáculo ou
Habitação Terrena – É a tenda terrena na qual a alma do
homem, peregrina, mora durante sua viagem para a eternidade. Com a morte,
desarma-se a tenda, e a alma parte. Is 38.12; II Pe 1.13 ,14
2.
Invólucro – O
corpo é a bainha da alma. A morte é o desembainhar da espada. Ec 12.7,8.
3.
Templo – O templo é um
lugar consagrado pela presença de Deus – um lugar onde a onipresença de Deus se
localiza. O corpo de Cristo foi um templo, porque Deus estava nele. Quando Deus
entra em relação espiritual com uma pessoa, o corpo dessa pessoa torna-se um
templo do Espírito Santo. I Rs 8.27,28; Jo 2.21; II Co 5.19; I Co 6.19
Escreve Scofield: “Sendo o homem espírito, é capaz de ter
conhecimento de Deus e comunhão com Ele; sendo alma, tem conhecimento de si
próprio; sendo corpo, tem, através dos sentidos, conhecimento do mundo”.
4. O Propósito da
Criação
Sabemos que a história da criação tem seu fundamento
na revelação de Deus ao homem. Qual a finalidade de Deus ter criado o mundo?
Quanto à criação do homem, obtemos os seguintes ensinos: Foi precedida por um
Solene Conselho Divino; foi um Ato imediato de Deus; foi criado Segundo um Tipo
Divino, foi Coroa da Criação. A razão pela qual Deus consumou o processo da
criação destacam os seguintes:
4.1 – Para a sua glória.
Deus criou para que fosse glorificado. Is 43.7; 60.21;
Sl 19.1
4.2 – Para a sua vontade
Deus criou todas as coisas porque é livre para criar.
Ap 4.11
4.3 – Para honra pessoal de Jesus Cristo
Paulo a fim de dar prova explícita de Jesus Cristo
como “primogênito de toda criação”,
descreve que tudo foi criado para honrar a pessoa de Jesus. Cl 1. 15 -17; Hb
2.10
Conclusão
O
salmista escreve: “Do Senhor é a terra e
tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem”. Deus é revelado como
o Deus da criação. Pela palavra do Seu poder Ele fez surgir o Universo, e com
ele o mundo animal, mineral e vegetal, assim como o homem. Tudo o que a Terra
contém é Seu por direito, todavia, o homem frequentemente contesta os direitos
de Deus e os Seus atos como se a terra fosse sua propriedade exclusiva. Sl 24.1
Qual a
finalidade de Deus ter criado o mundo? A resposta está no fato de que a
criatura não existe por si própria, existe pelo ato criador de Deus.
Porque
Deus criou todas as coisas? Porque existe o mundo? Deus simplesmente resposta,
Eu sou livre para criar. Ao criar o mundo, não o fez porque precisasse de
alguma coisa, uma vez que, tudo o que existe é dEle. Ele criou para sua glória.
Is 6.3;
Portanto
Deus o mundo com propósitos específicos e definidos: criou para a sua glória,
para satisfação de sua vontade, e para honra especial do seu Filho Unigênito,
Jesus Cristo, o restaurador de todas as coisas.
Questionário
1. Como Deus
formou o homem?
R:. Deus fez o homem do pó da terra, ou seja, da matéria
pré-existente, neste caso o barro.
2. De acordo com
Antropologia Teológica, o homem é composto?
R:. Espírito, alma e corpo.
3. Qual a
definição de espírito?
R:. O espírito é tudo aquilo que obtemos através de Deus.
4. Qual o
propósito da Criação?
R:. Para a glória de Deus, para a sua vontade, para honra
pessoal de Jesus Cristo.
5. A
expressão “Nossa Imagem” refere-se a
quais qualidades?
R:. Razão, personalidade, intelecto, capacidade de
relacionar, ouvir, ver e falar.
Lição
05
Intervenção Divina na Queda
Texto Áureo
“Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
que aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16
Verdade Aplicada
A
queda do homem foi o episódio mais triste da história, mas Deus por amor
planejou o seu resgate.
Objetivo da Lição
Ø Compreender que o homem não foi criado para o pecado,
mas por escolha própria e voluntária pecou.
Ø Esclarecer a intervenção divina após o pecado do
homem.
Ø Mostrar que Deus deu o que tinha de melhor para
promover nosso resgate.
Glossário
Kósmos – Do grego – κόσμος. Transl. Kósmos – ordem, beleza, harmonia,
organização, termos que designa o
universo como um conjunto de tudo.
Calamitoso – que envolve calamidade; catastrófico
Perceptivo -
que tem a faculdade de perceber
Hinos
Sugeridos
Ø
89, 291 e 465
Textos de
Referência
Gn 3.8 – Então ouvindo a voz do Senhor, que
passeava no jardim pela viração do dia, esconderam-se o homem e sua mulher da
presença do Senhor, entre as árvores do jardim.
Gn 3.9 – Mas
chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás?
Gn 3.10 –
Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu, e
escondi-me.
Gn 3.11–
Perguntou-lhe Deus: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te
ordenei que não comesses.
Gn 3.12 –
Disse o homem: A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu
comi.
Gn 3.13 –
Então disse o Senhor à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A
serpente me enganou, e eu comi.
Gn 3.14 –
Disse, pois, o Senhor Deus à serpente: Porque fizeste isto, maldita és entre
todos os animais domésticos, e entre todos os animais do campo; sobre o teu
ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.
Gn 3.15 – E
porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu
descendente; este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.
Gn 3.21 –
Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.
Leituras complementares
Segunda
Terça Quarta
I Co 15.21
I Co 15.46 II Co 11.3
Quinta Sexta
Sábado
Rm 5.12
Rm 5. 18 I Tm 2.14
Esboço da
Lição
Introdução.
1. Deus procura o homem.
2. O que aconteceu com homem.
3. Intervenção divina da queda.
4. Redenção Prefigurada.
Conclusão.
Introdução
O Plano Divino para a salvação, no
sentido original, Deus amou a Ordem ou Kósmos. Sabemos que pelo pecado dum
príncipe no passado entrou o pecado. O pecado lançou este mundo num caos ou
desordem. Mas Deus propôs pelo seu
amor divino um plano de restauração. Deus tanto amou o mundo que deu, grifo “deu”, do verbo “dar”, que siginifica: ceder, presentear; doar. A própria
palavra expressa a grandeza do amor de Deus. Ele cedeu, presenteou, doou o Seu
unigênito, para proporcionalo o resgate da humanidade. Aqui, de um modo sem
igual, sem precedente, este amor divino é
a expressão máxima do sacrifício de Deus pela criatura. O amor que excede
todo entendimento.
1. Deus procura o homem caído
O
homem, em seu estado de inocência, não conhecia o pecado. A capacidade para
pecar surgiu com a tentação. Então o homem esta destinado a pecar? Claro que
não! Esta capacidade baseava-se em seu livre-arbítrio. O homem poderia
certamente manter-se fiel aos limites estabelecido pelo Criador, mas optou-se
por desobediência rebelar-se contra esta lei. Mesmo por este ato, Deus não o
abandonou. Vejamos:
1.1 – Deus
chamou o homem
Deus na
sua onisciência, onipresença e onipotência já sabendo de tudo que havia
ocorrido e onde estava o homem. Por que, então, Deus o chamou?
1.
Para
restaurá-lo – O propósito de Deus sempre foi este - a restauração. Por iniciativa própria planejou e colocou em prática
o seu plano perfeito de redenção lá no Éden. Gn 3. 21; I Tm 2.5, 6
2.
Rompimento da comunhão – Deus mostrou a Adão, que o seu ato de desobediência
interrompeu a comunhão entre ambos. Is
59.2
1.2 – O homem
escondeu-se
A Bíblia
não revela quanto tempo o homem viveu em comunhão com Deus, antes de pecar. Mas
agora em pecado ele tenta esconder-se de Deus. Qual o motivo? Perderá a
comunhão com Deus, fato evidenciado através:
1.
Santidade Divina – Quando Deus chamou Adão, escondeu-se porque estava em pecado. Não
conseguiu esconder o seu pecado aos olhos do Criador. Todas as coisas estão
acessíveis, evidentes aos olhos de Deus. Perante Deus somos colocados no prumo,
na balança, frente ao espelho onde tudo é revelado. Onde existe santidade não
existe pecado. Deus – Santo; homem – pecador; quebra-se o elo da comunhão.
Hb 4.13; Am 7.7, 8; Dn 5.25-28; Jó 31.6; Tg 1.23
2.
Sentimento de Culpa – Definição de Culpa – Falta voluntária a cumprimento de obrigação;
Qualquer violação de um dever; Falta, erro. É natural o homem, afastar-se de
Deus quanto está em pecado. Adão reconheceu o seu pecado, mas quis ocultar.
Deus não quer que ocultemos os nossos pecados, mas confesse e os deixe, para
receber o perdão Divino. Reconciliando, livramos da culpa e estabelecemos nossa
comunhão com Deus. Pv 28.13; I Jo 1.9
2. O que aconteceu com o homem
A Bíblia
diz que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte”. A queda
de Adão e Eva é apresentada de modo claro e objetivo. Entendemos, por isso que
o pecado foi um ato voluntário e consciente de sua vontade.
2.1 – Pecou voluntariamente
A criação do homem foi a imagem e semelhança de Deus,
isto é, quis Deus reproduzir no homem suas características. O homem é um ser
racional, possui raciocínio, a faculdade da razão. Embora estivesse em estado
de inocência, certamente poderia ter resistido à tentação. Frente o agente
tentador surge o teste moral de Adão e Eva, no qual não resistiu e foram
convencidos a desobedecerem a uma ordem divina. O homem caiu porque quis, havia
outras opções de frutos no Jardim, exceto a “árvore da ciência do bem e do mal”. A essência do pecado está na
desobediência do homem à vontade de Deus e na realização de sua própria vontade
e determinação. O seu pecado foi um ato voluntário frente ao limite
estabelecido por Deus. Gn 3. 1-12; Hb 10.26
2.2 – O pecado afetou vida de modo geral
Ordenou Deus ao homem era comer de toda árvore do
jardim exceto a árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, pois no dia
que dela comeres, certamente morrerá. Quando pecaram, essa comunhão foi
interrompida; o corpo venceu o espírito, ali começou esse grande conflito entre
a carne e o espírito que tem sido a causa de tanta miséria. A sentença já esta
dada caso comesse da árvore proibida. O pecado afetou sua vida física,
espiritual e moral. Rm 7. 14-24
1.
Física – O
salário do pecado é a morte. A morte física tornou-se consequência do seu
pecado. Adão não morreu imediatamente, mas provou a deterioração de sua vida
física aqui na terra. Rm 6.23
2.
Espiritual –
Implicou no rompimento imediato e pleno com Deus. Perdeu a imagem divina em sua
vida, causando lhe no momento que pecou a “morte
espiritual”. Rm 3.23
3.
Moral –
Herdamos através do pecado de Adão sua corrupção moral. Essa herança pecaminosa
foi impregnada em nossa natureza desde então. “A morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Rm
5.12
3. Intervenção divina na queda
Após o pecado, o homem entrou num processo calamitoso.
Não tinha força suficiente para erguer sua cabeça e recuperar esta grande
perda. Não lhe existia alternativas. Esta sobre a maldição, escravizado e
impotente para livrar-se do fardo de pecado. Partindo deste princípio Deus pela
sua misericórdia interviu promovendo um plano de redenção. Gl 3.13; Rm 7.14; Sl
49.7,8
3.1 – Salvação prometida no Éden
Diante do fracasso humano, Deus pôs em
prática seu plano de redenção. Prometeu lá no Éden que da semente da mulher
viria um redentor, promessa esta que anunciava a vitória da semente da mulher,
através dos tempos. Gn 3.15; Is 7.14; Mt
1.20-23
3.2 – Salvação prometida a Abraão
Detalhes riquíssimos sobre a salvação foi revelado a
Abraão. Vejamos:
1. Abraão e
Isaque – foi chamado pai da fé, tinha
um filho, que recebeu por milagre, único herdeiro de Abraão. Simbolizam Deus e
seu Filho Jesus, assim como Deus é Pai de todos, por todos em todos, gerou seu
Filho Jesus, herdeiro de Deus. Gn 15.4; 25.5; Jo 16.15; Hb 1.2
2.
Amor de Abraão
– Símbolo do amor divino. Deus pediu o seu único filho Isaque e ele entregou
sem reserva. Deus por amor, sem reserva entregou o seu único Filho Jesus para
morrer por nós. Gn 22.2; Jo 3.16
3.
Caminha por três dias – Sobre Isaque pairava o julgamento Abraão, pena que
cairia sobre seu filho em obediência a Deus. Jesus por três dia foi julgado e
declarado digno para o sacrifício.
4. Redenção Prefigurada
Em Gn 3.15 encontramos a primeira e mais
gloriosa promessa de salvação. Deus, justo juiz, ao invés de lançar o homem na
condenação, pela sua misericórdia abriu espaço para a redenção. No Éden,
sabemos de Deus imolou uma vítima, cuja pele serviu para cobrir a nudez de Adão
e Eva. Este animal, de modo claro, prefigura a obra realizada por Jesus Cristo
mais tarde na cruz do calvário para redimir nossos os pecados. Gn 3.21; I Pe
3.18; Is 53.6
De modo perceptivo não podemos fugir à
realidade de que o sacrifício esta no âmago da redenção. A palavra “Sacrifício” significa: aplacar,
pacificar ou conciliar (isto é, propiciar); encobrir com um preço ou fazer
expiação por (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar).
Foi o que Jesus Cristo fez por nós, na cruz Ele removeu o pecado e a ofensa da
presença de Deus através do:
4.1– Espírito
Sacrificial
Jesus Cristo nasceu em um lar humilde; passou os
primeiros trinta anos em absoluta obscuridade. Embora soubesse ser Filho de
Deus, jamais reclamou direitos reais. A honra e serviço do mundo não foram
colocados à sua disposição. Seu serviço à humanidade era servir e dar a sua
vida em resgate de muitos. Antes mesmo da sua vinda já fora determinado que
derramasse a sua vida em favor da humanidade. Is 53.12; Mt 20.28
4.2 – Ato Sacrificial
“O
filho do homem veio para dar a sua vida em resgate por todos”. O amor de
Deus ao homem e tão imenso que demonstrou a todos através do ato sacrificial de
Jesus Cristo no madeiro. O propósito de Deus era ver o homem resgatado, salvo
livre para servi-lo e o adorá-lo, prova disso que sacrificou o seu único Filho,
a única opção eficaz para atingir seus propósitos. I Tm 2.3,4
Conclusão
No original do Novo Testamento, o termo
amor é ágape, amor sem reserva, amor
que dedica tudo no altar do sacrifício, amor infinito. O Senhor Jesus é o nosso
maior exemplo; tornou-se escravo, foi rejeitado, desprezado pelo homem, foi
transpassado, esmagado por causas de nossas iniquidades, foi levado como ovelha
ao matadouro, foi eliminada da terra dos viventes, castigado, afligido por
Deus, contudo, foi à vontade de Deus fazê-lo sofrer, embora o Senhor Deus tenha
feito da vida dEle uma oferta pela culpa da criatura desordenada pelo pecado.
Você entregaria seu filho para salvar alguém?
Difícil pergunta, mas Deus entregou o seu único Filho por amor a nós. Pense
nisto!
Questionário
1. Porque Deus chamou o homem?
R:. Para
restaurá-lo e mostrar que a comunhão foi rompida.
2. O Pecado afetou de modo geral a vida do homem? Por
quê?
R:. Sim.
Quando pecaram, essa comunhão foi interrompida. O pecado afetou sua vida
física, espiritual e moral.
3. O que significa a palavra sacrifício?
R:. Aplacar,
pacificar ou conciliar (isto é, propiciar); encobrir com um preço ou fazer
expiação por (a fim de remover pecado ou ofensa da presença de alguém: expiar).
4.
O homem pecou
voluntariamen-
te? Por quê?
R:. Sim. O
seu pecado foi um ato voluntário frente ao limite estabelecido por Deus
5. Como Deus interviu na queda do homem?
R:. Deus
pela sua misericórdia interviu promovendo um plano de redenção.
Lição 06
Conhecendo Jesus
Texto Áureo
“Por
que um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus
ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da
Eternidade, Príncipe da Paz”. Is 9.6
Verdade Aplicada
O
imensurável amor de Deus revelou-se na pessoa Jesus Cristo, ao nascer neste
mundo, para redenção da humanidade.
Objetivo da Lição
Ø Entender que anunciação do nas-cimento de Jesus, era o
cumprimen-to da promessa feita no Éden.
Ø Compreender que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Ø Reconhecer Jesus - verdadeiro homem, verdadeiro Deus.
Glossário
Diligente – Zeloso, que tem
diligência; Ligeiro, rápido.
Desposada – Contrair
matrimônio, casar, esposar.
Precípuo - Principal,
essencial.
Hinos
Sugeridos
Ø
185, 310 e 489
Textos de
Referência
Lc. 1.26 –
No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia,
chamada Nazaré.
Lc. 1.27 – a
uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi. O nome
da virgem era Maria.
Lc. 1.28 –
Entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada! O senhor é contigo.
Bendita és tu entre as mulheres.
Lc. 1.29 – Porém
ela se perturbou muito com essas palavras, e considerava que saudação seria
essa.
Lc. 1.30 –
Disse-lhe então o anjo: Maria, não temas, achaste graça diante de Deus.
Lc. 1.31 –
Conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
Lc. 1.32 –
Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono
de Davi, seu pai.
Lc. 1.33 – Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o
seu reinado não terá fim.
Leituras
complementares
Segunda Terça Quarta
Sl 2.7 Mt 1.21 Lc
1.35
Quinta
Sexta Sabado
Jo 1.14 Fp
2.5-11 I Jo 4.9
Esboço da Lição
Introdução.
1. Origem de Jesus.
2. Quem é Jesus.
3. Jesus, Verdadeiro homem, verdadeiro Deus.
4. Jesus – sua morte e crucificação.
Conclusão.
Introdução
Durante quatro mil anos, Deus
estivera preparando o homem par vinda de seu Filho Unigênito. Ele prometera no
Jardim do Éden. Diante do fracasso do homem, Deus pôs em execução seu plano
redentor ao prometer que através da semente da mulher viria o Salvador Jesus
Cristo que esmagaria a cabeça da serpente, anunciando a vitórias através das
épocas. O profeta Isaías chama nossa atenção, sete séculos antes, para a vinda
do Salvador. “Porque um menino nos
nasceu, um filho se nos deu”. Dá ênfase à perfeita humanização do Salvador,
mostrando conformidade com a promessa do Criador predita ali no Éden.
1. Origem de Jesus
Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus. João 1.18 expressa a sua deidade
de maneira explicita: “Deus nunca foi
visto por alguém, mas o Deus
unigênito, que está ao lado do Pai, é quem revelou”. Os versos de abertura
do primeiro capítulo do Evangelho de João faz uma declaração da coexistência do
Filho com o Pai desde a eternidade. A verdade é Jesus Cristo não somente era
pleno Deus, como pleno se humano. Mt 3.17; 24.36.
1.1
– Anunciação do seu nascimento
A
anunciação do nascimento de Jesus Cristo é um dos fatos mais extraordinário
relatado na Bíblia Sagrada, reflete o cumprimento de uma série de profecia
referente à redenção do ser humano. Chegado o momento da execução do plano divino,
previsto desde a fundação do mundo, na “plenitude
dos tempos” Deus envia o anjo Gabriel no sexto mês a uma cidade da
Galiléia, chamada Nazaré e anuncia o nascimento de Jesus Cristo a uma mulher e
o instrumento da concepção seria o Espírito Santo. O Verbo “Deus Eterno” iria fazer-se homem. O
plano de Deus estava preste a se concretizar. Mt. 1 18 -25
1.2
– Maria, A escolhida que concebeu o Salvador
Deus
escolhe a pessoa certa no lugar e na hora certa, para o cumprimento dos seus
propósitos.
A escolha – Deus escolhe Maria por ser ela uma mulher, humilde,
submissa, diligente, agradecida, conhecedora das Escrituras, temente a Deus,
etc. Era uma serva e o Senhor era com ela. Lc 1.29-55; 2.19
Seu nome – Maria no hebraico “Miriã” significa “exaltada”.
Fez jus ao seu nome. Deus proporcionou em sua vida o maior privilégio que uma
mulher poderia ter: ser a mãe de Jesus Cristo, o Salvador.
Estado civil – Estava desposada, estava comprometida, noivada com
José. Mt 1.18
Sua
virgindade – Deus escolheu uma virgem,
para cumprir suas promessas de acordo com a profecia revelada a Isaías. Era o
cumprimento de Gênesis 3.15, que mostra a vinda do Redentor através da “semente da mulher”, não do homem, sem
nenhum pecado hereditário. Maria gerou a partir da operação do Espírito Santo.
Agradecimentos – “Salve agraciada”, “bendita és tu entre as
mulheres”. Ela encontrou graça diante de Deus, foi escolhida para ser mãe do
Salvador, isto não significa que Maria deve ser adorada ou ser a mediadora
entre Deus e o homem. Somente Jesus Cristo é o único mediador. Maria não pediu
adoração a ela, o seu único mandamento foi: “Fazei tudo quanto Ele vos disser”. Jo 2.5; I Tm 2.5
Submissão –
Ela não compreendia o fato de estar grávida, sem ter-se casado, mas se colocou
à disposi- cão de Deus, para que o plano glorioso de Deus fosse realizado. Lc
1.38
2. Quem é Jesus?
Ele é o
filho primogênito de Deus, mesmo assim, Ele veio do trono do Seu Pai ao ventre
de uma mulher. Ele se tornou o Filho do Homem para que pudéssemos ser filhos de
Deus. Ele abriu mão de sua posição de
rei para se tornar um bebê aqui na terra. Ele era rico, mas por nossa causa se
tornou pobre. Durante a infância, Ele surpreendeu um rei. Como um menino, Ele
impressionou os teólogos com Seu conhecimento e sabedoria, pois Seu
conhecimento vinha diretamente de Deus. A História nunca teve outro homem como
Ele. Jo 16.28; Hb 1.5;
2.1 – Jesus o
Filho de Deus
“Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esta
expressão mostra-nos claramente a natureza divina de Jesus Cristo. Sua
procedência revela que o Filho participa da mesma natureza, essência do Pai.
Filho desde da eternidade é o que nos ensina o primeiro capítulo do Evangelho
de João, o Verbo tornou- se Filho e habitou entre nós. O Verbo participou da
criação, o Filho é eterno; sempre existiu; Ele é o pai da eternidade. Vemos em
I João 4.9, o Ele já era chamado de Filho de Deus mesmo antes da sua
encarnação. Jo 1. 1-18
2.2 – Jesus o
primogênito de toda criação
“Ele é a imagem do Deus invisível, o
primogênito de toda a criação”. O termo “Primogênito” significa: O Primeiro a ser gerado por alguém. Ao filho primogênito
cabiam os direitos de primogenitura, como dupla herança supremacia entre os
irmãos e chefia da família. Jesus é chamado "primogênito de toda criatura" em razão da supremacia que o Pai
lhe concedeu entre os homens. Cl 1,15; Hb 1,6; Rm 8,29; Dt 21,17.
3. Jesus, verdadeiro homem, verdadeiro Deus
Jesus Cristo viveu entre nós, passando pelas mesmas
provações que nós, foi tentado, humilhado, sentiu tristeza, chorou, padeceu
dores horríveis, portanto podemos aplicar Ele as mesmas qualidades e
características humanas, exceto o pecado. Jesus como Deus manifestou todo o seu
poder e glória, e ao mesmo tempo mostrou ser o verdadeiro homem perfeito, algo
desconhecido no homem devido o pecado cometido no Éden. Fp 2.5 - 8
3.1 – Jesus – sua natureza humana
Paulo revela sua identidade usado o terno “carne”. Era necessário que Jesus Cristo
viesse ao mundo como homem; se assim não fizesse, não sofreria, na padeceria,
consequentemente não alcançaria o propósito divino, ser o Salvador da
humanidade. A Bíblia revela que Jesus possuía atributo próprio do ser humano,
além disso, mostra a sua genealogia. Embora gerado de forma sobrenatural, Ele
nasceu de forma natural através de uma mulher, teve irmãos e irmãs, teve fome,
sede, cansaço, sono, sofreu, chorou, angustiou-se, passou também pela agonia da
morte. Rm 9.5; Mt 1.1-17; Lc 1.35; Mt 12.47; Mc 4.38; Jo 4.6; Hb 13.12
3.2 – Jesus – sua natureza divina
Rm 1. 4 – A declaração “Filho de Deus” é umas das revelações da divindade de Jesus. Ele
mesmo declarou “ser um com o Pai”;
isso significa ser a revelação do próprio Deus na pessoa do Filho. A Bíblia
ensina com clareza de maneira diretiva a divindade de Jesus. Ele nunca disse “eu penso”, “ eu acho”, “eu imagino”ser
o Filho de Deus, mas Ele
insistentemente declarou, revelou suas qualidades divinas, demonstrando o seu
poder sobre o pecado, o inferno, a morte, a enfermidade, o pecado e sobre a
natureza. Devemos ressaltar que Jesus não é metade homem nem metade Deus.
A união das duas naturezas de Jesus
Cristo mostra que Ele é o perfeito homem e o perfeito Deus, em toda plenitude “pois nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade”. Cl 2.9; Jo 10.30; I Jo 5.20
4. Jesus – morte e crucificação
Thomas Brooks enfatiza: “O sangue de Jesus Cristo é a chave do céu”. É a garantia de nossa
vida eterna. Prevista a queda do primeiro homem, Deus executou seu plano divino
de redenção com o precípuo propósito
de ajudar no desenvolvimento da salvação do homem. A única esperança de
salvação do homem encontra-se no sangue do seu Filho Unigênito derramado ali no
calvário. Este ato redentor estava determinado e marcado por Deus antes da
fundação do mundo, estava na mente onisciente do criador. Gn 3. 15; Gl 3.13;
4.1– Predita no
Antigo Testamento
Em Gênesis
3.15, encontramos a primeira referência ao anuncio da sua vinda e morte. Com o
passar dos tempos, a salvação foi confirmada a Abraão, predita por Jacó, a
salvação garantida na Páscoa, prefigurada no Sacerdócio Levítico, a salvação
dos Judeus nos dias de Ester, anunciadas pelos Profetas. Como vimos, já estava
predita no Antigo Testamen-to. Gn 3.15; 22.10-18; 49. 8-12; Êx 12. 21-19; Lv
8.1-6; 22-24; Et 3.8-13; Is 53. 1-11
4.2 – A
Crucificação, Sacrifício Vicário
A
crucificação de Jesus Cristo não foi um mero incidente histórico. Foi à ação
mais corajosa da história. Sua morte nas mãos dos Romanos, no ano 31, foi o
maior evento, que repercutiu ao longo da história, provocou um forte impacto
nas pessoas, desde aquela época até os dias atuais. Sabem por quê? Ele levou sobre si os nossos pecados, foi pago um
alto preço pelo nosso resgate. A morte vicária significa morte substitutiva,
Jesus Cristo morreu, derramando o seu sangue, em nosso lugar. Jesus morreu por
toda humanidade, a fim de expiar, diante de Deus, todos os nossos pecados. I Co
15.3; Rm 3.25
Conclusão
Não há medida de extensão e profundidade que nos
ajude calcular o Amor de Deus em
Jesus Cristo a dádiva divina. É realmente um grande mistério a vinda de Jesus
Cristo ao mundo. Veio por divina revelação essa palavra: “Era impossível o homem se chegar ao Divino, se o Divino não se houvesse
humanizado”. Isaías disse: “Porque a nós nos é nascido um menino, e a
nós nos é dado um Filho”. Desde o Éden foi prometido um Salvador, que
esmagaria a cabeça da serpente, Satanás. Agora se cumpriu a profecia, veio a Dádiva do Amor de Deus.
Jesus Cristo não morreu na cruz como um
mártir, Ele morreu por nossos pecados; morreu vicariamente como o único
Salvador da humanidade, esvaziando-se Ele de sua divindade, tornou-se tudo
semelhante a nós, exceto quanto à natureza pecaminosa e ao pecado, a fim de
garantir-nos a salvação.
Questionário
1. Qual a
origem de Jesus?
R:. Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus.
2. O que
indica a expressão Filho de Deus?
R:. Esta expressão mostra-nos claramente a natureza divina
de Jesus Cristo.
3. O que
significa primogênito?
R:. Significa o primeiro a ser gerado por alguém.
4. Quais são
as naturezas atribuídas a Jesus?
R:. Natureza humana e natureza divina.
5.Cite 3
características da natureza humana de Jesus comprovada na Bíblia ?
R:. Nasceu e forma natural, teve sede e fome, teve irmãos
e irmãs.
Lição 07
Reconciliando com Deus
Texto Áureo
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo,
não lhes imputando o seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Co 5.19
Verdade
Aplicada
Diante do desastre causado pelo pecado, e do dilema do homem, Deus se
prontificou a reconciliar-se com todo demonstrando a Sua graça.
Objetivo da
Lição
Ø Compreender a importância da reconciliação.
Ø Explicar a necessidade da reconciliação.
Ø Reconhecer que Deus reconciliou o mundo através de
Cristo.
Glossário
Inacessível – Que não é acessível, que não dá acesso; inatingível; Que
não é impressionável; insensível.
Indecifrável – Que não se pode decifrar; De difícil
interpretação; Inexplicável.
Mediador – Que, ou o que intervém; medianeiro.
Hinos
Sugeridos
Ø 87, 139, 192
Textos
de Referência
Rm
5.8 – Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por
nós, sendo nós ainda pecadores.
Rm
5.9 – Logo, muito mais agora, sendo
justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
Rm
5.10 – Pois se nós, quando éramos
inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais,
estamos já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
Rm
5.11 – Não somente isto, mas também
nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem
agora alcançamos a reconciliação.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Rm 11.15 II Co 5.18 II Co 5.20
Quinta
Sexta
Sábado
Ef 2.16 Cl 1.20 Cl 1.22
Esboço
da Lição
Introdução.
1. A Dispensação.
2. O que é Reconciliação.
3. O autor da Reconciliação.
4. O agente da Reconciliação.
Conclusão.
Introdução
O Deus amoroso, justo, criador dos céus e terra,
que encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada, não é um ser distante,
inacessível e indecifrável. Ao contrário, Deus tem alegria e contentamento em
comunicar-se com o homem “coroa de sua
criação”. Ele mesmo tomou iniciativa para estabelecer uma comunhão íntima
entre o criador e sua criatura. Infelizmente, a humanidade tem escolhido caminhos que afetam essa
comunhão com o Criador, entretanto, ao reconhecer seu estado de pecado, o homem
poderá através de Jesus Cristo reconciliar-se com Deus. Gn 3.9; Rm 5.11
1. A Dispensação
Dispensação é o período que o homem é
experimentado em relação à sua obediência a vontade tanto permissiva como
diretiva de Deus. Sabemos que Deus criou o
homem e a mulher debaixo da “dispensação
da inocência”, ainda que adultos nos seus entendimentos não existissem
malícia, não havia despertado a concepção do “eu”, eram como crianças. Após a queda, o pecado contra Deus, eles,
agora saem da proteção desta dispensação e entram para a “dispensação da consciência”, conhecendo o bem e o mal. Gn 2.25
1.1 – Dispensação da Inocência
Foi
procedida pela criação. A dispensação se chama “da Inocência”, porque Adão e Eva eram inocentes, não conhecia o
pecado. Reflete o estado original em que o homem foi criado. O
homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e
advertido das consequências da desobediência. A mulher caiu sob a tentação,
levando o seu marido, Adão a uma condição lamentável. Deus restaurou as suas
criaturas pecaminosas, mas a “dispensação da inocência” terminou com o
julgamento e a expulsão do casal. Gn 2. 15-17; 3.5
1.2 – Dispensação da Consciência
Com a queda, Adão e Eva adquiriram o conhecimento
do bem e o mal. Trocaram sua inocência
por uma consciência acusadora. Por sua experiência na dispensação da inocência
aprenderam a diferença entre o bem e o mal. Agora a sua consciência livre feito
à semelhança de Deus foi deixado em liberdade para obedecê-lo. Isto
proporcionou à sua consciência uma boa base para um julgamento moral e correto
colocando sob seus ombros a seguinte responsabilidade; fazer o bem e evitar o
mal. O resultado desta dispensação trouxe o caos e corrompeu toda a terra.
Assim com Deus lançou juízo sobre Adão no Éden, Deus novamente lança juízo
sobre a terra. O Dilúvio. Gn 3.7,22; 6.5-12, 7.11,23
2. O que é Reconciliação
Seu significado etimológico é mudança, mas o uso
sempre inclui a união de duas ou mais partes pela renovação de bases ou causas
de desarmonia. No grego, o verbo "reconciliar"
(katallassō, do substantivo katallagē,
que significa reconciliação) sugere a ideia de trocar, mudar. Neste caso
específico, a inimizade está sendo trocada por relações pacíficas. Esta
expressão diz respeito ao reajuntamento das pessoas que estavam separadas,
assim como um pai e um filho que se separam por divergências familiares. Para
que a relação seja restabelecida, é necessário remover os fatores que
ocasionaram a inimizade. Na relação rompida entre Deus e a humanidade, a
remoção dos elementos que impediam a sua restauração foi realizada pela
expiação. A reconciliação é
necessária para por fim à inimizade existente. A doutrina da reconciliação está
relacionada com a restauração da comunhão entre o homem pecador e Deus, o Santo
Criador, através de Jesus Cristo, o Redentor. Por causa de suas más ações, o
homem é declarado inimigo de Deus. II Co 5.18-20; Ef 2.16
2.1 – Base da Reconciliação
A morte de Jesus Cristo na cruz proporcionou a
reconciliação entre o homem e Deus. Jesus Cristo na cruz responsabilizou-se
pelos pecados do mundo inteiro. O fato da obra de Jesus Cristo ter garantido a
provisão para a reconciliação, não significa que todos os homens estejam bem
com Deus. O processo de reconciliação não depende somente da obra do Medidor,
mas da disposição do homem de se reconciliar com Deus. O que resta ao homem é
aceitar provisão divina, restaurando a comunhão com Deus através do sacrifício
reconciliador proporcionado por Jesus Cristo. Cl 1.20-23; Rm 5.10; Gl 3. 13,14
2.2 – Oferta da
Reconciliação
Em sua segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos ensina sobre
o “Ministério da Reconciliação”. É
uma questão muito bem discutida quando se analisa o conteúdo das mensagens de
Paulo. “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; Tudo isto provém de Deus,
que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da
reconciliação”. Toda pessoa reconciliada com Deus tem o ministério da
reconciliação. Antes éramos inimigos de Deus, estávamos perdidos e desgarrados,
mas agora reconciliado com Deus, buscamos os perdidos, os ferido e os
desgarrados.
Agora, somos instrumentos de reconciliação. II Co
5.11-21
3. O Autor da
Reconciliação
Veja que interessante! No
processo da reconciliação não é o homem caído que toma a iniciativa, mas sim a
parte ofendida “Deus” que toma a
iniciativa. Deus poderia ter nos tratado como tratou os anjos rebeldes,
mantendo-os em estado de perdição eterna. Através do seu amor eterno e
incessante por nós, Deus nos providenciou um caminho de volta para Ele. “Eu amei com amor eterno; com amor leal a
atraí”. Jr 31.3
3.1 – A Reconciliação é iniciativa e obra de Deus
A Bíblia Sagrada ensina que a obra redentora de
Jesus Cristo foi suficiente para redenção de toda a humanidade. Através de seu
sacrifício perfeito, bilhões de vidas miseráveis e pecaminosas foram
representadas em Jesus Cristo, e os seus pecados foram perdoados. Apesar das
diversas promessas bíblicas, mostram que Jesus Cristo morreu pelo mundo
inteiro. Contudo, Ele não pode salvar nenhum pecador que se recuse a crer na
obra redentora realizada por Jesus Cristo no Calvário e ser reconciliado com
Deus. Toda a nossa salvação é iniciativa e obra de Deus. II Co 5.18; Rm 8.28
3.2 – Preço da Reconciliação
O preço da reconciliação foi muito alto. Vejamos: Jesus no Getsêmani
disse: “A minha alma está profundamente
triste, numa tristeza mortal”. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com
o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for
possível, afasta de mim este cálice”. Naquele momento Ele sentiu o peso dos
nossos pecados sobre os seus ombros. Não havia outro meio de sermos
reconciliados com Deus. Jesus Cristo pelo seu sangue vertido ali na cruz
proporcionou a nossa reconciliação. Quando
Deus criou o Universo, Ele falou e tudo se fez. Quando Deus criou o homem, Ele
formou o homem do pó da terra e o fez a sua imagem e semelhança, soprando em
suas narinas o fôlego da vida. Deus quando reconciliou consigo o homem, Ele na
pessoa do seu Filho Jesus Cristo esvaziou-se, assumiu a forma humana, chorou,
sofreu, foi humilhado, escarnecido e morreu na cruz para nos reconciliar com
Deus. Mt 26.38,39; Rm 8.32
4. O Agente da Reconciliação
Deus não pode fazer vistas grossas ao pecado – A justiça violada precisa
ser satisfeita. A alma que pecar, essa morrerá. Deus não inocentará o culpado. Max Lucado declara que “por meio de Jesus Cristo, nosso passado foi
perdoado e nosso futuro está garantido”. Mediante as palavras deste célebre
escritor posso afirmar que por meio de Jesus Cristo, fomos reconciliados com
Deus, nossa relação foi restabelecida. Portanto Jesus Cristo é a ponte que nos
liga a Deus, é o único mediador, é o “Agente
da Reconciliação” entre Deus e o homem. I Tm 2.5; Hb 12.24
4.1 – Cruz o ponto de reconciliação com Deus
A cruz de Cristo foi o
preço que Deus pagou para nos reconciliar consigo. A cruz é o lugar onde o amor
e a justiça de Deus se encontrou. A justiça exigia a penalidade de morte pelo
pecado, e Seu amor o perdão através do Seu próprio sacrifício para aniquilar o
pecado. O Seu amor satisfez as Suas próprias exigências, enviando o seu Filho
Unigênito, para morrer em nosso lugar. I
Co 1.17; Gl 6.14; Cl 2.15
4.2 – A
Necessidade da Reconciliação
Em seu
sentido mais amplo reconciliação é a restauração da comunhão entre o homem
caído e Deus ofendido. “Pois todos
pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. O pecado foi o maior
desastre que aconteceu na história da humanidade. O pecado provocou um abismo
espiritual, separou o homem de Deus; provocou um abismo social, separou o homem
do seu próximo; provocou um abismo psicológico, separou o homem de si mesmo. O
homem é um ser em guerra com Deus, consigo e com o seu próximo. O substantivo
grego para reconciliação é “katallagē”, cujo
sentido é “cessação de inimizade”. A
ideia é que duas partes eram inimigas entre si, e agora são amigas. Deus e o
homem, antes inimigos por causa da desobediência, mas agora se tornaram amigos
na pessoa de Jesus Cristo. “Tudo isso é
feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigo
dele”. Cristo morreu para levar nossos pecados, portanto não há mais
motivos para continuarmos inimigos de Deus. Somos chamados a sermos amigos de
Deus. Pense nisto! Rm 3.23; II Co 5.18
Conclusão
Que gratidão advém àquele que, desgarrado como
estava já foi reconciliado com Deus. Agora como criaturas reconciliadas por
meio de Jesus Cristo, recebemos o ministério da reconciliação. Estávamos
separados de Deus por causa do pecado, considerados inimigos dEle, porque Ele é
Santo. Fomos nós que criamos esta inimizade e Deus por amor tomou medidas para
acabar com essa inimizade, a cruz. Em Jesus, Deus nos chama à reconciliação e
novamente oferece sua amizade. A Bíblia
ensina que “pois todos pecaram e estão
destituídos da glória de Deus” e que o homem é incapaz de salvar-se e de ir
para o céu pela própria força, justiça e bondade. Deus proveu a salvação de
maneira que a paz e a justiça fossem restauradas. No Jardim do Éden, Deus nos
deu a ilustração de um cordeiro expiatório, que simbolizava o verdadeiro
Cordeiro de Deus, o único que podia remover o pecado. Rm 3.23; Jo 1.14
Questionário
1. Quem é
Deus?
R:. A melhor definição encontrada é: “Deus é Espírito,
infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça,
bondade e verdade”.
2. Deus
existe. Por quê?
R:. Sim. Deus é garantia racional, lógica do Universo. Sem
Ele, o Universo não existiria. Todas as
coisas foram criadas por Ele,
para Ele, e para a Sua glória.
3. Como Deus
tornou-se conhecido?
R:. Mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo
quanto existe. Ele dá vida, alento, alimento e alegria.
4. A Bíblia
prova a existência de Deus?
R:. Sim.
5. Onde
achamos evidências da existência de Deus?
R:. Na criação, na natureza humana e na história humana.
Lição
08
Justiça e Graça de Deus
Texto Áureo
“Quem
nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no
nome do unigênito Filho de Deus”. Jo.
3.18
Verdade Aplicada
Jesus
veio ao mundo para trazer a salvação, mas só serão salvos aqueles que aceitarem
como Salvador.
Objetivo da Lição
Ø Compreender que só alcançare- mos a salvação através
da pessoa de Jesus Cristo.
Ø Destacar os ensinos de Jesus sobre a salvação.
Ø Reconhecer que Jesus proporcio-nou a nossa eterna
redenção.
Glossário
Abrolhos – Nome comum a várias plantas rasteiras e espinhosas.
Assombroso – Que causa assombro. Espantoso,
extraordinário, maravi- lhoso.
Delimitar -
Fixar os limites de;
extremar, demarcar; Circunscrever, restringir.
Hinos
Sugeridos
Ø
186, 205, 429
Textos de
Referência
Rm 3.22 – Isto é, a
justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos [e sobre todos] os que
creem. Não há distinção,
Rm 3.23 – pois todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus,
Rm 3.24 – e são justificados gratuitamente pela sua graça,
pela redenção que há em Cristo Jesus.
Rm 3.25 – Deus o propôs para propiciação pela fé no seu
sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes
cometidos sob a tolerância de Deus;
Rm 3.26 – para demonstração da sua justiça neste tempo
presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Sl
37.39 Mt 18.11 At 4.12
Quinta
Sexta Sábado
Ef 1.7 Tt 2.11 Hb 2.3
Esboço da
Lição
Introdução.
1. O que é Pecado.
2. Pecado e a Lei.
3. A Graça Comum ou Universal.
4. Graça e suas formas.
Conclusão.
Introdução
Charles G. Finney define: O pecado é o mais custoso
que há no universo. Não há nada que se compare ao seu custo. O ser perdoado, ou
não ser perdoado, é algo de um custo infinitamente grande. Vejamos por que:
Perdoado – o custo recai
principalmente no grande substituto que é a obra da expiação.
Não perdoado – o custo recai na cabeça do pecador
culpável.
O pecado sempre foi um termo
principalmente usado dentro de um contexto religioso, e hoje descreve qualquer
desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer desconsideração
deliberada das leis reveladas. Rm 3.23
1. O que é Pecado
Definição
etimológica – No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr.
hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um
alvo, ideal ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu. Há duas
palavras gregas, dentre outras, para definir pecado: "Harmatia"
(transgredir, pecar contra Deus, praticar o mal) e "Adikia" (iniquidade, maldade, injustiça).
Definição teológica – Pecado é tudo que
fazemos em desacordo com a vontade de Deus, contrário à Sua Palavra, em
desobediência aos Seus mandamentos. O pecado é um ato de rebeldia.
Definição bíblica – A Bíblia Sagrada,
explica claramente que perante Deus, todos os homens pecaram e levam sobre si a
culpa do próprio pecado. A raiz do problema que cada homem confronta é a sua
natureza pecaminosa. “O pecado é
iniquidade”. I Jo 3.4; 5.17; Rm 14.23
1.1 – Fonte e Origem do Pecado
Sabemos que Deus é o criador de todas as coisas, mas
não é autor e nem o responsável pela manifestação do pecado. Entretanto o
pecado é um ato livre e voluntário das criaturas de Deus, uma vez que são seres
morais capazes de perceber o certo e o errado. São livres para decidirem o que
fazer da sua vida.
Origem
do Pecado no Universo – Na tentativa de investicar a origem do pecado,
Isaías 14 mostra-nos que ocorreu uma queda no mundo angélico. Com o pecado dum
príncipe no passado, houve uma desordem no Universo. Lúcifer, querubim que
servia na presença de Deus, por arrogância desejou apoderar-se do trono do
Criador por livre vontade, escolhendo o caminho do pecado, que o levou a
destruição e a condenação eterna.
Origem do Pecado na humanidade – Com respeito à origem do pecado na história da humanidade, este mesmo
“príncipe caído”, veio do mundo dos
espíritos com a sugestão de que se o homem comece do fruto proibido seria como
Deus. Adão se rendeu à tentação e cometeu o primeiro pecado, ato perfeitamente “volun-tário”
de sua parte. Por este ato foi considerado culpado, e sua culpa trouxe juízo a
toda a sua descendência. Is.14.13,14; Ez 28.13-17
1.2– Consequências do pecado
Quais foram
as consequências do pecado? Vejamos:
1. Lúcifer –
Foi destituído de suas funções celestiais, sentenciado a condenação eterna. O
pecado trouxe a este ser, que outrora fora um querubim ungido, todas as
deforma-ções em sua natureza e caráter.
2. Homem –
Foi colocado fora do Éden. A terra tornou-se maldita, produzira espinhos e
abrolhos e para o seu sustento precisou lavrar a terra com muito esforço.
3. Mulher – Por causa do pecado, multiplicou grandemente a dor da tua
gestação, sua mais sublime missão de dar à luz filhos.
4. Relacionamento – Foi expulso do Éden, perdeu a comunhão que desfrutava
com Deus.
5. Morte –
Causou-lhes a morte espiritual imediata, que os levou à morte física. Perdeu a
sua natureza divina. O salário do pecado é a morte. Ez 28.17; Gn 3.17-19; Rm
6.23; 8.20-22; Ef 2.3
2. Pecado e a Lei de Deus
Para compreendermos o
assombroso alcance do seu repúdio ao pecado, Deus providenciou um Cordeiro expiatório, que simboliza o Cordeiro de Deus, o único que pode
remover o pecado da humanidade. Por isso, o pecado implica grandes despesas no
governo de Deus. Bem ou mal a lei deve ser executada à custa do bem estar da
humanidade, ou Deus haveria de submeter aos piores resultados pela falta de
respeito a Sua lei, resultados que de alguma forma implica em grandes despesas. Os princípios
básicos da lei de Deus resumem-se numa só palavra - Amor. Jo 1.29
2.1 – Para que ser a Lei?
Pecado
é a transgressão da lei de Deus. O que é a lei de Deus? Nós não podemos
compreender a salvação sem entender a lei de Deus. Ele revela Sua vontade, no
tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. O
propósito da lei é fazer com que os homens sintam a necessidade de Jesus Cristo
e do Seu evangelho de perdão. Pela lei vem o conhecimento do pecado. Rm 5.13,20
2.2 – Porque somos condenados?
Em tese, sobre o
aspecto do governo humano, as leis
servem para nortear os rumos da sociedade, servem para organizar os atos
coletivos e individuais do povo, para que tudo não vire uma baderna.
A lei deveria delimitar, "isso
pode, isso não pode"! Porém, cada vez temos mais motivos para
acreditar que as leis já não existem para a finalidade original! Sabemos que a
infração da lei, deve ser seguida pela execução da punição, ou algo
equivalente, provavelmente mais custoso que venha punir o transgressor.
No caso do governo de Deus, o
homem transgrediu a lei divina e consequentemente deveria ser punido, mas Deus
pelo seu sublime amor proporcionou um substituto, alguém que fosse
responsabilizado pela transgressão e ao mesmo tempo honrar a lei. Rm 5.12; Ef
2.3; Tt 3.11;
3. Graça Comum ou Universal
Diante
desta natureza pecamino-sa, o homem tornou-se incapaz de agradar a Deus, por
isso, Ele tem concedido por Seu infinito amor, a “graça comum ou universal” a toda a humanidade. Esta “graça comum ou universal”, não é suficiente
para salvar o homem, mas revela-lhe a bondade ou o favor de Deus em restaurar a
capacidade de responder favoravelmente ao Amor
de Deus. À medida que o homem corresponde afirmativamente à “graça comum ou universal” que o atrai a
Deus, ele é beneficiado por esta graça
que o ajuda a cada vez estar mais perto de Deus, vencendo a escravidão do
pecado decorrente de sua natureza pecaminosa. Jo 1.16; Tt 2.11
3.1 – O que é Graça
Graça é um conceito teológico fortemente enraizado no Judaísmo e no Cristianismo, definido como dom ou
favor imerecido, gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos
os bens necessários à sua existência e à sua salvação por meio de Jesus
Cristo. Esta dádiva é motivada unicamente pela misericórdia e amor de Deus à humanidade, logo,
movida por Sua iniciativa própria, ainda que seja em resposta a algum pedido a
Ele dirigido. Por esta razão, a Graça é um favor imerecido pelo Homem, mas fruto
da misericórdia e amor divinos. O termo graça,
do original “charis”, é usado mais de
cem vezes nas epístolas paulinas. Rm
1.5; 3.24; 5.15; Ef 1.7
3.2 – A Graça e sua extensão
“Da sua plenitude todos nós recebemos
graça sobre graça”. O apóstolo João explica claramente que a “graça” é baseada somente sobre a “graça comum ou universal”, e mais nada. Podemos dizer então que a
razão de Deus nos amar não é nenhuma obrigação ou uma ação forçada da parte de
Deus, simplesmente nos expressou o seu amor porque nos amou. O profundo e
íntimo Amor de Deus que O constrange
a providenciar a salvação da humanidade, mostrando o favor imerecido de Deus,
expresso a todos os pecadores. A graça de Deus é dinâmica, fonte de nossa
salvação. Não somente salva, mas
vivifica aqueles que estão destituídos pelo pecado, capacitando-os a viver em
santidade. Portanto somos salvos pela graça, mediante a fé. A lei não salva,
mas temos compromisso com a lei. A fé na anula a lei, mas a estabelece como
princípio norteador a nossa conduta. “A
lei é dada para que a Graça possa ser exigida; a Graça é concedida para que a
lei possa ser cumprida.” Agostinho Gl
3.1-25
4. Graça e suas formas
Aprendemos que a “graça”
de Deus é imensurável. Ela inspira, cultiva, santifica e
transforma. Estudar sobre a graça de
Deus, implica abordar as principais ramificações da doutrina da salvação tais
como: o perdão, a salvação, a regeneração, o arrependimento e o amor divino. At
10.43;11.18; Tt 2.11; 3.5; Jo 3.16; Rm 5.8
4.1– Graça e
justificação
A salvação é um presente de Deus. E este
presente é gratuito. Afirmamos que recebemos a graça
de Deus, a salvação em Cristo Jesus através da sua morte expiatória. A graça
manifestou ao homem, garantindo-lhes a justificação e o direito da vida eterna. Rm
3.24; 5.18
4.2 – Graça e redenção
Deus em sua misericórdia executou o Seu plano, e
Jesus veio ao mundo, pagou o preço que o pecado exigia: a morte. Com Sua morte
em sacrifício perfeito, Jesus comprou o direito de salvar a todos quantos
crerem no Seu nome. Cristo trouxe a completa redenção à humanidade. Rm 3.24; Ef
1.17; Tt 2.11,14
4.3 – Graça e purificação
O fato de termos recebido a salvação em Cristo
Jesus pela fé, não nos isenta de termos uma vida de obediência. A graça não
apenas nos ensina a renunciar o pecado, mas também a viver segundo a vontade de
Deus, evitando a impiedade, as paixões mundanas e viver vida justa e sensata
diante de Deus e dos homens. Tt 2.11-14; 2 Pe 3.11
Conclusão
O pecado
não é brinquedo - é tirano, afirma J.
Blanchard. Levando em conta o que a Bíblia diz sobre a justiça e a
santidade de Deus, o pecado precisa ser punido com severidade. A lei exigir a
punição do pecado. E a justiça divina requer juízo contra o pecado. Mas Deus em
sua infinita misericórdia pagou o preço que o pecado exigia através da morte e
sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Deus por iniciativa própria concede-nos a
sua graça como favor imerecido. Na
desobediência do primeiro homem – Adão, o pecado abundou, mas na obediência do
segundo homem – Jesus, a graça superabundou, garantindo aos que creem a justificação.
Deus por amor ofereceu o seu Filho, pela sua benignidade para conosco. Por meio
da fé em Cristo Jesus somos salvos.
Questionário
1. Defina
teologicamente o que é pecado?
R:. Pecado é tudo que fazemos em desacordo com a vontade de Deus, contrário
à Sua Palavra, em desobediência aos seus mandamen-tos.
2. Que tipo
de ato é o pecado?
R:. O pecado é um ato livre e voluntário das criaturas de
Deus, uma vez que são seres morais capazes de perceber o certo e o errado.
3. Como
surgiu o pecado no Universo?
R:. O pecado originou-se nas regiões celestiais, quando
Lúcifer desejou apoderar-se do trono do criador por livre escolha.
4. O que é
Graça?
R:. Definido como dom ou
favor imerecido, gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos
os bens necessários à sua existência e à sua salvação por meio de Jesus Cristo
5.Graça,
quais as suas formas?
R:. Graça e justificação; graça e redenção; graça e
purificação.
Lição
09
Conhecendo
a Salvação
Texto
Áureo
“Pois Deus não nos
destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus
Cristo”. I Ts 5.9
Verdade Aplicada
A promessa da salvação
é a maior prova da bondade e misericórdia de Deus e do seu infinito amor para
com a humanidade.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender que a
promessa salvífica é um ato soberano de Deus em favor da humanidade.
Ø
Destacar que o
convite à salvação é para todos os que creem e buscam. É Universal.
Ø
Reconhecer que
Deus propôs em Jesus Cristo um plano eficaz para redimir o homem do pecado.
Glossário
Senhorio – Qualidade de senhor. Direito que
cada um tem sobre aquilo que lhe pertence; autoridade.
Forence – Que diz respeito ao foro judicial. Relativo aos
tribunais.
Conotação – Relação ou dependência que se nota na
comparação de duas ou mais coisas.
Hinos Sugeridos
Ø
81, 107 e 311
Textos de
Referência
Jo 6.37 – Todo aquele que o Pai me dá virá a
mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
Jo 6.38 –
Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que
me enviou.
Jo 6.39 – E
esta é a vontade daquele que me enviou, que eu não perca nenhum de todos os que
ele me deu, mas o ressuscite no último dia.
Jo 6.40 –
Pois a vontade de meu Pai é que todo aquele que vê o Filho, e nele crê tenha a
vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
Hb 8.6 – Mas agora alcançou ele ministério tanto mais
excelente, quando é mediador de superior aliança, que está firmada em melhores
promessas.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Is 63.16 Lc 19.10 Ef 1.7
Quinta Sexta
Sábado
Tt 2.14
Hb 9.15 II Pe 1.3,4
Esboço da
Lição
Introdução.
1. Analisando a Promessa da Salvação.
2. O propósito da Promessa da Salvação.
3. Os três processos da Salvação.
4. O alcance da Promessa da Salvação.
Conclusão.
Introdução
Deus é bom e justo. Diante da trágica queda do
homem, pecando no Jardim do Éden, ao mesmo tempo em que aplicou a sua justiça
aos culpados, também proporcionou o seu amor, providenciando um plano perfeito
de resgate da criatura caída.
Mathew Henry afirma que “a nossa salvação é tão bem projetada, tão
bem harmonizada, que Deus pode ter misericórdia dos pobres pecadores e estar em
paz com eles, sem nenhum prejuízo de sua verdade e justiça”. Hb 2.3
1. Analisando a Promessa da Salvação
A promessa divina de
salvação é a maior prova da bondade e misericórdia de Deus e do seu infinito
amor para com a humanidade. A salvação é a maior benção que o ser humano pode
receber. Salvação é um ato soberano de Deus, que em seu Filho Unigênito nos
reconciliou consigo mesmo. Salvação é um ato da infinita misericórdia de Deus,
porque é dada graciosamente, mediante a fé, e não porque merecemos. Salvação é
um ato soberano de Deus, porque só Ele pode salvar. Ef 1.7; 2.4,5; Rm 3. 24
1.1 – O que é
Salvação.
Definição etimológica – A salva-ção é um termo que
genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável.
O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz
referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma
ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da
morte. A palavra salvação, tem sua origem no grego “soteria”, transmitindo a idéia de cura, redenção, remédio e resgate; no latim “salvare”, que significa “salvar”, e também de “salus”, que significa ajuda ou saúde.
Definição Teológica – O estudo
da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante
em várias religiões. Doutrina segundo, Deus, em seu
imensurável amor, ofereceu o seu Filho unigênito para salvar pela graça, por
meio da fé, os que aceitam como único e suficiente salvador. Jo 1.12; Rm 5.12-21
1.2 – Deus, o provedor da Salvação
Deus
é o provedor da Promessa de Salvação. O homem, tentado, pecou e foi destituído
da glória de Deus, ou seja, perdeu a comunhão com Deus. Sabemos que Deus não
foi apanhado de surpresa com o terrível fato da queda de Adão. Ele, pela sua
onisciência, já sabia que o homem estava sujeito ao pecado, no entanto, a
provisão do Cordeiro foi feito antes da fundação do mundo. Deus por amor nos
tornou seus filhos, e na condição de filho, participantes de uma tão grande
salvação. I Pe 1.18-20; Hb 9.26; I Jo 3.1
1.3
– Jesus, o autor da Salvação
Em consequência do pecado, o homem ficou
sob o senhorio
de Satanás. Só Jesus Cristo poderia mudar esta situação, ou seja, resgatar-nos
das garras de Satanás pagando um alto preço. Precisamos saber que a salvação da
humanidade custou o sangue do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que foi derramado
na cruz do Calvário pelos nossos pecados, concedida graciosa e voluntariamente,
segundo a vontade soberana de Deus. Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus”, veio na plenitude dos tempos, prefigurada no
primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden, a promessa da salvação,
anunciando, assim, o primeiro pacto entre Deus e o homem, incluindo a própria
anunciação da vinda do Unigênito de Deus para a salvação da humanidade. Jo 3.16-18; I Pe 2.24; I Jo 2.2
2. O Propósito da Promessa da Salvação
O propósito da promessa da salvação é
parte essencial daquilo que Deus preparou para a humanidade baseada na
suficiência da graça manifestada em Jesus Cristo até a restauração de todas as
coisas. A propósito da promessa da salvação abrange três aspectos: Redenção, Restauração e Segurança. At
13.29-32
2.1 – A Redenção
Definição etimológica – Ato ou efeito de remir; resgate. Libertação, proteção, salvação,
socorro.
Definição
teológica – O
resgate do gênero humano por Jesus Cristo, através de sua crucificação.
Redenção sempre envolve a libertação de algum tipo de escravidão. A redenção
operada por Jesus redime da culpa do pecado, com também do poder do pecado. Tt
2.14; I Pe 1.18
2.2 – A Restauração
Definição etimológica – Ato ou efeito de restaurar; Repor no
primitivo estado: Restaurar a força, a riqueza, a saúde perdidas.
Definição
teológica – Este é o conceito básico de restauração: a
causa de voltar, um retorno, fazendo um todo de novo, para ser completo. Este conceito é
usado com frequência na primeira parte do que chamamos de Antigo Testamento no
que diz respeito às pessoas, animais e bens. No
Novo Testamento, o conceito básico de restauração está retornando a Deus. At 3.19-21; Tt 2.14
2.2 – A Segurança
Definição etimológica – Ato de segurar; Condição do que esta seguro; Confiança, garantia, firmeza. Segurança de “securus” palavra latina que
significa sem atenção ou ansiedade.
Definição teológica – Segurança é baseada em uma união espiritual dinâmico
com a Pessoa de Jesus Cristo. Todos os crentes têm plena certeza da
salvação, com a condição de que eles permaneçam em Cristo. A salvação está
condicionada à fé e perseverança. Hb 6.17-20Salvation is conditioned on faith, therefore
perseverance is also conditioned. Apostasy (turning from
Christ) is only committed through a deliberate, willful rejection of Jesus and
renouncement of belief.
3. Os três processos da Salvação
A salvação implica, no
recomeço de um novo relacionamento com Deus desfeito pelo pecado, e este novo
relacionamento começa quanto livremente reconhecemos a promessa de salvação e
aceitamos Jesus como mediador de nossa reconciliação com Deus. Através desse
novo relacionamento continuo e crescente somos justificados, (absolvidos da
culpa do pecado, declarado justo)
regenerados, (recebemos nova vida espiritual através do mérito de Jesus
Cristo, gerados novamente) e santificados
(separado do mundo e consagrado a Deus) pelo poder da graça de Deus.
3.1 – A
Regeneração
A palavra regeneração significa gerar de novo, nascer outra vez.
Regeneração é a obra sobrenatural e instantânea de Deus que concede nova vida
ao pecador que aceita a Jesus como seu salvador. Através deste milagre, ele é
ressuscitado da morte (do pecado) para a vida (na justiça de Cristo). É a
natureza divina operando no crente mediante o poder do Espírito Santo. Tt 3.5;
Jo 1.12,13
3.2 – A
Justificação
A
palavra justificação vem do hebraico
“tsadeq” e do grego “dikaios”. Significa declarar justo pelos méritos de Cristo. É um termo forense e traz
esta conotação: tornar ou declarar justo, como se este jamais houvera cometido
quaisquer iniquidade. É mais que absolvição; é colocar o pecador arrependido no
lugar de justo. I Co 6.11; Rm 3.24
3.3 – A
Santificação
A palavra santificação significa Ato ou efeito de
santificar. Palavras
hebraicas: “Qodesh”, separação,
santidade; “Qadosh” (adjetivo), santo, sagrado. Usado no Antigo Testamento. Palavras
gregas “Hagiazo” significa separação do mundo e consagrado a Deus. Usado
no Novo Testamento. A santificação é então um processo no qual o crente
torna-se pela ação do Espírito Santo, mais parecido com Deus. Santo e puro, esta é a nossa posição em Cristo.
Nossa salvação é desenvolvida
pelo poder Deus em santificação. Santificação
envolve a separação do pecado e a separação para Deus. I Co 1.2; I Ts
4.3,4,7; II Ts 2.13; Hb 12.14
4.
O Alcance da Promessa da Salvação
O alcance da salvação é
completo e perfeito. Todos indistintamente podem ser salvos, razão pela qual o
evangelho deve ser pregado a todos os povos. Evidentemente, o alcance da
salvação, não está condicionado à aceitação do plano divino, ou que todos serão
salvos ao acaso, mas está condicionada à aceitação pessoal de Jesus Cristo,
pela fé, reconhecendo-O com o único e suficiente salvador.
4.1 – A Salvação é
para o mundo todo
Sabemos
que através do sacrifício perfeito de Jesus, todos os habitantes da terra foram
representados, e os seus pecados foram perdoados. A palavra propiciação tem sua
origem na palavra latina “prope”, que significa “perto de”. Portanto, a palavra significa juntar, tornar favorável ou efetuar a reconciliação. Um sacrifício
de propiciação traz a humanidade para perto de Deus, reconcilia-o com Deus,
fazendo expiação por suas transgressões, ganhando a graça e o favor divinos.
Deus, em sua misericórdia, propicia e restaura o pecador a seu amor. Rm 3.25; I
Jo 2.2
4.2 – A Salvação é
para os que creem
A
obra expiatória de Jesus foi uma verdadeira transação que removeu um verdadeiro
obstáculo entre nós e Deus e pagou a dívida que não podíamos pagar. A pesar de
Jesus haver morrido pelos pecados da humanidade, há um sentido em que a
expiação é feita somente por aqueles que creem. Embora a salvação esta a
disposição de todos, ela se aplica exclusivamente àqueles que creem. I Tm 4.10;
I Jo 4.16; 5.1- 13.
Conclusão
Lewis S. Chafer relata que a “salvação”
é a justiça de Deus creditada ao pecador, não a justiça imperfeita do homem.
Salvação é a divina reconciliação, não o regulamento humano. Salvação é o
cancelamento de todos os pecados, não a eliminação de alguns pecados. Salvação
é regeneração divina; não reforma humana. Salvação é ser aceitável a Deus, não
tornar-se extremamente bom. Salvação é perfeição em Jesus Cristo, não
competência de caráter. A salvação, sempre e somente, procede de Deus, nunca do
homem. Como é
gloriosa a promessa da salvação em Jesus Cristo! Mas o melhor está por vir.
Quando Jesus Cristo voltar nas nuvens para buscar a sua igreja, desfrutaremos
dessa gloriosa promessa de salvação em toda sua plenitude, e estaremos para
sempre com o Senhor. I Jo 1.9; Ef 2.8-10
Questionário
1. O que é
Salvação?
R:. A salvação é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição
indesejável.
2. A propósito da promessa da salvação abrange quantos e quais aspectos?
R:. São Três. Redenção, Restauração e Segurança.
3. Quem é o
provedor e o autor da Salvação?
R:. Deus o provedor e Jesus o autor da salvação.
4. O que é
Regeneração?
R:. A palavra regeneração significa gerar de novo, nascer
outra vez.
5. Qual o
alcance da Promessa da Salvação?
R:. A salvação é para o mundo todo e para os que creem.
Lição
10
Bênçãos
da Salvação
Texto
Áureo
“Miserável homem que eu
sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7.24
Verdade Aplicada
Em Cristo Jesus temos a
salvação. A salvação dá ao homem uma viva esperança, e assim é salvo do juízo,
da ira de Deus e da morte eterna.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender o
sentido das expressões: eleição e predestinação.
Ø
Destacar que
através da nossa aceitação a Cristo temos pleno acesso a todas as bênçãos que,
nEle, Deus nos reservou.
Ø
Reconhecer os
benefícios das bênçãos da salvação.
Glossário
Fatalismo – Sistema dos que consi-deram todos os acontecimentos
como irrevogavelmente fixados de antemão por uma causa única e sobrenatural.
Livre-arbítrio – Capacidade de deci-dir por si próprio.
Pátrio poder
– conjunto
de respon-sabilidades e direitos que envolvem a relação entre pais e filhos.
Hinos
Sugeridos
Ø
177, 277, 379
Textos de Referência
Ef 1.3 – Bendito seja o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas
regiões celestiais em Cristo.
Ef 1.4 –
Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos
irrepreensíveis diante dele. Em amor
Ef 1.5 – nos
predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, pa-ra si mesmo,
segundo o beneplácito da sua vontade,
Ef 1.6 –
para louvor e glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.
Ef 1.7 –
Nele temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segunda as
riquezas da sua graça,
Ef 1.8 – que
nele derramou profun-damente sobre nós em toda a sabe-doria e entendimento.
Leituras complementares
Segunda
Terça Quarta
Gl 4.5 Rm 8.22,23 I Ts
1.4
Quinta Sexta Sábado
Cl 3.12 Rm 8.28-30 Ef
1.11
Esboço da
Lição
Introdução.
1. Salvação Plena
2. Eleição
3. Predestinação.
4. Adoção.
Conclusão.
Introdução
Em todo o
Universo, o único homem que morreu, ressuscitou e não provou novamente a morte
foi Jesus Cristo. É no Filho de Deus que está depositada toda esperança e
confiança de salvação para toda humanidade. Não houve nenhuma “fraude” na morte de Cristo, simplesmente Deus aceitou a morte dEle
no lugar da humanidade como um completo e perfeito pagamento da penalidade do
pecado, e baseado nisto Ele pode oferecer completo e livre perdão à humanidade,
que de outro modo, estariam condenados a passar a eternidade sem Deus.
1. Salvação Plena
Mas, será que entendemos exatamente o que Jesus Cristo estava defendendo
quando foi erguido naquela cruz sobre um Monte chamado Gólgota ou Calvário? Certamente para muitos uma
pergunta sem resposta. Mas Jesus Cristo estava não só garantindo a salvação,
mas a vitória em todas as circunstâncias de nossa vida, segurando a nossa alma
a esperança de um reino eterno, de paz no futuro, através de sua morte
expia-tória. Quando olhamos para o sacri-fício de Jesus Cristo, somos
privilegi-ados, porque ligamos passado, o presente e o futuro. Rm 13.11
1.1 – Passado
Olhando
para o passado, vemos o sacrifício que Jesus Cristo realizou na cruz do
Calvário. Carregou a responsabilidade pelos pecados da humanidade. A única
esperança de salvação da humanidade encontra-se no sangue de Jesus Cristo, derrama-do
no Calvário. Rm 6.6; 8.2; Tt 3.5
1.2 – Presente
Quando meditamos
no terrível preço pago por Jesus Cristo (Deus
homem), sabemos que a sua morte singular foi o suficiente para salvar a
humanidade de seus pecados.
O preço da cruz inspira reverente temor, deve levar
a humanidade a odiar o pecado e apegar-se firmemente à retidão, levando a
abandonar o nosso modo de vida. Fp 2.12
1.3 – Futuro
Entendemos
que a morte de Jesus Cristo é à base de nossa esperança, e assim proclamamos
nossa fé nEle quando olhamos em frente para a volta do Senhor Jesus Cristo,
promessa de que, um dia, estaremos face a face com Deus, confiantes recebendo a
herança eterna como recompensa pela nossa fidelidade aqui na terra. Rm 8.18-23;
Hb 9.27,28; I Pe 1.3-9
2. Eleição
Segundo Oswald Chambers, “todo o céu
está interessado na cruz de Jesus Cristo, todo inferno está terrivelmente
aterrorizado com ela, ao passo que, a humanidade é as únicas criaturas que têm
um fraco entendimento do seu significado”. O propósito de Deus, já antes da
criação citada pelo Apóstolo Paulo na Epístola aos Efésios, mostra o desejo de
Deus ter um povo para si mediante a morte redentora de Jesus Cristo na cruz,
sendo assim, Deus o elegeu para a salvação. O próprio Cristo é o primeiro de
todos os eleitos de Deus. A eleição de Cristo é fundamentada na sua morte
sacrificial, no Calvário, para salvar a humanidade dos seus pecados. Essa
eleição é uma expressão do Amor de Deus,
que em Cristo, elegeu um povo para si mesmo, a fim de que sejam santos e
inculpáveis diante dEle. II Ts 2.13
2.1 – Definição de Eleição
A palavra “eleição” significa escolha. A palavra “elegeu”
indica que Deus, por seu amor, elegeu ou escolheu um povo especial para pôr em
prática o seu propósito no mundo, no entanto, é interessante notar que Deus nos
escolheu para Si antes mesmo da fundação do mundo, um povo que leve a efeito a
causa de Deus neste mundo. A vontade de Deus redimir a humanidade não é mais
mistério, é revelação do mistério da Sua vontade, isto é, que nenhum de nós se
perca, e que toda a humanidade chegue ao arrependimento.
A Eleição e o Homem – A escolha do homem não
esta ligado ao fatalismo. É baseado no Deus soberano que deu a todos o
livre-arbítrio. Cabe o homem escolher o seu destino: a salvação eterna ou a
perdição eterna.
A Eleição em Jesus – Cristo foi eleito por
Deus. O homem por sua vez, torna eleito a Deus por Jesus Cristo. A eleição de
Jesus garantiu a nossa própria eleição quando tornamos membros do Seu corpo. I
Pe 2.4,5; Cl 3.12; Ef 1.4
2.2 – Eleição segundo a graça de divina
Na obra redentora de Jesus Cristo, Deus nos elegeu
para a salvação. Mas nossa eleição está condicionada à fé pessoal e viva em
Jesus Cristo, e na nossa união com Ele. Portanto a eleição para a salvação em
Cristo é oferecida a todos, e torna-se uma realidade mediante ao arrependimento
e fé, ao aceitar a salvação em Jesus Cristo. O propósito da salvação é
universal, mas nem todos alcançaram, uma vez que o homem é dotado de livre
escolha quanto ao seu destino. I Pe 1.2
3. Predestinação
A expressão “nos predestinou” relatada em Efésios
1.5, indica que ao eleger-nos em Jesus Cristo para ser um povo escolhido,
também, nos predestinou o que somos em Cristo hoje, justificados, regenerados e
san-
tificados para o louvor de sua glória.
3.1 – Definição de Predestinação
Predestinação, é um conceito teológico, também relacionado a filosofia, que
trata do relacionamen-to de Deus e o homem, no sentido de que Deus consegue
prever ou até decidir previamente os aconteci-mentos no tempo e no espaço
utilizando de Sua absoluta soberania e onisciência.
Segundo algumas correntes teológicas, esta capacida-de que Deus possui não
significa que Ele tem que usá-la na sua totalidade, abrindo assim espaço à atuação
livre do Homem. Ef 1.3; Rm 8.30
3.2 – Predestinação
segundo a presciência divina
A
palavra “predestinou”, mostra que
Deus, ao eleger-nos em Jesus Cristo para sermos o seu povo, suas ovelhas,
também nos predestinou para sermos o que somos: justifica-dos, santos,
inculpáveis, participan-tes da herança de filhos e glorifica-dos. A palavra “pre” significa antes, isto indica que no
glorioso plano de salvação, Deus já havia estabelecido que os eleitos também
fossem ado-tados como filhos de Deus. Ef 1.11
3.3 – Presciência
de Deus
Definição da Presciência – é o aspecto da onisciência, relaciona-mento com o fato
de Deus conhecer todos os eventos e possibilidades futuras. A palavra traduzida
por presciência é “prognosis”, da
qual deriva a palavra “prognóstico”,
em português. Significa de fato “saber
alguma coisa de antemão”. (pro = antes; gnosis = saber ou conhecer)
Portanto a presciência de Deus não afeta a decisão do homem, nem o seu
livre-arbítrio. Is 46.10
4. Adoção
A doutrina da salvação é um dos estudos
mais fascinante, mostra o que acontece com o pecador quando verdadeiramente
através da sua fé reconhece o efeito da obra expiató-ria de Jesus Cristo. A
palavra de Deus nos ensina que, na conversão, o homem recebe a paternidade
adoti-va de Deus, tornando-se filho de Deus. Gl 4.5
4.1– Definição de Adoção
Adoção no “Direito
Civil”, é o ato jurídico no qual um indivíduo
é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não
são os pais biológicos do adotado. Quando isto acontece, as responsabilidades e
os direitos (como o pátrio poder) dos pais biológicos em relação ao adotado são
transferidos integral ou parcialmente para os adotantes. A palavra “adoção” significa literal-mente colocar
na posição de filho.
Adoção espiritual é baseada no mesmo princípio, embora a adoção divina é infinitamente mais
abrangente no seu alcançe e finalidade. A
adoção é uma grande bênção porque envolve um relacionamento profundo com Deus. Ao
crer em Cristo, somos feito filho de Deus, e passamos a ter os direitos e
privilégio inerente àquela posição. Rm 8.15-17
4.2 – Privilégios
da Adoção
Um dos privilégios de ser filho de Deus é
a certeza de uma comunhão estreita e amorosa com Deus – Pai. Há uma
diferença acentuada entre filho legítimo e filho adotivo, embora todos tenham o
mesmo direito. Sob a visão bíblica, o homem e a mulher são criaturas e não
filhos de Deus. Para se tornarem filhos de Deus, eles precisam ter uma relação
mais estreita com Deus. Antes da fé salvadora, somos apenas conside-rados
criaturas de Deus; depois, somos criaturas e filhos de Deus.
Privilégios da adoção
espiritual – “Vede quão grande amor
nos concedeu o Pai, que fossemos chamados filhos de Deus”. I Jo 3.1
1. Passamos
a ter liberdade para amar e servir a Deus. Rm 8.14,15
2. Desfrutamos
da herança em Cristo. Gl 4.5,6
3. Desfrutamos
do cuidado paterno de Deus. Fp 4.19,20
4. Desfrutamos
do amor disciplinador de Deus. Hb 12.2-7
5. Desfrutaremos
das promessas de Deus. Rm 8.17,21
Conclusão
“Miserável
homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Jesus Cristo.
Alguém já lhes disse que é
possível visitar os locais onde estão os restos mortais de Buda, Maomé, Ghandi,
Frei Galvão e uma série de outros grandes nomes da história, mas os restos
mortais de Jesus Cristo não podem ser visitados? Sabem por quê? Porque não esta lá! Somente podemos visitar o túmulo
vazio, Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia e está a destra do Pai
intercedendo por nós. Aleluia!
Mais relevantes do que todos
os livros já publicados e pesquisas realizadas. Mais importante do que qualquer
especulação acadêmica ou científica, apontam para um homem que mudou a história
do mundo, sem esquecer-se de mudar a minha e a sua vida. Podemos dizer sem medo
de errar: Um mito não mudaria a vida de ninguém, mas Jesus Cristo mudou nossa
história.
Questionário
1. Quando olhamos para o sacrifício de Jesus Cristo, somos privilegiados,
por quê?
R:. Ligamos o passado, presente e o futuro.
2. A palavra
eleição significa?
R:. Escolha
3. Para que
Deus nos elegeu?
R:. Deus nos elegeu para a salvação.
4. A eleição
é oferecida a todo. Mas nem todos serão salvos. Por quê?
R:. O propósito da salvação é
universal, mas nem todos alcançaram, uma vez que o homem é dotado de livre
escolha quanto ao seu destino.
5. O que é adoção?
R:. A palavra “adoção”
significa literalmente colocar na posição de filho.
Lição
11
Aguardando
a Vinda de Jesus
Texto
Áureo
“Então aparecerá no céu
o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se lamentarão e verão o
Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Mt 24.30
Verdade Aplicada
A promessa da segunda
vinda de Cristo é uma bendita promessa que traz esperança e certeza que
encontraremos com o Senhor.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender que a
segunda vin-da é fato incontestável, pois esta ba-seada nas palavras do próprio
Jesus.
Ø
Destacar a
importância de estar-mos preparados para o retorno do Mestre.
Ø
Reconhecer que o
cumprimento da vinda de Jesus será maravilhoso e coroará nossa expectativa.
Glossário
Ápice – O ponto mais elevado; auge, apogeu, “o máximo”.
Desnudo – Pessoa sem roupa; despida; nua.
Errôneas – Em que há erro; falso; contrário à verdade.
Hinos
Sugeridos
Ø
74, 123, 371
Textos de
Referência
Jo 14.1 – Não turbe o vosso coração. Credes em
Deus, crede também em mim.
Jo 14.2 – Na
casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou
preparar-vos lugar.
Jo 14.3 – E
se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para
que onde eu estou estejais vós também.
Jo 14.18 –
Não vos deixareis órfãos; virei pra vós.
Jo 14.19 –
Ainda um pouco e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis. Porque eu vivo,
vós também vivereis.
Jo 14.20 – Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós
em mim, e eu em vós.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Hc
2.3 Ml 3.1,2 Mt
24.27
Quinta Sexta Sábado
Mc 14.62
At 1.11 Hb
10.37
Esboço da
Lição
Introdução.
1. A certeza da Vinda de Jesus.
2. Analisando a Promessa da Vinda de Jesus.
3. Uma bem-aventurada Esperança.
4. Uma vitória da Redenção.
Conclusão.
Introdução
Não há
dúvida de que Jesus Cristo voltará. Sua volta foi anunciada pelos anjos, pelos
profetas, por João Batista, pelos apóstolos e o próprio Cristo a prometeu.
Deus prometeu enviar o seu Filho uma segunda vez no céu para buscar
aqueles que Ele elegeu, predestinou antes mesmo da fundação do mundo. A
gloriosa promessa da segunda vinda é
a maior certeza e esperança para aqueles que aceitaram o plano de salvação na
pessoa de Jesus Cristo. Esse evento tão aguardado significará para os que creem
o ápice de sua peregrinação neste mundo. Zc 14.3-5; Lc 3.3-6;
1. A certeza da vinda de Jesus
Cristo voltará. Que gloriosa esperança! O fato da volta de Jesus Cristo, não é
estabelecido pela opinião da maioria ou pela esperança de especialistas
políticos e humanitaristas, mas a certeza da volta de Jesus Cristo apoia-se na
revelação da Palavra infalível de Deus! A segunda
vinda de Cristo é mencionada mais de 300 vezes no NT. Alguém já disse a
segunda vinda é mencionada oito vezes mais que a primeira. Jo 14.2-3; At 1.11
1.1 – Promessa
do próprio Jesus
No capitulo 13 do Evangelho de João, vemos o
Senhor Jesus proferir aos discípulos parte de um longo discurso na noite em que
foi traído. A pesar de sentir-se profundamente tocada a sua própria alma,
queria, antes de tudo, confortar o coração dos seus discípulos, mostrando o seu
amor por eles. “Virei outra vez”.
Esta é a promessa que tem alimentada a igreja desde os primórdios do
cristianismo e, passados já quase 2.000 anos, em pleno século XXI, ela ainda
permanece viva nos corações dos filhos de Deus. Mt 24.20; Mc 13. 24-27; Lc 21.28
1.2 – Sinais da sua vinda
Jesus em
seu sermão profético deixou bem claro os principais eventos que aconteceram
antes da sua vinda. São sinais previstos na Bíblia. Vejamos:
1. Sinais de
guerra e rumos de guerras – O mundo
vive constante conflito: motins e guerrilhas estourando por toda a parte. A
insegurança tomou conta da humanidade. Mt 24.6
2. Fomes,
pestes, traições e o aumento da criminalidade – Vivemos em uma sociedade marcada pelo medo, não há
mais tranquilidade nas ruas e em suas próprias casas.
3. Falsos
profetas e falsos cristos – Nunca
houve tantos falsos profetas e falsos cristos em nossos dias que tem abalado os
alicerces do cristia-nismo com suas
doutrinas errôneas, trazendo incredulidade e descrédito da palavra do Senhor.
Mt 24.5
4. Multiplicação
da iniquidade – O pecado tem se
alastrado de maneira assustadora dentro da família, sociedade e igreja. A
pornografia esta estampada em cada anúncio de revista, televisão, jornais, que
expõem mulheres e homens desnudos servindo de estímulo sexual ilícito e imoral.
Mt 42.12
Esses e muitos outros sinais
evidenciam a brevidade do tão almejada volta de Jesus Cristo dando fiel
cumprimento da promessa de Deus.
2. Analisando a pro-messa da Vinda de Jesus
Sabemos que o fato da Segunda Vinda de Jesus Cristo é a bem-aventurada esperança que
trata o Apóstolo Paulo em sua carta endereçada ao mensageiro da igreja de
Corinto, seu amigo amado Tito. “Porque a
graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a
renunciar à impiedade, e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata,
justa e piedosa nesta presente era, enquanto aguardamos a bendita esperança: a
gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Tt 2. 11-13
2.1 – Ocasião da
Promessa
As palavras
expressa em João 14, foram proferidas na véspera do dia em que Jesus Cristo e
seus discípulos se viram nas mais profundas trevas que o universo jamais
assistiu, portanto Jesus traz-lhes uma palavra de consolo porque era necessário
que tudo isso acontecesse para que se cumprissem as Escrituras Sagradas. Sl
22.17,18; Is 53.1-5
2.2 – Razão da Promessa
Mostrar aos discípulos naquele momento
que a cruz era apenas parte da obra redentora de Deus para a raça humana. Tudo
estava acontecendo conforme o propósito divino de Deus, para que na segunda
vinda, voltasse não como sofredor, mas como vitorioso, para levar a gloria um
povo que salvou, redimiu, pela sua morte vicária ali na cruz do Calvário. Ap
5.9,10
2.3 – Consolo da Promessa
A obra redentora de Jesus
Cristo consumada na cruz do Calvário é o grande ponto de partida para a grande
colheita que será realizada nestes últimos tempos. Da mesma forma que Jesus
consolou os seus discípulos dando a certeza, que um dia, estariam novamente
reunidos, assim também temos a certeza de que estaremos reunidos com o
maravilhoso e sublime Salvador. I Ts
4.13-18
3. Uma bem-aventura-da Esperança
Max Lucado diz que: “A esperan-ça do futuro não é permissão para
viver irresponsavelmente no presen-te. Aguardemos com expectativa o dia da
vinda do Senhor”.
Será que
estamos aguardando a vinda do Senhor com esperança, ou já cansamos de esperar?
At 24.15
3.1 – Afirmação da
Esperança
No momento que ocorre a sua ascensão, Jesus Cristo
foi elevado às alturas enquanto os discípulos olhavam fixo ao céu, de repente
surgiram diante deles dois homens vestidos de branco e reacenderam suas
esperanças, reafirmando a volta de Jesus Cristo. Esta promessa também precisa
ser a nossa certeza de que Jesus voltará para buscar seus escolhidos. At 1.8;
Ap 3.11
3.2 – Alegria da
Esperança
Raimundo de Oliveira em seu livro intitulado As
Grandes Doutrinas Bíblicas, escreveu dizendo: “A vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é um tema que veio como uma
segunda conversão. Mudou toda a corrente da minha vida, e transformou a Bíblia
em um livro novo para mim. Creio que foi âncora de minha fé em uma época de
muita crítica e de vaguear ao sabor das águas de velhos canais”. Tt 2.13
3.3 – O aguardo da Esperança
Muitos descuidados, por inter-pretarem a Bíblia erroneamente,
tentam decifrar o dia da vinda de Jesus, criando especulações, induzin-do o
povo a uma falsa esperança e outros acreditam que pelo fato de já ter passado
tanto tempo da promes-as acham que este dia não chegará. Mas os verdadeiros
filhos de Deus aguardam a volta do Senhor Jesus Cristo com um evento pleno e
real que pode acontecer a qualquer momento conforme predito nas Escrituras
Sagradas. Mc 13.32,33; II Pe 3.10
4. Uma vitória da redenção
A vinda do Senhor Jesus é
parte do projeto maravilhoso que Deus proporcionou à raça humana na obra
redentora. Jesus Cristo nos redimiu do pecado, transportando para a maravilhosa
luz. I Jo 1.7
4.1– Alcance da
Redenção
Aimee
McPherson retrata em suas
palavras esta maravilhosa graça: “Graças
a Deus, a vinda do Senhor não significará a morte, mas a vida – não a descida
para a sepultura, mas a saída dela para uma ressurreição luminosa e bela”.
Isto mostra que a segunda vinda de Jesus Cristo, revestirá o nosso corpo mortal
de imortalidade, sem a corrupção do pecado, para habitarmos para sempre com o
Senhor Jesus Cristo. I Pe 2.9
4.2 – A vitória da
Redenção
O ponto
culminante, da redenção é o arrebatamento, onde desfruta-remos a vitória
completa da reden-ção proporcionada através da morte de Jesus Cristo na cruz do
Calvário, onde nos resgatou pelo seu precioso sangue. Jesus veio à primeira vez
preparar um povo para si. Sabem por quê? A sua graça se há de manifestar em nós
trazendo salvação. Aquele que nos preparou a salvação na cruz, esta preparando
também um lugar com seu Pai. O céu é um lugar preparado para um povo preparado.
Ao chegarmos lá não nos será terra estranha, seremos conhecidos e esperados
pelos que lá habitam. Ap 19.1-10
Conclusão
Pessoas
que amam não conseguem ficar longe, separadas, distantes por muito tempo. O
amor cria a necessidade de ficar junto com a pessoa amada.
Jesus
experimentou este sentimento do ser humano e sabe o que é ter saudades. Imagino
quando Jesus estava indo para o céu, após sua ressurreição, seu coração ficou
pequeno e apertado, com a realidade da separação de seus discípulos.
Imagine
com que carinho Jesus pensou ao deixar sua mãe, seus irmão, seus discípulos e
todos aqueles que Ele conheceu e se deixaram ser amado e tocado por Ele. Com
que ardente desejo, Jesus deve ter dito: “Virei
outra vez”.
Se
pudéssemos resumir o porquê Jesus vai voltar, diríamos que é porque Ele não
aguenta mais viver longe dos filhos que Ele criou para estarem juntos com Ele e
o Pai. Ele vem buscar os que são seus. É uma questão de amor, muito amor, e
Jesus já provou como e quanto nos ama. Ele vem buscar para por fim à morte e o
pecado que trás consigo toda maldição, sofrimento e dor. Ele estabelecerá
justiça para sempre. Gl 2.20; I Jo 4. 7-21
Questionário
1. Por quem
foi anunciada a volta de Jesus?
R:. Sua volta foi anunciada pelos anjos, pelos profetas, por João Batista,
pelos apóstolos e o próprio Cristo a prometeu.
2. Quais são
os sinais da volta de Jesus relatada na Bíblia?
R:. Sinais de guerra e rumos de guerras; Fomes, pestes,
traições e o aumento da criminalidade; Falsos profetas e falsos cristos;
Multiplicação da iniquidade.
3. Qual o
propósito de Jesus em reafirmar a sua vinda?
R:. Consolar os seus discípulos
dando a certeza, que um dia, estariam novamente reunidos, assim também temos a
certeza de que estaremos reunidos com o Salvador.
4. Qual o
ponto culminante da redenção?
R:. É o arrebatamento, onde
desfrutaremos a vitória completa da redenção proporcionada através da morte de
Jesus Cristo na cruz do Calvário, onde nos resgatou pelo seu precioso sangue.
5. Como
devemos aguarda a vinda de Jesus?
R:. Aqueles que aceitaram o
plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo aguardam a segunda vinda de Jesus
com certeza e esperança.
Lição
12
A Certeza da Vida Eterna
Texto Áureo
“Disse
Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Que crê em mim, ainda que esteja morto,
viverá”. Jo 11.25
Verdade Aplicada
A ressurreição
de Jesus é um dos maiores milagres do Universo, pois representa a consumação da
salvação prometida por Deus.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender o
significado da ressurreição de Jesus Cristo.
Ø
Destacar que a
nossa salvação foi consumada na ressurreição.
Ø Reconhecer que se Jesus Cristo na tivesse
ressuscitado, vã seria a nossa esperança de vida eterna.
Glossário
Autenticidade
– É a certeza absoluta de que um
objeto (em análise) provém das fontes anunciadas e que não foi alvo de mutações
ao longo de um processo.
Enigmático – Relativo a enigma; Obscuro; Misterioso.
Historicidade – Qualidade do que é histórico.
Hinos Sugeridos
Ø
63, 202 e 614
Textos de
Referência
At 2.31 –
Nesta previsão disse da ressurreição de Cristo que a sua alma não foi deixada
na morte, nem a sua carne viu a corrupção.
At 2.32 –
Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.
I Co 15.20 –
Mas de fato Cristo ressurgiu dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que
dormem.
I Co 15.21 –
Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos
veio por um homem.
I Co 15.22 –
Pois assim como todos morrem em Adão, assim também serão vivificados em Cristo.
I Co 15.23 – Mas cada
um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua
vinda.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Dn
12.2 At 26.23 Rm 6. 4.11
Quinta Sexta
Sábado
Fp 3.10-11
I Ts 4.14 Ap 20.6
Esboço da
Lição
Introdução.
1. O que é Ressurreição.
2. Significado
da Ressurreição de Jesus.
3. Provas da ressurreição de Jesus.
4. A certeza da Vida Eterna.
Conclusão.
Introdução
A ressurreição do Senhor Jesus Cristo é um dos mais
extraordinários acontecimentos já registrado pela história, é fato
incontestável. Foi um ato atestado pelos oficiais que montavam guarda junto ao
sepulcro. Foi atestado pelos discípulos e por outros seguidores, bem como pelo
próprio inimigo. Os cristãos ressuscitados, face à ressurreição de Jesus, foram
vistos por muitos depois da sua ressurreição; por Cefas, pelos discípulos, por
Tiago e outras testemunhas oculares que testemunharam sua ressurreição.
1. O que é Ressurreição
Res.sur.rei.ção sf 1 - Ato de
ressurgir ou reaparecer vivo depois de ter morrido. 2 - Restituição do morto à
vida. 3 - Nova vida; novo vigor.
Definição - Ressurreição pode ser
definida como retorno à vida de modo sobrenatural. A Bíblia afirma que os
salvos ressuscitarão com um corpo transformado e glorioso, enquanto que os
ímpios ressuscitarão com um corpo desprezível e vergonhoso. Jesus Cristo
ressuscitou, retornando sobrenaturalmente à vida física. At 4.33; I Co 15.12
1.1 – O valor
da Ressurreição
O fato da
ressurreição de Jesus a nossa fé, é fato de suprema importância. De todas as
religiões que existem no mundo, o Cristianismo é a única que tem seu fundador
ressurreto. Não só os cristãos consideram o fato importan-te, mas também os
incrédulos se pudessem desmentir esse fato destruiria pela base a fé cristã.
Por exemplo: Se a ressurreição de Jesus realmente ocorreu, o Cristianismo é o
que de fato ele afirma ser – uma revelação direta de Deus. I Co 15.14-20; I Pe
1.3
1.2
– Singularidade do Cristianismo
A
autenticidade do Cristianismo esta baseada no fato da ressurreição de Jesus
Cristo. Segundo o estudioso da Bíblia, Dr. Evans, relata: Se a ressurreição não
tem base histórica, o Cristianismo não passa de uma fraude. Se a ressurreição
puder ser negada e desmentida a sua historicidade; desmorona-se toda a
estrutura do evangelho, pois a ressurreição de Jesus Cristo é a pedra angular.
Se não houve tal ressurreição física, tudo o que a igreja tem feito durante
séculos e todas as esperanças do futuro que a igreja tem nutrido e comunicado,
estão baseadas numa grande mentira. At 4.10-13; Ef 3.11-22
2. Significado da Res-surreição de Jesus
O sacrifício promovido por
Jesus Cristo na cruz do Calvário prova que seu sofrimento e morte pela
humanidade não foram em vão, mas este foi pleno e eficaz, suficiente e
eficiente para a reconciliação de toda a humanidade com Deus Criador. Isto
prova que os maiores inimigos dos seres humanos – o pecado, o diabo e a morte
foram vencidos, não podem lhes causar nenhum mal, pois Jesus os derrotou
através do plano glorioso de redenção promovido por Deus. Fundamentados na certeza e garantia de ressurreição
de Jesus Cristo, a humanidade pode erguer um brado de alegria e de vitória
proporcionado pelo salvador Jesus Cristo. I Co 15. 55-57
2.1 – Nossa garantia no presente
A
argumentação de Paulo na primeira carta a Corinto é: ensinar que não há
salvação é ferir a realidade da salvação e a esperança da imortalidade. Se não
há ressurreição do corpo, em Jesus, que tomou para si um corpo humano, não
ressurgiu dentre os mortos. Portanto se Jesus não ressurgiu dentre os mortos,
então a nossa pregação é vã, isto é, falsa e enganosa. Se a pregação é vã, logo
então são vãs a fé e a esperança daqueles que aceitam. Se Jesus não ressurgiu
dentre os mortos, então não há salvação dos pecados e a morte de Jesus não
seria expiatória e todo o sacrifício, a autonegação e o sofrimento de Jesus
teriam sido em vão. At 1.3; Rm 13.11; Fp 3.20,21
2.2 – Nossa garantia no futuro
Devemos
ter em mente que a obra redentora de Jesus exerceu grande efeito em nosso
relaciona-mento com a morte e a vida. Jesus tornou sem efeito a morte e trouxe
à luz a vida e a imortalidade por meio da obra redentora. Reconhecer a
existência no além-túmulo, nossa vida espiritual continua sob novas condições.
Myer Pearlman declara: Entrar nesta vida é o alvo do homem. Ao aceitar Cristo,
o cristão, já na vida presente, passou da morte para a vida. Sua plenitude
pertence à existência que começa com a ressurreição da vida. Existe uma vida
futura que, embora agora esteja oculta, se revelará quando Cristo, nossa vida,
for manifestado. O estado dos que faleceram em Cristo é algo ainda melhor que a
presente vida nele. Mas a plenitude de vida, a terra de promessa e seu destino
e seu direito de primogenitura como filhos de Deus serão revelados na vinda de
Cristo. Mc 9.43; Jo 3.36; 5.29; I Tm 4.8; Cl 3.4
3. Provas da Ressur-reição de Jesus
A ressurreição foi confirmada, confessada e
proclamada por muitos através da história. Porém, o aspecto importante da
ressurreição, é que o próprio Jesus deu prova de que Ele é o verdadeiro Filho
de Deus, cumprindo na integra a vontade de Deus, realizando o ato mais
importante registrado em toda a história, o plano infalível da redenção da
humanidade. Isto mostra que sua ressurreição é prova de que Deus – Pai aceitou
o seu sacrifício feito em nosso lugar e em nosso favor, pois representou a
consumação da salvação prometida por Deus, desde a queda do homem no Jardim do
Éden. I Co 15.4-9
3.1 – O túmulo
vazio, os lençóis em ordem e o testemunho dos Soldados
Temos a
evidências do túmulo vazio. Ele não esta lá. Quando visitamos seu túmulo em
Jerusalém podemos comprovar a veracidade desse fato histórico. Entre as
testemunhas oculares da ausência do corpo de Jesus temos: Seus amigos e
seguidores; seus inimigos; os guardas romanos; os anjos e várias mulheres que
afirmaram de fato não haver corpo morto no túmulo onde Jesus estava. Outra
evidência é da mortalha e toalha de linho que envolvi o corpo de Jesus,
deixadas em perfeita ordem dentro do túmulo. Portanto Pedro e João notaram este
enigmático fato. Se Jesus tivesse despertado de um desmaio, ou se Seu corpo
tivesse sido raptado como afirma alguns, como explicar os panos mortuários
deixados em ordem? Outra evidência, ouvi-se da boca dos guardas que guardavam o
túmulo, relataram aos anciões judaicos, o caso da aparição de um anjo do
Senhor, que removeu a pedra na porta do túmulo. O anjo veio não que Jesus
precisasse para sair do túmulo, mas para que as testemunhas oculares pudessem
contemplar o túmulo vazio. Mt 28.1-10; Lc 24.12
3.2 – Os
Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Discípulos e os qui-nhetos irmãos, Tiago e
Paulo
Em I Co 15, faz referências às pessoas ainda vivas
naqueles dias e que atestavam terem visto Jesus ressurreto durante o período de
quarenta dias, antes da Sua ascensão. Todos os onze discípulos viram-nO e
conversaram com Jesus. Depois, um grupo de quinhentos irmão viram-nO antes da
Sua ascensão. Jesus apareceu a seu irmão natural e tornou-o uma das colunas
entre os santos. A última aparição de Jesus ressurreto foi testemunhada pelo
Apóstolo Paulo em sua conversão. Todos os testemunhos são provas irrefutáveis
da ressurreição de Jesus Cristo. Não podemos negar Ele já ressuscitou e voltará
buscar o seu povo. Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10; I Co 15.5,6 e
8; Jo 7.5; Gl 2.9
4. A certeza da
Vida Eterna
A ressurreição de Jesus
Cristo, além de fazer parte do plano divino de redenção, mostra algo ainda mais
sublime. Garante uma vida de reconciliação com Deus. Através deste ato, sabemos
que agora estão disponíveis para nós a salvação e a vida eterna, algo que pode
ser plena alcançada mediante a nossa fé no Senhor Jesus Cristo. Jo 11.25,26
4.1 – Vida eterna
A vitória de Jesus
Cristo nós dá garantia de uma vida de esperança, tanto no presente como no
futuro. Fomos libertados da escravidão do pecado e da morte. Através da
ressurreição de Jesus Cristo podemos olhar para além da vida, além do túmulo,
pois a morte física é apenas uma passagem para uma vida de gozo, paz e alegria.
Aquilo que é mortal será revestido de imortalidade, e aquilo que é corruptível
será revestido de incorruptibilidade.
4.2 – Viva esperança
Podemos olhar além do
sofrimento desta vida, porque a vitória proporcionada por Jesus Cristo nos dá a
garantia do seu retorno glorioso, Ele voltará triunfante e nos conduzirá pelos
portões da nova Jerusalém, e tomaremos posse permanente da vida eterna
restaurando a perfeita comunhão com Deus. Rm 8.24; I Co 15.35-58
4.3 – Glória eterna
Jesus Cristo nos garante
todas essas bênçãos. E aos que vencerem o Rei dirá: “Vinde benditos de meu Pai! Recebam como herança o reino que lhes foi
preparado desde a criação do mundo”. A vitória conquistada pela sua
ressurreição está disponível para qualquer um de forma pessoal e individual, ou
seja, para mim e para você que pela fé O aceite como suficiente salvador,
crendo no plano de salvação provido por Jesus Cristo. A vitória conquistada por
Jesus Cristo garante a nós uma vida de reconciliação e vida eterna com Deus. Cl
3.4; Tt 1.2 Ap 21.11,23
Conclusão
Deus
realizou uma obra perfeita de libertação para nós. Ofereceu um remidor, um
substituto que pudesse levar sobre si o nosso pecado. Salvador prometido desde
a fundação do mundo.
Esta
obra foi consumada por Jesus Cristo na cruz do Calvário, Ele libertou-nos da
escravidão do pecado para vivermos uma vida plena estabelecida pelo novo
concerto, trazendo salvação. A salvação
trouxe uma mudança de condição: antes mortos, agora vivos. Trouxe, também, uma
mudança de posição: antes destituídos de privilégios, agora favorecidos por
Deus através do seu infinito amor.
Deus
na sua sublime misericórdia amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho, seu
unigênito, para que todo o que nEle crer tenha a vida eterna. Jo 3.16
Questionário
1. O que significa Ressurreição?
R:. Ressurreição pode ser
definida como retorno à vida de modo sobrenatural.
2. Qual o significado da Ressurreição de Jesus?
R:. Jesus
tornou sem efeito a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio da
obra redentora.
3. Cite quais as testemunhas que viram Jesus
ressuscitado?
R:. Os
soldados, os discípulos e um grupo de mais de quinhentos irmãos.
4. Como obtemos a certeza da vida eterna?
R:. Crer no
Senhor Jesus como Salvador de nossa vida.
5. O anjo veio não que Jesus precisasse para
sair do túmulo, mas para que?
R:. Para que
as testemunhas oculares pudessem contemplar o túmulo vazio.
Lição
13
Conhecendo o Espírito Santo
Texto
Áureo
“A
terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito
de Deus pairava sobre a face das águas”. Gn
1.2
Verdade Aplicada
O
Espírito Santo não é uma força, energia, ou simplesmente uma influência. Ele é
uma pessoa divina e bem atuante na obra da criação.
Objetivo da Lição
Ø
Compreender a
existência do Espírito Santo no tocante a sua natureza divina.
Ø
Destacar a
pessoalidade do Espírito Santo na Bíblia.
Ø Reconhecer que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são
distintos entre si, de tal forma que os três não se confundem em si.
Glossário
Proeza – Ação de valor; Façanha.
Suscetível – Que pode receber impressões; Que envolve
possibili-dade.
Sensibilizar
– Tornar sensível, como-ver;
tornar-se à ação da luz.
Hinos Sugeridos
Ø
349, 367 e 553
Textos de
Referência
Jo 14.16 –
Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco
sempre.
Jo 14.17 –
Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que
me enviou.
Jo 14.18 – o
Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o
conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós.
Jo 14.25 –
Tenho-vos dito isso, estando convosco.
Jo 14.26 – Mas o Consolador, o Espírito santo, que o Pai
enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o
que vos tenho dito.
Leituras
complementares
Segunda
Terça
Quarta
Jl 2.28,29 Zc 4.6
Mt 12.28
Quinta Sexta Sábado
Jo 16.7,8 At 1.8 I Co 3.16
Esboço da
Lição
Introdução.
1. A natureza do Espírito Santo.
2. O Espírito Santo na criação.
3. O Espírito Santo em Cristo.
4. O Espírito Santo no Homem.
Conclusão.
Introdução
Muito antes da criação e do alvorecer dos
tempos, o Espírito santo já existia e atuava como uma pessoa divina. Embora
oculto, aparece através das proezas e feitos do Criador no Universo. O Espírito
Santo tem exercido na terra uma atividade incomum, especialmente no nosso
século. A existência do Espírito Santo é para muitos uma gloriosa verdade,
porque, além do testemunho da nossa própria existência corresponde à luz das
profecias de que a manifestação do Espírito santo é um dos sinais distintos da
volta de Jesus. Gn 1.2; Jó 33.4
1. A natureza do Espí-rito Santo
Quem é o Espírito Santo? A resposta a
esta pergunta no que expõe a Bíblia quanto à personali-dade do Espírito Santo.
Certificamos de que Ele não é simplesmente uma influência, uma força, ou
energia, como algumas pessoas creem. O Espírito Santo é uma pessoa Divina. É
Ele quem distribui as numerosas bênçãos e o poder que Deus tem posto à nossa
disposição. O Espírito Santo é uma pessoa distinta e separada de Deus. Ele
procede de Deus, ele é enviado de Deus, o dom de Deus aos homens. Sl 139.7-12
1.1 – Personalidade
O
Espírito Santo é uma pessoa. Muitas vezes descrevemo-Lo de uma maneira
impessoal: como sopro, fogo, água, contudo esses nomes são meras descrições de
suas operações. O Espírito Santo possui atributos de uma personalidade: Ele
pensa, (Rm 8.27) tem vontade, (I Co 12.11) sente tristeza. (Ef 4.30) Ele exerce
atividades pessoais: revela, (II Pe 1.21) ensina, (Jo 14.26) testemunha de
nossa filiação, (Gl 4.6) intercede, (Rm 8.26) fala, (Ap 2.7) testifica de
Jesus, (Jo 15.26) e comanda. (At 16.6,7) Ele é suscetível de trato pessoal:
alguém pode mentir perante Ele, (At 5.3) pode-se blasfemar contra Ele. (Mt
12.31,32) Como vemos, o Espírito Santo tem inteligência, conhecimento, vontade
própria, e estes, são faculdades e atributos de uma pessoa.
1.2 – Deidade
O Espírito
Santo tendo a natureza divina e atributos divinos Ele é: Espírito eterno, (Hb
914) onipresen-te, (Sl 139. 7-10) onipotente, (Lc 1.37) onisciente. (I Co 2.10)
Como Deus, Ele produziu e produz obras divinas: Tomou parte na criação do
mundo, (Gn 1.2) geras novas criaturas em Cristo Jesus, (Jo 3.5) ressuscitou
Cristo dentre os mortos,
(Rm 1.4; 8.11) Ele mesmo procede do Pai e do Filho,
(Jo 15.26; 16.11) Ele é o autor das Escrituras Sagradas. (At 4.24,25;II Pe
1.21) Ele possui diversos nomes os quais provam a sua deidade: Espírito de
Deus, (I Co 3.16) Espírito de Cristo, (Rm 8.9) Espírito Santo, (At 1.5)
Espírito de Vida, (Rm 8.2) Espírito de Adoção. (Rm 8.15)
2. O Espírito Santo na criação
Cada
membro da Trindade divina desempenhou um papel importante na criação. A mente
do Pai desejou e planejou todas as coisas; o poderoso braço direito do Filho
completou a execução do trabalho, e o Espírito Santo, ao lado da Primeira e
Segunda Pessoa da Trindade, contribuiu efetivamente com a Sua parte na obra da
criação. Pv 8.27-31; Jo 1.1,2; Gn 1.2
2.1 – Seu trabalho
particular
O trabalho
particular do Espírito Santo é comunicar a vida:
1.
Ele deu a vida ao
Universo. Gn 1.2
2.
Ele ressuscitou
Cristo da morte. Rm 1.4; 8.11
3.
Ele traz o novo
nascimento. Jo 3.1-8
4.
Ele dá vida
espiritual a um individuo e a uma igreja. Ez 37.14
2.2 – Sua
atividade na Natu-reza
O
Espírito Santo tem apresentado grande atuação na natureza. É no livro de Jó que
encontramos algumas passagens relativas a esse trabalho do Espírito Santo. Jó
relata com riqueza de detalhes a proezas do Artista Divino na criação do
Universo. Podemos deduzir que, foi o Espírito Santo o Agente Divino pelo qual
todas estas maravilhas vieram a existir. Jó 26.13; Sl 33.6; 104.30
3. O Espírito Santo em Cristo
Uma
jovem de Nazaré recebeu a uma gloriosa promessa através da visitação de um
anjo. Revelando que ela conceberia através do Espírito Santo, e daria à luz um
filho. Esse mesmo anjo da parte de Deus também apareceu a José, noivo de Maria,
dizendo: José, filho de Davi, não temas
receber Maria tua mulher, era resultado da operação do Espírito Santo. Tudo
isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte Deus, pelos
profetas. Mt 1.18-25
3.1 – Atuação do
Espírito San-to no nascimento virginal Jesus
O anjo
Gabriel foi enviado para anunciar o nascimento de Jesus. Sabemos que este
nascimento foi concebido de forma sobrenatural conforme predito pelo profeta
Isaías e confirmado no Evangelho Segundo Mateus. Duas coisas foram esclarecidas
nas palavras do anjo Gabriel, quanto ao Espírito Santo, em relação ao
nascimento de Jesus:
1. A concepção
de Jesus, sem pecado – Jesus seria o
ente santo, puro e incorruptível, ou seja, livre da mancha do pecado. Lc 1.35
2. Seria o Filho
de Deus – Porque fora concebido pela
virtude do Espírito Santo, motivo pelo qual Jesus é chamado Filho de Deus. Lc
1.31
3.2 – Atuação do
Espírito San-to e o ministério de Jesus
Após o
nascimento de Jesus, em sua apresentação no templo, o Espírito Santo mais uma
vez esteve em evidência. Simeão foi vocaciona-do para identificá-Lo como o
Messias prometido através da atuação do Espírito Santo na sua vida. Lc 2.25-33
No
Evangelho segundo escreveu Lucas descreve detalhes do ministério de Jesus que
durou cerca de três anos e meio, foi exercido no poder do Espírito Santo. Com
este poder dominou todos os seus inimigos: poder sobre os demônios; poder sobre
as enfermidades; poder sobre a natureza; poder sobre as circunstâncias e poder
sobre a morte. Em todas as fases de Jesus o Espírito Santo O acompanhou na Sua
obra redentora. Mt 11.5; Mc 4.39; 5.7; Lc 4.14; Jo 6.5; 11;43
4. O Espírito Santo no Homem
Quando o homem nasce de novo, sua vida em Cristo
torna-se o centro das operações do Espírito, que produzem benefícios, tanto
para o próprio crente como para igreja, o corpo de Cristo. O trabalho do
Espírito Santo é confirmar a salvação recebida, dando a certeza de que estamos
realmente salvos. A partir de então, o Espírito Santo conduz o crente à vitória
sobre o pecado, que antes dominava. Rm 8.4,16; Gl 5.16
4.1 – A visitação
inicial do Espírito Santo
Ao
analisarmos a Bíblia Sagrada, vemos o profeta Joel 2:
4.2 – Atuação do Espírito Santo no Homem
A operação
do Espírito Santo na vida do homem começa a produzir nele a convicção do
pecado, levando-o a sentir a sua convicção de pecador. A iniciativa de
voltar-se para Deus nunca parte do homem. Isto significa que Deus, o Pai,
através da atuação do Espírito Santo, traz os homens a Cristo. Uma das
principais atividades do Espírito Santo é trabalhar na vida do pecador a fim de
convencê-los de seus pecados e da perdição eterna. O Espírito Santo, em seu
relacionamento com o homem, opera na mente – convencendo do pecado e de sua
necessidade de um Salvador pessoal, no sentimento – procura sensibilizar o
pecador acerca do seu estado espiritual procurando persuadi-lo à decisão para a
salvação, na vontade – desperta o desejo da decisão por Cristo, convencendo do
pecado, da justiça, e do pecado. O Espírito Santo produz no homem:
justificação, re-generação e santificação. O Espírito Santo é o agente da cura
divina, e o penhor da nossa herança. Jo 3.3; Rm 8.16; I Co 12.11; Ef 1.13,14
Conclusão
Quando eu olho para o Dia do Pentecoste, e vejo que
Jesus já havia subido, e uma grande multidão reunida ali em Jerusalém, e os
soldados haviam trazido um falso repórter após terem olhado o túmulo vazio, os
soldados acusavam e diziam que os discípulos tinham roubado o corpo de Jesus.
Os onze
discípulos, juntamente com 120 pessoas foram para o cenáculo, pois as ruas de
Jerusalém estavam cheias de violências, queriam destruir e acabarem com os
discípulos de Jesus, por fim aquele movimento, mas os discípulos e o povo que
lhes seguiam estavam aguardando, esperando o momento certo para receberem a
promessa de Jesus, pois Jesus havia dito a eles: “Permanecei em Jerusalém, até que do alto sejais revestido do poder”.
Então o
Espírito Santo começou a liderar os discípulos, e de repente eles se tornaram
cheios do Espírito Santo. Se naquele dia perguntassem a Pedro – qual a sua opinião sobre a influência do
movimento Pentecostal? Pedro
cheio de poder, certamente lhe responderia: “Esperai e vede o que Deus ira fazer por intermédio destes que agora estão
cheio do Espírito Santo”.
Não foi
preciso esperar muitos dias, porque logo após o derramamento do Espírito Santo,
Pedro e seus companheiros transformaram o comportamento de Jerusalém. O povo
via e sentia no coração a evidência do Poder de Deus presente em suas vidas.
Aqueles discípulos tão simples, com palavras ungidas por Deus, confundiram as
autoridades do sinédrio. Até o próprio Dr.
Gamaliel ficou admirado ao ouvir tanta sabedoria. E aqueles homens saíram
por ordem de Deus às cidades de Jerusalém, Cesaréia, Samaria, Éfeso, Corinto e
Antioquia, pregando a palavra de poder, de cura e salvando muitas pessoas para
o reino de Deus. Esta grande atuação Espírito Santo chegou a Europa, a África,
a Oceania, a Ásia, as Américas, e ao Brasil. Há poder entre nós, sentimos a
atuação do Espírito Santo na nossa vida, pois não somos somente um grupo de
religiosos convencidos, mas somos crentes que recebemos o poder de Deus. Concluímos que, antes da segunda vinda de Jesus, o
Espírito Santo ocupará um lugar de destaque em nossa vida e nas atividades da
Igreja. É tarefa de o Espírito Santo adornar a Igreja a noiva de Cristo, para o
encontro com Ele.
Questionário
1.Quem é o
Espírito Santo?
R:. O Espírito Santo é uma pessoa Divina, que distribui
as numerosas bênçãos e o poder que Deus a nós.
2. Cite três
características que revela a personalidade do Espírito Santo?
R:. Ele pensa, tem vontade, e tem sentimento.
3. Qual a
atuação do Espírito Santo na criação?
R:. Ele deu vida ao Universo.
4. Qual a
atuação do Espírito Santo em Cristo?
R:. Concepção de Jesus sem pecado e identificação como
Jesus o Filho de Deus.
5. Qual a
atuação do Espírito Santo no Homem?
R:. Convencê-lo do pecado.
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